sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Influência na psicoterapia

Matéria de Igor Galante.
Jornal Diário da Região, São José do Rio Preto, 21 de agosto de 2009

As músicas e ideias de Raul Seixas exercem uma influência sobre as duas atividades do músico e psicoterapeuta rio-pretense Prof. Renato Dias Martino. É uma condição que hoje transcende a do fã - já que surge tanto na sua criação como artista quanto na prática clínica. A identificação do rio-pretense com as raízes calcadas na tríade blues-rock-country de Raul, assim como a influência sobre timbre de voz, fazem com que o roqueiro-terapeuta sempre inclua faixas do “Maluco Beleza” no repertório dos seus shows.


Sob o ponto de vista da psicoterapia, Martino chama atenção para a capacidade de Raul explorar através de suas letras campos da subjetividade que em geral as pessoas não querem explorar - e é algo que o psicoterapeuta deixa transpassar em seu trabalho com os pacientes. “Raul trouxe ao público a difícil tarefa da reflexão sobre a realidade. Ele nos tira do narcisismo e nos coloca para enxergar uma realidade que possa ser compartilhada”, explica Martino, que compôs um Tributo a Raul em parceria com o psiquiatra Altino Bessa Marques, outro entusiasta do legado de Raulzito.


Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866
renatodiasmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

I Semana de Psicologia da Unilago


I Semana de Psicologia da Unilago


Acontecerá nos dias 24, 25, 26, 27 e 28 de agosto a I Semana de Psicologia da Unilago,

tema central: Ciclo da Vida: Viver, sonhar, morrer...
Segue abaixo a programação:


24/08/09: Processo do Luto


25/08/09: O Sonhar - Dr. Renato Dias Martino - Psicólogo


26/08/09: Sexualidade Humana: identidade sexual e orientação do desejo - Dra. Fabiana Augusta Donati - Psicóloga

27/08/09: Inclusão Social - Dra. Ana Cristina Polycarpo - Psicóloga


28/08/09: Psicoterapia e Terapia - Dr. Luiz Tadeu Pessutto - Psicólogo - Coordenador subsede CRP-06 S.J.Rio Preto

Maiores informações com a Coordenadoria do Curso de Psicologia ou no


onte: Profa Sandra ChalelaCoordenadora do Curso de Psicologia

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Relações obsoletas

Relações obsoletas
Ariana Pereira


A cada dia incontáveis novidades são adicionadas à lista de invenções tecnológicas desenvolvidas para ajudar o ser humano. Provavelmente, o computador de última geração comprado há um ano já é precedido por outras máquinas superiores, hoje. Assim acontece com aparelhos de televisão, telefones celulares ou técnicas desenvolvidas pela medicina. O homem e a mulher acostumaram-se a trocar rapidamente os produtos que ficam ultrapassados ou que não oferecem mais tantas vantagens quanto na época em que foram adquiridos. Em uma imensa confusão de valores, acaba-se transferindo a ânsia por novidades tecnológicas e novas aplicações de utensílios aos relacionamentos.


Dessa forma, não apenas as invenções humanas como também os relacionamentos tornam-se obsoletos e inicia-se, assim, uma busca incansável pelo parceiro ideal ou que ofereça mais “vantagens” do que o anterior. Relacionamentos relâmpagos, insatisfação constante e solidão são apenas algumas das consequências negativas de uma busca desenfreada pelo mais novo, pelo que proporcione melhores sensações com mais benefícios possíveis. Sem esquecer a necessidade de baixos investimentos de tempo e emoção.

Como estamos habituados a trocar de celular e de carro compulsivamente assim que eles perdem o charme de coisa nova, as pessoas passam a ver a relação amorosa da mesma forma. Buscam permanentemente a sensação de novo que cada relação tem, mas que não é possível perdurar. A ansiedade dos primeiros beijos e transas abre espaço para outro padrão de relação em que o familiarizar-se ocupa o espaço do desbravar. Ocorre que estamos vivendo um momento histórico em que trocar pelo novo tem mais valor do que conhecer o ‘antigo’”, avalia o sociólogo Luciano Alvarenga. O costume de se afastar do outro quando a relação é custosa ou proporciona algum tipo de decepção natural a qualquer ser humano pode custar caro, na opinião do psicoterapeuta Prof. Renato Dias Martino.


Para ele, a cada dia as pessoas se afastam mais e o maior problema na redução do espaço dedicado aos vínculos com o outro é limitar o vínculo consigo mesmo. A capacidade de pensar é o que faz os seres humanos melhores e o pensamento só pode ocorrer quando se compreende o outro em si próprio. “Talvez por não ter ainda desenvolvido a capacidade de ‘ser’ e se ligar às pessoas como se liga às coisas, ou seja, por meio do ‘ter’, algumas pessoas encaram os parceiros como um produto que deve ser trocado quando encontra-se um defeito. Esse tipo de indivíduo me parece materialista. A característica da personalidade materialista tem raízes profundas na experiência da falta na capacitação do reconhecimento do real. Daí a necessidade de confirmação constante do concreto, material, o real sensorial”, afirma Prof. Martino.

