sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Grupo de estudo de ferias




quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Por que fazer psicoterapia

Não me parece exagero dizer que o mundo civilizado elege aquilo que é concreto ou palpável como indicativo ou referencial para definir aquele possa ser chamado ou não de bem sucedido na vida. O ser humano vem dedicando seu interesse quase que exclusivo a essa modalidade de conquista. Assim me parece caminhar o sujeito humano civilizado.
A humanidade parece enfrentar um período da historia onde a infertilidade (para não dizer esterilidade) na produção do pensamento é algo preocupante. O bem material se tornou tão valorizado que sufoca a cada dia a capacidade de reflexão do homem. Lembro-me então do saudoso Raul Seixas quando cantava sobre...






“As mensagens que nos chegam sem parar, ninguém pode notar, estão muito ocupados para pensar...”.
Raul Seixas, S.O.S.



Como poderia então um sujeito se dispor a momentos onde a concretude das coisas simplesmente perde o valor e dentro de uma sala, deitado num divã, propor junto com seu analista, pensar e tentar através da reflexão entender sua dor, ou de alguma forma aliviar o peso de perceber sua angustias? Essa angustia que com nome de dor, a cada dia se torna mais localizada no corpo físico e longe dos conflitos psicológicos, ou pelo menos sem chance de associação entre uma e outra. Poderíamos dizer: cada dia mais perto do corpo (concreto) e mais distante da alma (subjetivo).
A tecnologia se desenvolve assustadoramente para dar conta dessa dor que surge no corpo. Medicamentos são desenvolvidos cada vez mais eficazes para amenizar essa dor e o homem ganha assim status e onipotência de um Deus. A aceitação do próprio corpo que poderia ser um bom exercício de reflexão sobre si mesmo foi substituída por um avanço espantoso na medicina estética que coloca próteses de silicone para introduzir o que se imagina faltar e retira o que não é desejável. A “casca” do ser humano fica cada vez mais bela, por pequenas fortunas. A evolução medica cura as mais variadas formas de câncer (muitas delas adquiridas pelo consumo de substancias que ele próprio criou). Na psiquiatria elaboram-se antidepressivos e ansiolíticos cada vez mais desenvolvidos, que a cada dia se aplica menos em nome de uma patologia fisiológica, mas em nome de uma psiquiatria estética, onde talvez fosse uma oportunidade de certo trabalho psicoterapeutico, no sentido de restabelecer a capacidade de pensamento e reflexão da própria vida.

Cria armas cada vez mais elaboradas para destruição em massa; promove-se catástrofes na natureza de grandes proporções, como derramamento de óleo no mar, desmatamento e destruições de rios com descarga de esgoto. Como escreve Freud em 1930, no texto O mal estar nas civilizações:
“... As épocas futuras trarão com elas novas e provavelmente inimagináveis grandes avanços nesse campo da civilização e aumentarão ainda mais a semelhança do homem com Deus...”.




Mas, esse desejo sendo realizado sem que se desenvolva a capacidade de pensamento, caracteriza um modo perigoso de caminhar. O indivíduo se vê impelido a buscar uma garantia concreta para o amanhã. Contudo, na busca pelo material a rivalidade e a competição são conflitos sempre presentes. Em uma sociedade onde a família e suas tradições são cada dia menos valorizadas, fica também ameaçado o ambiente de acolhimento e segurança para se sonhar, imaginar e pensar. Desenvolver o aparelho pensador.


Penso que esse modelo de ser humano que somos hoje, necessita urgentemente resgatar sua capacidade de pensar - a principal habilidade que o difere dos outros animais. Pois, ao colocar essa capacidade em prática, também passa a valorizar o subjetivo. Aquilo que ainda não é, mas pode vir a ser. Esquecemos completamente de que tudo aquilo que podemos constatar pelos órgãos dos sentidos é passageiro, mas aquilo que não se pode perceber pelo sensorial é eterno.
A psicanálise assim como as psicoterapias busca, sobretudo, reconstruir essa capacidade de pensamento e imaginação, propõe a produção de pensamento pelo pensamento, esse que constrói o amanhã. O amanhã que é sempre incerto e que na verdade ainda não existe, mas nos preocupa no que poderá nos trazer. O devir. O amanhã só existe hoje se pudermos imaginá-lo e pensá-lo em suas reais possibilidades. Na relação analítica, ou seja, naquilo que se constrói entre terapeuta-paciente, o sujeito tem chance de se conhecer em seus desejos e seus medos (que andam lado a lado). Nesta descoberta podemos criar um modo de ser mais adequado para vivermos em um mundo que também se adequará a nós. Falo antes de tudo de um movimento de expansão da capacidade de reflexão e pensamento.

Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Musico -
renatodmartino@ig.com.br -
Av. Da Luz 1250 Alto Rio Preto –
São José do Rio Preto SP
Fone: 17-30113866
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com/

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Doar e aprender, receber e ensinar

Tempo Verdade Poussin Olgagrd -
O Tempo resgata a Verdade da Disputa e da Inveja Nicolas Poussin,
1640-2 Musée du Louvre, Paris










Doar e aprender, receber e ensinar

O ensino não existe a priori. Isso se partirmos de um pressuposto onde a capacidade de aprender, talvez seja o que revela o objeto de ensino, e quem sabe, origina o objetivo de ensinar. Só aprendemos, ou apreendemos do mundo, aquilo que sentimos como necessidade ou desejo. Freud, em 1915, descreve o inconsciente como sendo a base geral do psiquismo humano. Ele propõe um sistema de funcionamento em que tudo que chega à consciência do indivíduo, passa primeiro pelo inconsciente. Quando aqui, se fala em inconsciente, o que se pretende é mencionar o lugar do eu onde não existe conhecimento. As linguagens racionais acessíveis nesse nível são extremamente escassas. Não temos controle desta área do psiquismo. Não somos donos de nós mesmos, nessa parte do eu. Por isso, alguns sonhos(que trazem em seus conteúdos grande material inconsciente) são tão assustadores e sem nexo; ou às vezes que nos espantamos com pensamentos, e até mesmo certos comportamentos estranhos que pensamos ou fizemos e não conseguimos achar um sentido para tal. São todas manifestacãoes do inconsciente onde se sente, mas não se sabe.

Se pudermos expandir o pensamento até essa detenção de realidade, poderíamos dizer que, tudo que chegou ao saber, passou antes pelo sentir. Sentir, desejar, são experiências extremamente individuais, a não ser na relação umbilical. O que a mãe sente ou deseja, implicará diretamente no futuro daquele que se encontra no seu interior.

Só buscamos conhecer aquilo que é ou, um dia foi objeto de nosso desejo. A saber, desejo é aquilo que parte do nosso interior e se pronuncia em direção ao mundo externo. Podemos até fazer uma analogia com o modelo nutritório, onde o bebe aprende amar aquela que o nutre. Para que exista aprendizado realmente, me aprece que as idéias devem seguir certo caminho. A partir do reconhecimento da necessidade a criação de um ambiente rico em afeto que permitirá, através da gratidão, que a “dependência” se transforme em “amor”.

Assim, na medida em que propomo-nos a apreender as coisas do mundo externo, criamos vínculos que nos permitem um melhor discernimento entre o que é real e o que criamos imaginativamente. Ou seja, podemos descobrir os limites entre o eu e o outro. Quantas vezes nos pegamos querendo saber sobre o outro, porem; será que queremos saber realmente o que ele deseja, ou na verdade o que nos interessa é saber se ele quer aquilo que esperamos que quisesse?

Se pudermos estar de acordo até aqui, podemos dizer então que, aprender é algo muito mais próximo do doar que do receber. Quando guiados por certo vértice de pensamento que compreenda o modelo continente/conteúdo, aprender é doar espaço do eu para que o outro (em idéia) se instale. Da mesma forma, o ensinar se encontra bem mais próximo do receber do que do dar. Usando um vértice semelhante, receber a demanda do que realmente cabe ser ensinado. Diferente de “empurrar” a qualquer preço aquilo que se deseja que o outro aprenda, mesmo que isso não faça sentido a ele.

Assim como em nossas relações afetivas, proponho através destas linhas a tentativa de criação de um vínculo escritor-leitor num ambiente onde prevaleça a verdade e o amor. Na verdade a união dos dois termos em amor à verdade e a verdade que existe no amor.
Dessa forma, poderíamos levantar duas questões das quais imagino surgirem nas cogitações do leitor. De que verdade estaríamos falando aqui, já que estamos frente a um conceito extremamente dependente de uma experiência individual? Penso aqui na verdade enquanto direção, onde poderíamos nos orientar. Aquela verdade que nos faz eternos pesquisadores do mundo e da vida. Aquela verdade que não sossega. Aquela que nos acorda de manhã nos cobrando um tipo de resposta que não servirá mais ao depois de amanhã. Aquela que nos vira a cara a cada encontro. Aquela pela qual só podemos nos ver orientados, mas nunca possuidores.

