sexta-feira, 8 de maio de 2015

Prof. Renato Martino lança seu 4º livro

Renato Dias Martino deixou a vida de roqueiro
para mergulhar de cabeça na psicologia,
profissão que já exerce há 12 anos.
Uma das formas de aprender a desapegar é
ser tolerante com as próprias frustrações, ensina
Antes de se tornar um psicanalista, profissão que exerce há 12 anos, Renato Dias Martino era um dos roqueiros mais prestigiados do meio musical rio-pretense. Sua performance na guitarra, interpretando clássicos de bandas como Pink Floyd, Led Zeppelin, Creedence e The Doors sempre foi alvo de elogios, contribuindo para a popularização deste gênero musical em uma época em que Rio Preto não estava tão aberta ao rock.

Quando vivia a melhor fase de sua carreira como guitarrista, com os pubs de rock surgindo na cidade, ele decidiu não prosseguir mais como músico, mergulhando de cabeça no estudo da psicologia. Para Martino, era preciso desapegar de um momento para dar um passo à frente na sua vida, tanto profissional quanto pessoal.



Coincidentemente, desapego é o tema do quarto livro do psicanalista de Rio Preto, que terá lançamento hoje, no Centro Cultural Vasco, no bairro Boa Vista. Terceira publicação dele feita pela editora Vitrine Literária, o "Livro do Desapego" evidencia a tolerância à frustração como antídoto para se desapegar de objetos, pessoas e situações que limitam o desenvolvimento humano e espiritual. Em entrevista ao Diário, Martino comenta que sua mudança de carreira exemplifica bem o assunto que trata em seu quarto livro. 

"Sempre tive afinidade com a psicologia. Na minha fase como músico, as minhas bandas preferidas desenvolviam trabalhos com conotações psicológicas. As letras de Pink Floyd evidenciam experiências mentais e várias canções do Led Zeppelin trazem mensagens filosóficas. Muitas letras da banda The Doors também têm conotação psicológica", comenta o psicanalista, que já publicou os livros "Para Além da Clínica" (2011), "Primeiros Passos Rumo à Psicanálise" (2012) e "O amor e a expansão do pensar: Das perspectivas dos vínculos no desenvolvimento da capacidade reflexiva" (2013).


Atitude acumuladora


Conforme Martino, todo o trabalho da psicanálise é fundamentado com o intuito de desenvolver a tolerância à frustração. "E o resultado disso é o desapego, tanto no aspecto material como emocional. Até mesmo porque eles não são distintos um do outro", sinaliza. Ao longo da vida, as pessoas tendem a se tornar acumuladoras. 


Acumulam bens materiais, pessoas tóxicas no seu convívio, pensamentos limitantes e outras questões que, com o tempo, acabam se tornando um grande obstáculo para a evolução. É preciso desapegar dessas questões sem frustração, tristeza ou medo para poder dar um passo à frente e permitir que surjam novas e enriquecedoras experiências de vida.


"O acúmulo gera uma sensação de desconforto na pessoa. Uma sensação de que a vida está parada, de que há um entrave impedindo novos acontecimentos. É a hora de buscar um profissional", enfatiza. No "Livro do Desapego", Martino apresenta conceitos religiosos, espirituais, filosóficos e até mesmo científicos para refletir sobre a limitação ocasionada pela falta de desapego sobre as coisas da vida.


Além da sessão de autógrafos, haverá um bate-papo do autor com Luciano Alvarenga, responsável pelo prefácio do "Livro do Desapego", e Paulo Rezende, editor da obra. Produzido de forma independente, o novo livro de Martino não estará à venda em livrarias, podendo ser solicitado diretamente com o psicanalista rio-pretense. "A proposta é a divulgação do trabalho da psicanálise. Não tenho pretensões financeiras com a obra. Até disso me desapeguei", brinca.



Serviço:
"Livro do Desapego", do psicanalista Renato Dias Martino. Editora Vitrine Literária. Hoje, a partir das 18h, no Centro Cultural Vasco (rua São João, 1840 - Boa Vista). Preço do livro: R$ 25. Encomendas pelo telefone (17) 3011-3866


Matéria de Harlen Félix para o jornal Diário da Região : http://www.diariodaregiao.com.br/cultura/renato-martino-lan%C3%A7a-seu-4%C2%BA-livro-1.313337 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Sobre humildade e submissão