Desmascarar

A melhor forma de encarar um relacionamento é saber lidar com o outro passada a magia dos primeiros encontros e iniciada a fase em que as máscaras caem e o parceiro (ou parceira) mostra, aos poucos, quem realmente é. Para isso, de acordo com o psicoterapeuta, é preciso aprender a criar vínculos com alguém real e cheio de incertezas, como qualquer ser humano. O vínculo, prossegue Prof. Martino, possibilita a alguém manter-se ligado a outra pessoa, ainda que não haja a presença física. “Na criação disso que aqui estamos chamando de vínculo é imprescindível a experiência da falta, ou seja, viver a falta deve ser algo possível. Do contrário nunca aceitaremos aquilo que difere do que desejamos que o outro seja, daquilo que ele realmente é.”
Crise sinaliza amadurecimento

O fato de as pessoas evitarem cada vez mais o envolvimento e a superação dos problemas que qualquer relação traz tem feito seres humanos cada vez mais solitários e indispostos a relações sociais. A dificuldade narcisista de sonhar com algo futuro, que inclua o outro, é cada vez mais frequente e o sonho diminui na mesma proporção em que se criam novas embalagens de produtos destinados a pessoas que optaram por viver só, de acordo com o psicoterapeuta Prof. Renato Dias Martino. “Porém, o outro entra em nossa vida sem pedir licença, e daí é muito prudente que possamos ter preparado um espaço dentro de nós para recebê-lo, caso contrário, a confusão é certa. A rivalidade é certa. Um filho aparece e se dá a formação de famílias não pensadas.”

Prof. Renato Dias Martino
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Em não ver

Renato Dias Martino

E quando vem o vazio?
Se enche com que?
E quando é escuro e frio,
E se tenta esquecer?
E quando o fluxo do rio
Se tenta interromper?
E quando esta aqui,
Mas insiste em não ver?





quinta-feira, 23 de abril de 2009

Conhece-te a ti mesmo









"O reconhecimento da própria identidade é um processo árduo e em permanente construção, abastecido de crises existenciais, mas evitá-las pode colocar em xeque uma mente saudável"

Por Renato Dias Martino



Na busca por instrumentos que nos possam auxiliar na tarefa de pensarmos o conteúdo psíquico, faces da alma, ou qualquer nome que possamos criar para os aspectos da personalidade (aquilo que transcende o corpo físico), cogitaremos sobre algo dinâmico, algo que se forma como processo e nunca como produto. Sugiro até uma analogia com algo fluido e corrente, como a água que corre num rio. Apesar de tendermos a pensar a personalidade como algo estático ou um produto pronto, ou acabado, e a criticar veementemente qualquer possível falha, não nos esqueçamos que se trata de algo vivo e, portanto, só estará concluído na morte (e ainda assim viverá nas impressões que deixará no mundo). Perceba que, por mais fiel que possa ser o retrato de um rio, ele nunca mais será aquele que fora retratado anteriormente. Os conteúdos psíquicos estão, e é bom que estejam, em constante movimento. Sob o olhar psicanalítico podemos pensar em impulsos internos, em suas tentativas de encontrar no mundo externo o que possa representá- los. Cada experiência que permita o vínculo de um impulso interno (psíquico) com um objeto do mundo externo como representante é, para o eu, um tijolo em sua construção, um passo na busca pela maturidade. Assim, no encontro impulso interno/ representante externo dá-se à capacitação do Ego, ou em outras palavras, o desenvolvimento do que poderíamos chamar de órgão emocional. Assim como no corpo é função do fígado certa tarefa no funcionamento biológico, na alma é função do Ego organizar o que se sente, transformá-lo em pensamento e, finalmente, em palavras comunicáveis ao outro. Essa capacidade do Ego progride conforme a qualidade do vínculo que se pode ter com o real, a realidade ou a verdade sobre o que se vive.

Porém, o desenvolvimento de um processo implica sofrimento. A própria expressão da fala coloquial nos orienta quando diz: “sofrer o processo”. Penso que todo e qualquer movimento de expansão implica em crise e é, em si, uma fase no processo de crescimento da alma, ou qualquer que seja o objeto de observação e estudo. O sofrimento estará presente, mesmo que em uma pequena dimensão, tanto naquele (ou naquilo) que busca crescer, como naquele que impede o desenvolvimento.