A segunda pergunta talvez se referisse ao amor. Que amor poderíamos estar tentando propor aqui, enquanto condição para o vínculo? Penso naquele tipo de amor que atrai as diferenças. O que necessita da diferença se encantando com isso. Aquele que se desliga do eu e liga-se no outro. Aquele que enxerga ou outro além do eu no outro.
Aquele que se propõe ensinar deve ter desenvolvido a humilde idéia de que a maior parte do que se espera ensinar nunca será aprendida. E se isso acontecer, a pretensão da confirmação do resultado é algo contrario a real efetivação do vinculo aprender - ensinar.

RENATO DIAS MARTINO
Psicoterapeuta e Musico
renatodmartino@ig.com.br
Fone: 17-30113866

sábado, 7 de novembro de 2009

Algumas publicações na revista Psique




clique para ler

O reconhecimento da própria identidade é um processo árduo e em permanente construção abastecido de crises existenciais mas evitá-las pode colocar em xeque uma mente saudável

clique para ler
No dia-a-dia estamos cercados por acontecimentos cruéis que por si só já causam sofrimento. Mas fazemos questão de revivê-los seja nos noticários no cinema nas músicas e até no turismo. Afi nal de onde vem a satisfação humana em observar cenas e situações macabras?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sexo e Vínculo


Olá amigos leitores!
Compartilho com vocês minha participação na matéria de jornalista Francine Moreno, para o jornal Diário da Região.
Talvez possa ser útil como instrumento de reflexão.
Muito obrigado pela atenção e abraço forte!

* Matéria na integra: site do Diário da Região

Entrevista na integra


Francine - Para os homens de uma sociedade patriarcal como a nossa, a cama quase nunca é ponto de partida para um relacionamento estável. Escolhe transar, como poderia escolher ir ao estádio?

Martino - Acredito que esse modelo de vínculo onde a mulher é algo que se “tem”, ou seja, como se fosse um objeto, está implicada com a maturidade emocional da dupla, tanto daquele que imagina ter o objeto, como daquela que se dispõe a ser o objeto. Talvez o nosso período histórico com seu modelo patriarcal, ressalte mais essa característica, porém, a necessidade da maturidade e saúde dos vínculos sempre existirá independente da época em que se vive.

Francine - Muitas mulheres apostam no interesse do homem pelo sexo como se essa fosse a única - ou a principal - isca capaz de fisgá-lo. Ela erra ao imaginara que sexo pode ser o início de uma relação?

Martino - Não diria que é um erro imaginar, contudo, realizar talvez seja. Quero dizer que o problema não é iniciar um vinculo com (ou por) sexo, mas talvez seja, esperar que ele se mantenha e continue existindo só pelo sexo. O sexo (Eros) se manifesta por impulso, é também uma oportunidade de aproximar-se e talvez ligar-se às pessoas. Mas, para que se efetive o vínculo, alguma coisa precisa ser aprimorada. Algo precisa ser construído, pois um impulso por si só não permanece na realidade, pois é fugaz. No caso do vínculo mantido por impulso, quando o impulso não está se manifestando o vínculo perde o sentido.

Francine - Quais são as causas do "ficar"? Para o medo de relacionamento?

Martino - O “ficar” é um ótimo recurso para certa fase do desenvolvimento emocional onde o medo de relacionamentos é algo muito presente. Contudo, é característica de certa fase, e deve se transformar conforme o desenvolvimento emocional acontece. Quando o “ficar” se caracteriza como modelo exclusivo e cristalizado, sem oportunidade de desenvolvimento num vínculo mais maduro, algo precisa ser pensado com mais cuidado. A saúde do vínculo me parece estar calcada mais na durabilidade e menos na intensidade.

Francine - Como a mulher pode se auto-valorizar para seu amado?

Martino - A auto-valorização é representada pelo limite. A mulher que pode estabelecer certos limites, está sendo capaz de criar recursos na manutenção da auto-estima e isso reflete automaticamente no vínculo do casal.

Francine - Ainda é verdade que para uma relação mais duradoura, o homem geralmente procura alguém que não se interponha aos demais desejos dele e saiba receber o que ele tem a dar?

Martino - Você descreve uma relação onde existe um que mantém e outro que é mantido. É um modelo de vínculo que podemos chamar de perverso, quando impede o crescimento emocional. Contudo, não é exclusivamente do homem para com a mulher, o contrario também acontece com freqüência. Falo de mulheres com característica controladora que escolhem homens submissos.

