quinta-feira, 30 de julho de 2026

CRIANÇAS ABANDONADAS - Prof. Renato Dias Martino

 

Era uma vez um povo que vivia numa terra distante em que um fenômeno muito sinistro ocorrera, desencadeando uma assustadora sequência de desdobramentos nocivos. Nesse lugar, os pais de família, por algum motivo, estavam se ausentando do lar. Essa ausência ocorria muito mais no nível emocional do que no físico. Muitas vezes, o sujeito que era genitor e carregava o título de pai não era capaz de exercer a função paterna e, com isso, houve inúmeras consequências.

A ausência do homem que seria o sujeito do exercício da função paterna gerou na mulher (que exerceria a função materna) um sentimento de abandono e de menosprezo. Esses sentimentos geraram revolta na mulher, que passou a se mobilizar para também se ausentar do lar e se tornar independente. No entanto, as crianças, que eram naturalmente dependentes dos pais, se tornaram vulneráveis frente a esse conflito entre os genitores. As crianças foram, então, abandonadas, muitas vezes dentro de suas próprias casas.

Em consequência dessa situação, surgiu uma pessoa que despontou como divindade dessas crianças. Essa pessoa passou a se autointitular “Rainha” se apresentando num programa matutino diário na televisão aberta. Uma multidão de crianças estava de prontidão todas as manhãs na frente da televisão, esperando ansiosa para passar horas assistindo à sua “Rainha”. A “Rainha” se apresentava sempre com roupas muito curtas, num ambiente de grande sensualidade. Por fazer parte do contexto de ausência paterna, a “Rainha” passou a desenvolver a ideia do que chamou de “produção independente”, que consistia em gerar um filho sem estar vinculada ao homem pai biológico da criança. Talvez numa tentativa de provar que a função paterna teria se tornado obsoleta e desnecessária. Ela não só desenvolveu a ideia, mas a levou a cabo e gerou uma filha com um artista famoso que ela escolheu para tanto.

Bem, as crianças abandonadas na frente da tela da televisão assistiam a todo esse “Show” e aprendiam tudo o que lhes ensinava a “Rainha”, que outrora já havia atuado num filme adulto onde fazia sexo com uma criança. Nesse “Show”, apresentavam-se várias atrações, como, por exemplo, um grupo de rapazes cantando músicas de cunho sexual e pornográfico que faziam inundar o vocabulário dessas crianças. Crianças por vezes muito pequenas, abandonadas, sem referência de limites, amiúde aprendendo a falar as primeiras palavras, já cantavam junto com o grupo sentenças “assassinas” como: “nesse raio de suruba já me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém”.

 

O que sobrou dessas crianças décadas depois?

Fica por conta de cada um que leu.












Prof. Renato Dias Martino




Inscreva-se no canal: https://www.youtube.com/user/viscondeverde/videos


quarta-feira, 22 de julho de 2026

CURSO: Falha na Função Paterna

 




"A função paterna não separa o filho da mãe, mas propicia a possibilidade de uni-los num vínculo saudável."  Renato Dias Martino.


Compreender a dinâmica da função paterna é fundamental para profissionais e estudantes que buscam aprofundar seus conhecimentos sobre o desenvolvimento emocional e os vínculos familiares.




No dia 08 de Agosto, o GEPA preparou um encontro completo com palestras enriquecedoras:

15:00 | Introdução — Profº Renato Martino

15:30 | Função ou Figura — Bianca Nascimento

16:00 | Fatores e Função — Marilda Fagiani

16:30 | No Menino e na Menina — Jessica Marques

17:00 | Modelo — Cláudia Lopes

17:30 | Reparação — Caio Correia




💻 On-line via Google Meet (Com Gravação disponível)

📜Com Certificado de horas




Prof. Renato Dias Martino




Inscreva-se no canal: https://www.youtube.com/user/viscondeverde/videos