Ser ou não ser
Eis a questão; se é mais nobre ao espírito suportar as pedradas da sorte ultrajante ou se opor a um mar de percalços e vencê-los, continuaria Shakespeare. Em outras palavras, ou nos conformarmos com o que somos e/ou temos, ou enfrentamos as diversidades conscientemente. Mas, diante de uma ou outra opção enfrentaremos o mar de percalços, isto é pagaremos “seu preço”, o preço da crise existencial de ter que escolher as conseqüências da decisão tomada.




Somos dotados de uma parte da alma chamada identidade (iden-entidade). Idem, que sugere algo que é sempre igual, ou numa visão mais ampla, aquilo que é como o outro, e entidade, como figuração de algo vivo, algo que existe. Esse é o lugar de nossa origem, da nossa herança e mais profundamente daquilo ao qual o psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), discípulo de Sigmund Freud (1856-1939), chamou de inconsciente coletivo, o conjunto de arquétipos que nos liga a toda humanidade. É nossa essência, o que realmente somos, aquilo que podemos evitar, mas não podemos fugir - ou seja, aquilo que explicaria nossa existência. O pensamento que nos antecedeu e que nos tornou pensador.

Se tomarmos esse vértice, podemos pensar a crise existencial como o resultado de conflito entre o que sou e aquilo que gostaria de ser. É como se nosso ‘si mesmo’ se sentisse ameaçado de abandono por não ser bom o bastante. O reconhecimento de partes de nossa identidade é sempre um desequilíbrio do eu, e é em si o processo doloroso da expansão da alma. Existe sempre um medo implícito no processo do desenvolvimento, algo que surgirá, como no primeiro vôo de um pássaro, a liberdade e a insegurança. A dor gerada pelo confronto entre o narcisismo (Freud, 1914) e nossa real capacidade. Nunca somos exatamente o que imaginamos, ou queríamos ser, e isso é o que nos faz lutar pra melhorar. Quanto mais se amplia a visão da alma, maior será a sua capacidade de expandir-se no mundo.

A tarefa de reconhecer-se é, antes de tudo, uma tarefa de tornar-se consciente de nossa própria ignorância

Contudo, todo momento de crise é também caracterizado por uma bifurcação das escolhas. Nesse trecho o caminho abre-se em dois. Um lado é especialmente atrativo por sua acessibilidade, porém se apresenta como círculo e volta sempre no mesmo ponto; o outro lado é sempre mais difícil e sem dúvida menos atrativo, pois exige paciência. Nesse caminho existe uma ponte após a qual nunca mais somos os mesmos. Uma vez cruzada a ponte da maturidade da alma, não mais se retorna. Como coloca o poeta chileno Pablo Neruda em Adioses: “Quem volta jamais partiu”. Para que possamos reconhecer- nos a nós mesmos, ou aquilo que podemos chamar de substância do existir, é necessário um movimento de regressão. Um caminho de volta, porém agora, percorrendo-o em busca de responsabilizar- se pelo cuidado da própria vida, e aí sim não tem volta. Penso em uma seqüência de experiências que nos convida a aproveitar como aprendizado. Nessa direção reconhecemos cada falta existente no eu e iniciamos um trabalho de capacitação para viver com elas.
Mas não é sempre assim, podemos aproveitar a crise para crescermos, ou como um motivo para alimentar uma possível crença de destino para o fracasso. Nesse segundo modelo, no lugar da maturidade do eu, o que se dá é uma fixação regressiva, é como se caminhássemos com a cabeça voltada para trás, fixados num ponto do passado. Reconhecemos o ‘si mesmo’, porém não conseguimos nos responsabilizar por ele, assim, responsabilizamos o outro pelo fracasso do eu.


Sigmund Freud
A lenda grega de Narciso, filho de um ato de estupro do deus-rio Cefiso à ninfa Liríope, é uma ótima ilustração do uso que podemos fazer da experiência do reconhecimento de nossa identidade. Em uma consulta, a mãe ouve do adivinho Tirésias que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura. Sua identidade não poderia ser reconhecida, ele não poderia passar pela crise existencial do reconhecimento do ‘si-mesmo’. Quando o fez, não suportou e morreu contemplando a própria imagem na margem do rio. Narciso não se preparou para o reconhecimento de ‘si-mesmo’. Se tivesse suportado conhecer sua essência, teria dado um enorme passo para sua individuação (Jung, 1916, Psicologia do Inconsciente, ed. Vozes), para o auto-conhecimento.


O desespero humano
Certa vez um sábio oriental falou: Um homem no campo de batalha conquista um exército de mil homens. Um outro conquista a si mesmo - Este é o maior. É nesta perspectiva que o filósofo Kierkegaard (imagem) fala sobre o desespero humano: como um processo de conquista do próprio eu. Para ele, o homem em desespero tem o costume de se considerar uma vítima das circunstâncias, porque o desespero revela a miséria e a grandeza do homem, pois é a oportunidade que ele possui de chegar a ser ele mesmo. O desespero é universal.