Por mais que tentemos dar nomes às coisas, essa tarefa nunca poderá ser totalmente completa ou acabada, se concordarmos que vivemos num processo constante de reconhecimento da realidade. Desafortunado aquele que imagina conhecer plenamente seja lá o que for. Pode se perder em si mesmo e se tornar incapaz de aprender com as experiências da vida. Por conta disso, repensar as definições deve ser um exercício constante e nem um esforço pode ser em vão dentro dessa proposta. O trabalho psicoterapêutico consiste em grande parte, na tarefa de auxiliar a nomeação de sentimentos e experiências. Muitas vezes somos inundados por sentimentos dos quais não conseguimos sequer descrever com muita clareza e muito menos somos capazes de dar nome a isso que sentimos. Num outro vértice, frequentemente afirmamos verbalmente uma série de conceitos dos quais muito pouco vivenciamos.

Comumente encontramos a palavra humildade usada para descrever situação de pobreza e ainda encontra-se confundida com o termo submissão nas definições dos dicionários brasileiros. No entanto, se pensarmos melhor no que se tem teoricamente dificilmente seguirá a mesma direção na prática.

Existe um longo caminho entre os conceitos e esse caminho que difere um do outro parte da capacidade de reconhecimento de si mesmo. Enquanto o humilde tem larga percepção sobre si mesmo em relação ao outro e ao mundo, passando a ser capaz de responsabilizar-se por isso, o submisso não tem a mesma capacidade e não pode desenvolver o senso de responsabilização.

A atitude submissa é originária da incapacidade de lidar com incertezas, o que faz com que o submisso se sinta inferior diante dos demais que pelo menos aparentemente conseguem lidar bem com isso. Com medo ou indefesos diante da dúvida, desenvolve mecanismos de defesa como o de desistir logo das tentativas de superação, aderindo ao outro de forma subserviente. Ele não pode ser capaz de reconhecer o mundo e muito menos a si mesmo. Se sentindo incapaz, torna-se subserviente ao outro, buscando segurança na dependência exclusiva deste para viver, deixando que lhe digam como agir, como andar, como se vestir... De tal modo, é sempre o outro o responsável pelas conquistas ou fracassos. Por conta disso vive vezes bajulando, vezes criticando o outro.

A submissão é um estado mórbido de coisas que é mantido sem exigir esforço algum, além disso, é justamente esse o grande benefício da subserviência: o de não se esforçar por nada. De forma diversa a humildade depende de exercício, não podendo ser atingida e mantida sem grande dedicação. Quando existe buscar pela humildade é sinal de que se está sendo capaz de enxergar a si mesmo e ao mundo de uma forma menos narcisistas, assim sendo, mais tolerantes nos vínculos. Sendo parte de um processo de maturação, quanto maior for o grau de humildade, tanto maior será a capacidade emocional e a disposição para a expansão afetiva, na capacidade de amar.

A partir da consciência de sua própria vulnerabilidade perante o mundo desenvolve-se a humildade e passa a ser possível se responsabiliza por criar recursos para lidar com essa descoberta sobre si. Pois bem, quanto mais consciente da sua própria ignorância mais amplitude a humilde terá. Enquanto o submisso ainda acredita que a submissão pode trazer a segurança o humilde percebe que essa insegurança vem da condição frágil do ser humano. Fragilidade em relação à natureza, que pode nos exterminar em segundos, como num terremoto, ou ainda lentamente bem como fatalmente acontecerá, conforme os anos passam e a idade avançada chega. Fragilidade que se revela nas relações afetivas, quando nos propomos a amar de verdade. Essa fragilidade que se mostra condição fundamental para a humildade, não se encontra somente em relação ao outro e ao mundo, mas se revela na relação do ‘eu’ para com o ‘eu mesmo’. A psicanálise nos ensina com muita propriedade o quanto traímos a nós mesmos e o quanto somos paralisados por conta dos conflitos internos que nos leva, muitas vezes ao ponto de cometermos certas auto-sabotagens, impedindo o decurso natural de nossas vidas.

Sendo assim, a humildade revela o quanto somos frágeis e vulneráveis frente ao universo, constituindo antes de tudo a busca pela essência da criação. A origem da palavra vem do latim humus, “terra”, onde humilis quer dizer “aquilo que permanece no chão e que não se ergue”. Na religiosidade a busca pelo cultivo da humildade é tida como virtude fundamental. Assim como nas escrituras védicas na devoção à Krishna somos humildes servos da Suprema Manifestação. Quando Krishna apareceu como Shri Cheitanya Mahaprabhu (1486 - 1534) em sua mais recente encarnação, nos orienta com o ensinamento de que apenas o humilde, tolerante, capaz de tratar a si mesmo e a todos respeitosamente, nada esperando em troca, pode escapar das garras das ofensas e viver uma vida de paz.