As crises são partes de um processo natural de uma mente saudável. Podemos evitar o reconhecimento do ‘si mesmo’, mas não podemos evitar a crise. Se pudermos nos arriscar em uma metáfora, é só com a crise no ovo que o pintinho pode nascer. Se o ovo evita a crise, coloca em risco a vida do pintinho. Nesse modelo, a patologia, então, ocorre quando tentamos evitar a crise. Um modelo que nunca se propõe crescimento, ficando assim exposto aos desequilíbrios do mundo externo e interno, torna-se emocionalmente vulnerável e permanece imaturo em suas escolhas.
Wilfred Ruprecht Bion
(1897 - 1979)
Wilfred Ruprecht Bion (1897 - 1979), que foi o discípulo mais turbulento de Melanie Klein (1882–1960), propõem algo nessa direção quando escreve: “A personalidade desenvolve a onipotência como um substituto a associação da preconcepção, ou concepção, com a realização negativa. Isto implica a adoção da onisciência como um substituto do aprender com a experiência (...).”
Assim como duplas que estão juntas tentando evitar crises dentro de uma relação perversa e falida, o fazemos conosco mesmo. Não abrimos mão de certos conceitos que são inúteis (ou servem para mascarar a verdade) por medo de nos reconhecermos em nossa essência e abrirmos a mente para o novo. É a questão dos paradigmas. Acabamos por obstruir o reconhecimento do eu em nossas reais capacidades e assim adiamos o desempenho das mudanças necessárias em nossas vidas. Sabotamos dessa forma, nossas capacidades.

É só com a crise no ovo que o patinho pode nascer.
Se o ovo evita a crise, coloca em risco a vida do filhote

De qualquer forma esse processo emerge e manifesta-se em forma de comportamento; sentimos que algo errado ocorre em nosso interior e também no externo, pois nossos relacionamentos ficam também comprometidos. Ao evitar-se o conhece-te a ti mesmo (inscrição do portal grego de Delfos), transformam-se as relações em modelos de dependência, nos quais o que se percebe é uma alma comandando dois corpos. Num modelo de vínculo umbilical, depende-se exclusivamente do outro para que se possa desempenhar o pensar. Como na relação mãe/bebê, na qual ela é quem decodifica cada choro da criança, mostrando a ela (que sente apenas um incômodo) que chora por um motivo e não por outro. Nesse modelo as esco- lhas são sempre de relações como espelho. É como se a falta que está sendo negada e escondida do eu aparecesse no outro, naquele que mais importa para o eu. Aqui também é interessante a analogia com o mito de Narciso, que só despertara interesse por uma mulher em sua vida, Eco, a ninfa, que fazendo jus a seu nome tinha uma característica particular em sua fala: só repetia o que ele dizia.
A manifestação do conflito é em si o sintoma (manifestação do ‘sinto mal’). Identificamos que está ocorrendo esse modelo de funcionamento mental por meio do que chamamos popular- mente de auto-estima baixa. Percebemos que es- tamos incomodados, mas não sabemos por quê. É nessa fase do processo que geralmente procu- ra-se (ou pelo menos deveria se procurar) alguma forma de Psicoterapia. O choque do reconheci- mento do eu naquilo que somos e não no que queríamos ser implica certa desvalorização do próprio eu, sentida como baixa auto-estima ou complexo de inferioridade. Isso por que com- paramos o que somos àquilo que desejamos ser; nesse período do processo do desenvolvimento da mente, tudo parece importar mais que o eu.



Ao evitar-se o autoconhecimento,
as relações transformam-se
em modelos de dependência,
em que um comanda e decide pelos dois
Assim, podemos perceber a importância de encontrar na dupla analítica ou na relação terapeuta-paciente um ambiente seguro para se viver e pensar esse tipo de experiência. Existe um tempo para qualquer que seja a maturação e com a mente não é diferente. O medo da mudança pode ser um componente da prudência. Dessa forma, como poderíamos cobrar de um eu imaturo que se responsabilize por si mesmo? O impedimento no curso do desenvolvimento pode ser um indicativo de uma ameaça real, o eu pode não estar maduro o bastante para sua independência. Para percebermos essa capacidade egóica, a idade cronológica é um péssimo referencial, pois aquilo que se deve cuidar não está vinculado a nenhuma noção de tempo ou espaço, além de ser algo genuinamente imaturo por si só. Aqui, a tolerância em perceber-se imaturo é imprescindível. Mas, a tole- rância só é saudável se contar com a fé. Paciência sem esperança é comodismo e trans- forma o que seria um sujeito prudente em um covarde.

Paciência sem esperança é comodismo e transforma o que seria um sujeito prudente em um covarde

 Immanuel Kant (1724-1804),
 filósofo alemão
Na verdade, a tarefa de reconhecer-se a si mesmo é antes de tudo, uma tarefa de torna-se consciente de nossa própria ignorância quanto a nós mesmos - algo extremamente ambíguo. É ao mesmo tempo necessário e impossível, pois não há vida sem experiência, mas nunca nos conheceremos em nossa totalidade. Immanuel Kant (1724-1804), filósofo alemão, propõe-nos que a ‘coisa em si’ nunca poderá ser conhecida e que talvez a vida exija-nos preparação para viver frente às possibilidades. Contamos sempre com a capacidade de imaginação e criatividade para nos reinventarmos a cada dia, criando modos de nos relacionarmos com o mundo.
A própria Psicanálise, assim como toda ciência séria, carece de reconhecer-se a cada pensamento que toma conta de um pensador que nasce. Cresce e desenvolve-se por meio da descoberta de verdades que revelam suas falhas. A crise constantemente será uma chance de crescer e de regredir, sempre ao mesmo tempo. Penso que a necessidade é de nos fortalecermos com instrumentos de reflexão, desenvolvendo nossa capacidade para alavancar nossa vida com a crise. Com o estimulo da criatividade, propormos mudanças constantes em busca da melhor forma de nos instrumentar com aparatos emocionais em prol do crescimento.

Prof. Renato Dias Martino é Escritor e psicoterapeuta. Contato: renatodmartino@ig.com.br




Prof. Renato Dias Martino
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

União faz a força

Contribuição na matéria do jornal Diário da Região, 'União faz a força' de Thiago Guimarães.




Nos momentos mais difíceis da vida é que os casais podem se fortalecer e descobrir que são capazes de enxergar a solução dos problemas sem arriscar o relacionamento.
Lézio Júnior
Editoria de Arte



União faz a força
Thiago Guimarães

Nem tudo na vida são flores. Por mais que tenhamos pensamentos positivos e tentemos ser fortes, as dificuldades acontecem a todo momento e podem ser um termômetro para mostrar como será o futuro de um casal. De acordo com a psicóloga Irene Araújo Corrêa, nestes momentos a criatividade, o companheirismo e a amizade da dupla são essenciais para encontrar caminhos. Não adianta gastar energia procurando o culpado ou acusando um ao outro. O importante é encontrar uma solução digna para os problemas que afetam os dois. A psicóloga explica que a maior dificuldade das pessoas nos momentos ruins é abrir mão de alguns padrões. Na maior parte dos casos os parceiros têm medo de deixar para trás comportamentos antigos, existe apego às conquistas anteriores e, principalmente, dificuldade em perceber a adversidade como uma fase que necessita de mudanças. Geralmente, essas mudanças são profundas, definitivas e, muitas vezes, deixam marcas emocionais para toda a vida.
No fracasso algo nos é tirado ou nossa expectativa não estava condizente com a realidade. Na vitória sempre algo positivo é acrescentado. Para que os dois possam encarar de frente os problemas é preciso assumir as escolhas que fizeram. Os dois precisam entender que algumas escolhas não funcionaram bem e constituíram-se em erro ou perderam sua força com o tempo e não são mais interessantes. Na maioria dos casos, é preciso transformar primeiro a si próprio para conseguir efetivar uma mudança. É fundamental assumir sua responsabilidade e trabalhar com afinco para mudar a situação. “Fugir da responsabilidade, não buscar soluções e esperar que os problemas se resolvam sozinhos não são as melhores saídas”, diz.
Na opinião da psicóloga Yara Monachesi, as situações de sofrimento podem fortalecer uma relação se as pessoas se unirem em torno de um objetivo comum, que pode ser a superação da dificuldade. Caso haja um “jogo de empurra”, no qual se responsabiliza o parceiro pela situação, ocorrerá, possivelmente, o desgaste da relação. Se formos pensar, a todo momento, que nossos negócios podem ir por água abaixo ou que nossos entes queridos podem adoecer, será difícil tocar a vida. Por isso, estabelecemos objetivos nos quais acreditamos que sejam coerentes com o desejo de sermos felizes. Quando o sonho se transforma em pesadelo, podemos, contudo, resolver enfrentá-lo, e se contarmos com o apoio e a proximidade de um ente querido, tudo se tornará mais fácil.