A humildade dessa maneira demanda sempre de certo grau de desenvolvimento emocional, num processo de renúncia das ilusões de que supostamente somos detentores do saber, ou ainda da valorização material, se efetivando no ‘ser’. Ilusões que tornam o sujeito prisioneiros dos vínculos perversos de submissão que de maneira sedutora inevitavelmente serão oferecidos em cada esquina da nossa caminhada. A partir desse vértice de reflexão a conotação comum da palavra humildade empregada para descrever situação de pobreza ou submissão, se descaracteriza completamente revelando justamente a riqueza e a libertação em ser capaz de se cultivar a humildade que revela ser a via segura para se reconhecer a realidade.

Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
renatodmartino@ig.com.br
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com

domingo, 26 de abril de 2015

Fascínio por histórias macabras vem do inconsciente

Rio-pretenses fazem sucesso com vídeos de histórias de terror na internet



O psicoterapeuta Renato Dias Martino acredita que o fascínio das pessoas por histórias de   terror vem do próprio inconsciente e seria uma forma de lidar com mais leveza com situações aterrorizantes: "Essa construção que surge, normalmente manifestada pela arte, num filme ou num livro do folclore, expressa algo que se encontra em cada um de nós enquanto experiência íntima". Renato explica que os seres humanos têm o hábito de usar a cultura para expressar suas próprias experiências. "Experiências íntimas procuram se manifestar no âmbito da cultura como algo que seja comum em todos humanos. É antes de tudo uma chance de lidar ludicamente, ou seja, brincando com algo extremamente assustador e que causa pânico". 
Porém, para o especialista, quando essas histórias saem do campo da imaginação e passam a ser uma realidade na vida das pessoas, é preciso ficar atento. "Acreditar nesse tipo de representação como se fosse parte da realidade dos fatos é sinal de imaturidade ou mesmo de uma patologia mental. Assim como uma criança faz", diz o psicoterapeuta e escritor Prof. Renato Dias Martino​.

Veja a materia na integra em: http://www.diariodaregiao.com.br/cidades/rio-pretenses-fazem-sucesso-com-v%C3%ADdeos-de-hist%C3%B3rias-de-terror-na-internet-1.211956

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Convite da cerimônia de lançamento do LIVRO DO DESAPEGO

Convido você, 
meu amigo leitor, 
para a apresentação de meu novo livro.

Um trabalho que pretende servir como recurso na busca da expansão do pensamento em direção à apreensão da realidade última.

Uma tentativa de reunir em torno das proposições psicanalíticas modelos reflexivos que possam enriquecer essa tarefa.

Filosofia - Ciência – Arte - Espiritualidade

À procura de elementos que proporcionem alargamento na capacidade da tolerância às frustrações, fator fundamental na experiência do desapego.

Para além do saber, ampliando-se na capacidade do ser.

Tarde de autógrafos e bate papo do autor com Luciano Alvarenga (autor do prefácio) e Paulo Rezende (editor do livro).

Dia 08 de maio, a partir das 18:00
No Centro Cultural Vasco, Rua São João n° 1840
Boa Vista

Realização:

Em parceria com Centro Cultural Vasco, Blogs A cura de Freud e Pensar-sea-si mesmo.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Padronização - Do Saber e do Ser

Enquanto apoiados num pressuposto de que a sanidade mental é estabelecida pelo grau de influência mútua que o sujeito pode ter com a realidade, por meio da consciência dos fatos, então poderíamos afirmar que o nível de organização mental não pode ser mensurado de outra maneira que não seja através da capacidade de criação e manutenção dos vínculos afetivos. Isso concorda com a hipótese de que quanto melhor for a qualidade dos vínculos que se possa manter, tanto maior será a chance de se estabelecer uma organização dos conteúdos da mente. No contato com o outro o eu nutre-se de afeto e sinceridade. Isso tendo afeto e sinceridade como dois fatores fundamentais na organização mental. Ora, pelo amor verdadeiro do outro é que se aprende a amar a si mesmo de verdade e da mesma maneira, é pela verdade afetuosa do outro que descobrimos nossas próprias verdades.

Essa organização mental quando bem estruturada, por sua vez, proporciona a manutenção saudável dos vínculos que se tem, assim como propicia novas vinculações de qualidade. Além disso, uma boa organização mental é o que pode prevenir a incidência de ligações de baixa qualidade, como prováveis estabelecimentos de relações que possam reunir características de alienação, em convites sedutores de satisfação imediata, encobertas por dissimulações e sem propriedades cordiais nutridoras de afeto.