Como um pode ajudar o outro
Para encarar as adversidades de frente, no primeiro momento é importante que os dois se reconheçam realmente como um casal. Se existe um vínculo afetivo saudável a superação de problemas tem um forte e poderoso aliado. Isso só pode acontecer se existe entre o casal, um objetivo maior, pois quando não existe uma cumplicidade, certamente eles se apegarão aos fatos e ali encontrarão o fim. Segundo o psicoterapeuta Prof. Renato Dias Martino, com essa cumplicidade o casal realmente define qual é o problema, para que assim possa solucioná-lo. Quando o vínculo não se encontra saudável, ou seja, esteja funcionando de outra forma que não baseado no amor, o que é problema para um, pode não ser para o outro. Aí se forma um ambiente propício para o desenvolvimento da rivalidade. Em momentos onde o outro parceiro não consegue formar uma dupla para resolver os problemas, pode ser um sinal de que, talvez ele não seja um bom modelo de parceiro. “É bom ficar atento porque nestes casos a responsabilidade deve vir de dentro e não por meios externos”, diz. Porém, não podemos esquecer que existem momentos onde é prudente se afastar do outro, até para que se possa solucionar os problemas. Nesse tipo de modelo, a vinculação é tão confusa que é necessário o afastamento para que se ultrapasse a adversidade. Uma vitória ou um fracasso não serão algo acabado. A maior vitória é viver e o momento do fracasso é a ocasião de nos perceber humanos.



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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sonhar ajuda a crescer e equilibrar-se para a vida


Lézio Júnior/Editoria de Arte
Sonhar ajuda a crescer e equilibrar-se para a vida
Cecília Dionizio

Os sonhos assim como o sono são inerentes ao bem-estar mental do ser humano, e tanto um como o outro só fazem equilibrá-lo para a vida. De acordo com a estudiosa do assunto, a psicoterapeuta Maria de Melo, autora do livro “A coragem de crescer”, editora Record, o sonho quando bem utilizado é um canal especial para a alma se manifestar. Porém, Maria alerta que quando se trata de interpretação, é algo muito pessoal e tem a ver com a própria simbologia de cada pessoa. Na obra, a autora fala dos subterfúgios que utilizamos para fugir das questões que nos oprimem e mostra como os sonhos são um caminho de autoconhecimento, contribuindo para a solução de vários problemas e conflitos diários. Ela parte de sua experiência pessoal (e de consultório) para mostrar que o autoconhecimento é a chave da liberdade e que o sonho é o caminho real para conquistá-lo.“Dormir é parte do que o ser humano precisa para se reorganizar para um novo dia”, afirma o professor e psicólogo Valdir Gusmão, pós-graduado em administração estratégica pela universidade de Marília, autor de vários livros. Ao dormir, segundo ele, corpo inicia sua importante missão de reequilibrar os sentidos bioquímicos, biofísicos e biopsíquicos do organismo. “Nossa maquininha precisa de equilíbrio, e é no sono que o encontramos para tornar o dia seguinte bom”, ressalta Gusmão. Num artigo que escreveu sobre o tema, Gusmão explica que o ambiente propício ao sono equipara-se ao de um templo, onde são idolatrados o silêncio, o conforto, o aroma agradável e os objetos de paixão e desejo. Com isto, deixa claro, que para se ter bons sonhos, é importante que o ambiente esteja e seja favorável. Do contrário, sonhos ruins podem derivar deste ambiente.

Já o psicanalista Prof. Renato Dias Martino observa que não raro as pessoas não se recordam de alguns sonhos. Isto porque o aparelho psíquico cria naturalmente certo mecanismo de defesa onde nos esquecemos do sonho ou de parte dele, assim que despertamos. “Isso ocorre porque percebemos nesse sonho ou nesse trecho de sonho alguma verdade muito dolorida ou de nós mesmos. Por isso muitas vezes os sonhos parecem tão desconexos. Ou seja, é uma boa medida para se perceber e conhecer melhor, seja no que diz respeito aos medos, desejos e assim se poderá acessar mais conteúdo dos sonhos”, diz. Para o psicanalista, quando se insiste em lembrar um sonho, é sinal que há um impulso (inconsciente) que requer compreensão. “É uma chance sem igual de se iniciar a jornada do autoconhecimento”, diz. A má notícia é para as pessoas que não sonham nunca, ou seja, não se recordam do que sonham, pois os sonhos ocorrem independentes de ser recordarem ou não. “A pessoa vive uma situação difícil, onde teme aquilo que cria ou imagina. Isso é muito sério, uma vez que somos aquilo que um dia sonhamos. Se não se tem consciência do que se sonha, como poderá realizar?”, questiona o psicanalista Prof. Martino.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Tempo para sonhar


Tempo para sonhar
Camila Moreira

As listas de promessas de final de ano contêm as metas que queremos alcançar no próximo ano. Quase sempre estão inclusos planos como emagrecer, gastar menos dinheiro, ser mais generoso, aproveitar mais a vida e ser mais saudável. Mas assim que chega o novo ano, parece que tudo fica mais difícil de cumprir. Não há tempo para ir à academia, elaborar um cardápio mais ligth, os preços só aumentam, e tudo fica na mesma rotina. Isso acontece ou por causa do esquecimento ou porque não se sabe por onde começar a agir. Segundo o especialista em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal e empresarial e autor dos livros A Tríade do Tempo - A Evolução da Produtividade Pessoal (Editora Campus) e Você, Dona do Seu Tempo (Editora Gente), Christian Barbosa, definir metas para nossas vidas é algo muito importante, pois é por meio delas que conseguimos ter um sentido para nossas ações e assim alcançar nossos objetivos. E para alcançar metas a primeira providência é definir os objetivos. Não adianta fazer uma lista com 15 itens, pois isso dificultaria ainda mais a conclusão das tarefas. Barbosa ensina que a primeira coisa é criar um plano de ação com, no máximo, três objetivos e quebrá-los em pedacinhos. Ou seja, para cada um deles criar tarefas com prazo de execução. Por exemplo, se a meta é falar inglês fluentemente, primeiro anote uma data para a matrícula do curso, depois coloque em mente que além das aulas, você irá estudar duas horas diariamente. Levando isso a sério, até o próximo ano qualquer um que cumpra a agenda estará falando e pensando em inglês. No entanto, se o objetivo não for verdadeiro ou se for apenas questão de modismo, ou opinião alheia, não será nunca alcançado. “Saber o que realmente quer é o mais difícil. Se não há o desejo e a vontade dificilmente se chega ao resultado. Temos de fazer uma autoanálise e saber se aquilo que buscamos é o que realmente queremos. E se mesmo assim não descobrir é bom começar a buscar foco, uma dica é tentar imaginar como estaremos daqui a 10 anos. Se nada resolver, a única alternativa é a terapia”, diz Barbosa.

“Os desejos possíveis são os mais reais”, com essa afirmação o psicoterapeuta Prof. Renato Dias Martino explica que o próprio desejo pode se tornar nosso inimigo, isso porque não adianta desejar algo que está fora de alcance. Outra questão que o psicólogo aborda é o respeito com o nosso tempo, pois aceitá-lo é priorizar o desejo, já que muitas vezes a demora em alcançar os objetivos, quando estes acontecem, podem vir com outra cara. “Respeitando o nosso tempo valorizamos aquilo que conseguimos, mesmo que não seja exatamente aquilo que imaginamos no início”, diz o Prof. Martino.

Prof. Renato Dias Martino
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Amarga vingança

Colaboração no texto de Francine Moreno, 'Amarga vingança'.


Dar o troco
O ato de vingar-se faz parte do instinto e é normal, entretanto, quando feita por impulso quase sempre é acompanhada por arrependimento e paga-se um alto preço pelo ódio.

Lézio Júnior/Editoria de Arte
Amarga vingança
Francine Moreno

Em março do ano passado, Jimmy Wales, fundador da enciclopédia on-line Wikipedia, dispensou a namorada, a canadense Rachel Marsden, por meio da internet. O que ele não aguardava é que a vingança dela viria também pela rede, com a venda das roupas dele pelo site de leilões on-line eBay. Com pouco menos de cinco dias para o término do leilão, a camiseta, com duas manchas brancas, já havia recebido lance de US$ 15 mil. Em matéria de vingança, Rachel Marsden se saiu muito bem. Como muitos dizem sua vingança foi comida friamente. Mas nem sempre é assim. A publicitária Laura (nome fictício), de 34 anos, está aí para provar. Após uma traição do namorado, foi à casa do rapaz enquanto a faxineira estava lá. Abriu os armários e queimou toda a coleção de camisetas de time de futebol do infiel, que dormia em cama alheia há seis meses, em uma fogueira no quintal. Aliviada e com uma alegria imensa foi para casa. Entretanto, em alguns meses percebeu a encrenca em que havia se metido. Além de ganhar um processo e pagar todas as despesas da reforma do quintal, sente até hoje, dois anos após, vergonha e remorso. “Hoje entendo a frase de Carmem Sylva, que diz que a vingança é doce, entretanto à abelha custa-lhe a vida”, revela Laura. A psicoterapeuta comportamental neurolinguista Marcelle Vecchi afirma que esse turbilhão de sentimentos que envolve a vingança é comparável a um vulcão prestes a entrar em ebulição e geralmente está acompanhado da raiva, inveja e orgulho ferido. “Quem deixa seu orgulho se ferir é porque o tem enfraquecido, sujeito às opiniões e ações do outro. São pessoas que se deixam abalar, permitem que os outros exerçam muito poder sobre suas vidas, veem os acontecimentos de forma dramática e imediatista, têm dificuldades de projetar esses fatos no futuro e de analisar a situação de um outro patamar que não seja tão ruim”.