Bem, se esse pressuposto faz sentido, então poderíamos afirmar que só é possível reconhecer com alguma clareza as características do funcionamento mental de alguém, através da qualidade do vínculo de amor e a verdade que se possa ter com ele. Digo “alguma clareza”, pois, por mais que se possa imaginar saber sobre as coisas que se encontram para além do corpo físico, ainda assim estaremos diante de um terreno sempre incerto, cheio de dúvidas. Tratamos da dimensão do ‘ser’ que está em constante transformação, diferente do saber que necessita de dados precisos.

Ainda assim, as pesquisas nas ciências psiquiátricas se encontram engajadas na tarefa de desenvolver e aprimorar modelos de escalas medidoras da saúde mental de adultos e de crianças, muitas vezes nas mais tenras fases da infância. Dispõem dessas catalogações psicopatológicas para que sejam utilizadas por profissionais dos quais, mesmo sem a possibilidade de estabelecimento de vínculo ou mesmo a mínima convivência com o sujeito paciente, possam se sentir seguros em diagnosticá-lo. 
Entretanto, além disso, essa catalogação que assegurada por um suposto saber que trás tamanha sensação de precisão, não se reserva simplesmente ao diagnóstico, mas se estende na administração de medicamentos que promovem enormes e profundas alterações no funcionamento do organismo e da mente. Administrações de substancias químicas que provocam alterações de tal magnitude que instalam grande dificuldade para aquele que por algum motivo decida deixar de usá-las.

No entanto, por maior que seja a pretensão que se possa ter, caracterizada nas tentativas de invenção de escalas medidora e registros do conjunto de informações da saúde mental, ainda assim, nada pode ser feito para isso através do recurso racional que não terminem um grande engodo. Equívoco esse que pode gerar inúmeras consequências danosas. Portanto, o apego que se possa cultivar em métodos de padronização e rotulações das manifestações emocionais, dificultará a dedicação aos ensaios de capacitação para se reconhecer, respeitar e acolher as inúmeras diversidades das experiências emocionais. Isso levando em conta o tempo que cada um de nós tem no que se refere aos processos do desenvolvimento emocional. 
Prejudicada se encontra a chance de vinculação saudável que possa servir de ambiente tranquilo o bastante para que haja algum desenvolvimento. Certo ambiente emocional suficientemente saudável que comporte a transitoriedade dos conteúdos mentais, que livre de ameaças procurarão expandir-se.
Longe da padronização, aquilo que se encontra na dimensão emocional, enquanto componente da concepção na totalidade do sujeito, apresenta uma conjunção com extensões anteriores e menos evoluídas. Num estado mais bruto, isso que hoje se tem como um pensamento simbólico se apresentava antes como um elemento desconexo da consciência. Essa ordem mais imatura de elementos reúne características da intolerância e resolve sua existência através de certa lei da satisfação imediata das necessidades, assim como nos ensinou Freud quando propõe o processo primário do funcionamento mental.
Nessa dimensão a proposta das analogias é impraticável, sendo que nada é admitido como satisfação se não coincidir de maneira idêntica com a expectativa que gera desejo. Nesse nível dos processos mentais, a realidade incide naquilo que se pode alcançar pelos órgãos dos sentidos e existe para satisfazê-lo de alguma forma, estando excluído do funcionalmente mental aquilo que não se poder confirmar dessa maneira.
Por outro lado a dimensão emocional tem também uma extremidade de abertura onde a tendência à expansão se profere. Um ponto de expansão que direciona-se para a busca da concórdia numa ampliação para o pensamento sublime que encontra-se enriquecido do amor. Amor esse que ungidos de verdade, liberta.
A astronomia contemporânea propõe que isso que chamamos o universo é um revezamento de implosões e explosões. Num constante processo alternado de encolhimento na ordem da contração atômica e de alargamento no âmbito da amplitude cósmica. Recolhimento e expansão presentes também nas formulações psicanalíticas da pulsão de vida e pulsão de morte. Na cultura védica esse movimento se trata da inalação e exalação de Brahman, em ciclos chamados Yuga, termo que coincide com o conceito grego do aion (eon), e acontece na ausência de qualquer parcela de tempo (eterno) ou de espaço (infinito).
A mente se encontra nessa mesma ordem de movimento e por conta disso não pode estar apegada à modelos preestabelecidos por muito tempo sem adoecer. Quando a mente busca a expansão deve se encontrar livre de interferências toxicas e protegida pelo acolhimento para que isso aconteça de maneira saudável. A verdade de uma mente em expansão não pode estar catalogada num livro de psiquiatria. Na realidade, a leitura de livros só pode ajudar quando está sendo uma extensão do trabalho de reconhecimento do eu, e isso só ocorre através das experiências ocorrentes nos vínculos afetivos. O processo de psicoterapia pode ser uma excelente oportunidade para isso, se puder contar com o encontro entre alguém que se encontre sendo realmente capaz de se dedicar à experiência de expansão da mente e outro alguém bem capacitado para a colhê-lo nesse delicado processo.
No entanto, temos inúmeras técnicas seja da medicina ou mesmo da religião para dizer o que um sujeito que sofre de uma dor psíquica deve fazer ou deixar de fazer, entretanto o acolhimento que possa trazer um recurso de “fazer juntos” é muito raro.




Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
renatodmartino@ig.com.br

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sexta-feira, 27 de março de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

segunda-feira, 9 de março de 2015

terça-feira, 3 de março de 2015

Qualidade dos Vínculos

Todo ensaio que se preste a abordar o tema do relacionamento entre homem e mulher deve contar com uma boa cota de espaço aberto às possibilidades que poderão surgir nas configurações emocionais contidas nessa experiência. A padronização de experiências emocionais é sempre nociva, já que os processos envolvidos acontecem por meio de transformações. Não obstante, características como as de afeto e sinceridade são fundamentais e se mostram impreteríveis para que a relação possa se expandir de maneira saudável e então revele que vale a pena estar junto do outro.


Um casal pode manter-se ligado por inúmeros motivos. Duas pessoas podem manter-se unidas por várias razões que façam com que elas aguentem essa ligação por muito tempo e essas razões não precisam ser necessariamente saudáveis para que a união se sustente. Duas pessoas podem manter-se juntas por uma conveniência financeira, quando uma das partes não acredita em sua capacidade de se sustentar sem o outro, podem também continuar a união por conta de um suposto bem-estar dos filhos, por exemplo. Alguém pode decidir continuar  ligada a outra para manter um status de superioridade se beneficiando da fragilidade do outro, ou mesmo, duas pessoas podem manter-se juntas por medo da solidão, entretanto, nem um desses motivos podem garantir a saúde do vínculo.

São inúmeros os motivos para manter-se numa relação sem qualidades positivas. Na realidade, o sujeito que se mantém nesse tipo de relação o faz por estar tirando proveito da situação que abre precedentes, permitindo desonestidade, falta de ética e até mesmo desrespeito. Esse tipo de vínculo desobriga o sujeito de dar manutenção a essa ordem de ações que dão qualidade e saúde aos vínculos.

As condições de amor e sinceridade é que podem gerar o respeito e isso trazer saúde aos vínculos. Essas condições não são de simples realização, mas demandam de cuidado devotado. Enquanto os vínculos insalubres são mantidos por culpa, incapacidade e dependência, que se mantém por si só e se alastrando, impregnando a relação, os vínculos saudáveis conservam um clima de verdade e afeto, que por sua vez necessita de manutenção constante. Por conta disso as relações sem qualidade são sedutoras e se mostram mais atraentes aos olhos daquele que se vê incapaz.

Quando falamos de um casal que se mantém num modelo de vínculo sem qualidades positivas, ou mesmo que esteja corrompido, estamos antes de tudo, tratando de pessoas que não confiam em si mesmas. Não podem ser capazes de sinceridade e afeto com elas mesmas, assim ficam impedidas de sustentar qualquer que sejam o vínculo saudável. Sendo assim, para que seja possível restabelecer a saúde do vínculo corrompido, reparando e restaurando a qualidade da concórdia, é necessário que antes de tudo as partes se tratem e sejam capazes de desenvolver aptidões fundamentais de sinceridade, afeto e respeito quanto a elas mesmas.




Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

I ENCONTRO DO ATO DE PENSAR: Dos Desencontros do Sexo

Olá pessoal,
Venho convidá-los para participar do I ENCONTRO DO ATO DE PENSAR: Dos Desencontros do Sexo, ministrado pelo Psicoterapeuta e Escritor Renato Dias Martino.

Data: 14 de março de 2015
Horário: 14h às 17h

Em parceria com Centro Cultural Vasco, Blog A cura de Freud e Pensar-sea-si mesmo.
Participe, faça sua inscrição: 
Tel: 17 3011-1496
E-mail: maiconvijarva@gmail.com