Querer dar o troco é normal e pesquisas já comprovaram que traz prazer mesmo, entretanto, dura apenas um dia. “A vingança é uma ação gerada na ausência de tolerância, logo, aquele que é movido por esse recurso primário vive num funcionamento impensado, agindo por impulso. Sendo assim, convive sempre com um sentimento persecutório, na iminência das consequências dessa vingança”, afirma o professor e psicoterapeuta Renato Dias Martino. Quem se vinga tem dificuldade de compreender a outra parte. Às vezes nem enxerga que ela mesmo pode ter contribuído para a situação. De acordo com Prof. Martino, o processo do pensamento é justamente a entrada do outro nas implicações do desejo do eu. “Na verdade, o vingativo carrega um objeto a ser vingado dentro de si mesmo. Quando a vingança pode ser submetida ao pensamento o que se percebe é que sempre está fundada em equívocos.” Uma explicação psicológica para que a vingança corra nas veias de algumas pessoas, é que ela é um recurso primitivo usado pelo aparelho psíquico com o intuito de livrar-se de sentimentos indesejados, como humilhação, injustiça e susto. Um desejo de dominar a situação. Segundo Freud ilustra em seu “Além do Princípio de Prazer (1920)”, uma situação de vingança. Ele descreve o sentimento da criança quando tem sua garganta examinada pela primeira vez. O médico abre sua garganta com um palito de madeira e olha lá dentro. Freud observa que esse tipo de ‘assustadora experiência’ será tema das próximas brincadeiras, com o coleguinha ou irmãozinho mais novo. “Na impossibilidade de vingar-se do agente da humilhação, escolhe um substituto. São todos sentimentos que em um modo mais aprimorado de funcionamento, são tolerados e posteriormente transformados em pensamento”, afirma Prof. Martino.

E nesta consequência estão constantemente experimentando e criando dentro de si sentimentos pobres de conteúdo, que com certeza a prejudicam muito mais que seu alvo de vingança. “Pela sua análise imediatista e impulsiva buscam fazer valer a sua opinião, os vingativos sofrem mais que seus alvos”, afirma Marcelle.Extravase a sua fúria com nobrezaPara que a vingança não faça parte de sua vida, a psicoterapeuta Marcelle Vecchi revela que existem maneiras de extravasar a raiva sem ‘rodar a baiana’, descer do salto e nem ser prejudicado depois. “Primeiro deve-se organizar os fatos para que fiquem claros, isso corresponde a ver a situação por diversos ângulos. Depois, aprender a dividir as responsabilidades, e por fim conversar com a pessoa a fim de esclarecer a situação. Esses são os passos de quem quer resolver a situação de forma mais nobre. Agindo dessa forma, a raiva se dissipa e toma lugar dentro da pessoa. Lembre-se que o mais prejudicado é sempre o vingador e não a vítima.”

Para o professor e psicoterapeuta Renato Dias Martino, o método para acabar com a vontade de punir aquele que te machucou requer dois elementos primordiais em forma de capacidades. Capacidade de conter sentimentos indesejáveis e a capacidade de reconhecimento dos próprios limites. “Por se tratarem de capacidades, estamos falando de algo a se desenvolver. Uma busca lenta e exaustiva, mas a única a nos colocar realmente inseridos no mundo.”

SAIBA MAIS:
Para não se tornar uma pessoa vingativa:::

Aumente sua lente de visão interna e externa, busque aprimorar sua visão emocional::

Desenvolva sua comunicação, se tiver dificuldades faça cursos para aprimorá-la::

Trabalhe sua raiva interna, se não conseguir controlá-la sozinha, procure ajuda profissional::

Desenvolva sua empatia (procure ver situações e pessoas por diversos pontos de vista), desista da premissa de achar que só o seu ponto de vista é o certo::

Cultive dentro de você sentimentos mais nobres, só você pode permitir que esses sentimentos pobres morem em seu interior, expulse-os o quanto antes e abra espaço para que outros apareçam::

Aprenda a dividir as responsabilidades e deixe de culpar só os outros, sempre temos alguma responsabilidade, mesmo que mínima, aprenda a identificá-la::

Perceba se a necessidade de vingança é recorrente, se faz parte de algo que se repete::

Analise ativamente os fatos que envolvem o desencadeador da vingança, sempre exercitando a capacidade de se colocar no lugar do outro::

Só deposite crédito no que chamamos de experiência emocional. Quando se pode viver junto com alguém uma situação de reconhecimento da própria necessidade de vingança e aprender com essa experiência. Para tanto, a psicoterapia talvez seja um lugar seguro.

Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866
renatodiasmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com/