Francine - O que, então, promove o enamoramento e a paixão de um homem por uma mulher?

Martino - A paixão é o amor sem verdade. É quando estamos amando aquele do qual pouco conhecemos. Nesse caso o que nos atrai é aquilo que parte do nosso desejo e é projetado no outro. O que imaginamos que o outro seja. Assim, quando entra a verdade e passamos a conhecer o outro, a paixão é ameaçada; a partir daí, evolui: se tornando amor, ou regride: culminando no rompimento.

Francine - Se o que ela quer é iniciar um relacionamento, é melhor observar o que o homem quer, não o que ela supõe que ele queira?

Martino - Justamente, mas, não é uma tarefa fácil. Demanda de tempo e de muito cuidado com o eu e com o outro. Aproximamo-nos do outro, em primeiro momento, por identificação, nos misturamos com ele. Só aos poucos vamos podendo perceber o que é realmente o outro e o que é aquilo que desejamos que o outro fosse.

Francine - Uma mulher capaz de receber o que é verdadeiro em um homem fará com que ele se sinta importante, admirado, validado, um homem pleno do que tem de melhor?

Martino - Esse é um funcionamento vincular que deve se manifestar de ambas as partes.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Representa- te

Renato Dias Martino

De onde vem essa dor?
Angustia ou um buraco?
Um turbilhão, um rotor
Ou simplesmente o vácuo?
Preencher com ilusão?
Dos pés faltando o chão
Eu sei que é tudo em vão
Verdade, vida, amor...
Trocados pela dor
Sem imagem ou representação.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Xeque-mate

Olá querido leitor!
Escrevo agradecendo o carinho de todos que me respondem e contribuem com comentários no blog. Esse é justamente o intuito; de cogitar assuntos e provocar o pensamento. Cada comentário me indica a direção daquilo que escreverei.
Envio aqui uma contribuição minha para a matéria de Francine Moreno, no Jornal Diário da Região desta quinta feira.
Um abraço carinhoso!

Xeque-mate
________________________________________
Francine Moreno


________________________________________

Orlandeli/Editoria de Arte




É comum homens e mulheres terem gratidão, até saudade, das escolhas que ocorreram ao longo da vida, quando elas, ainda hoje, são compatíveis com sentimento e razão. Mas quem já não se questionou, lembrando seu passado, sobre como pode envolver-se com certa pessoa ou trabalho? Quem não se arrependeu com a sucessão de decisões erradas que teve a ponto de reconhecer: “Eu já me meti em cada enrascada”? O fato é que arriscar deixa a vida mais interessante, o problema é que nem sempre as decisões são as mais sábias. Um dos elementos que interferem nas decisões, segundo o escritor Aquiles Mosca, é o chamado movimento de manada, que é explicado como a exigência de agir identicamente com o grupo no qual vive. O que a parcela maior fizer comanda as ações individuais. Um dos fatores que integram esta ação é a chamada prova social. Ou seja, homens e mulheres são levados a pensar que se a maioria está operando daquela forma, deve haver uma boa causa, embora esta não seja visível. “Para quem vai investir ou decidir é importante ter calma e um horizonte de tempo”, aconselha.

O que garantem os especialistas é que decidir é tomar partido, é escolher algo e perder outro. E quando o coração diz algo e a cabeça outra coisa, significa que você já tem consciência dos inevitáveis conflitos internos que aparecem nos momentos de se fazerem grandes escolhas. O correto, porém, de acordo com a psicoterapeuta comportamental neurolinguista Marcelle Vecchi, é que homens e mulheres devem manter um certo equilibro entre a razão e a emoção, uma aconselhando a outra até que cheguem a um ponto em comum, ou seja, a um ponto em que tanto para a razão como para a emoção, a decisão é aceita. “Para tomar decisões sábias é fundamental escutarmos nossa consciência”, diz a especialista Marcelle. O que é certo para um, pode não ser para outro. “Deus nos deu um termômetro interno, que é nossa consciência. Se tentar decidir algo ignorando o que a consciência indica, provavelmente perceberei que cometi um erro, e me arrependerei. Todos nós temos a capacidade de consultar nossa consciência para tomar qualquer tipo de decisão, desde as grandes até as pequenas”, explica.

Se ainda não sabe o que quer é preciso não tomar uma decisão só para se livrar do que está pendente. Marcelle sugere que o primeiro passo é saber o quê quer, depois avaliar se o quê quer não prejudica alguém, só depois disso identifique o que será preciso fazer para conseguir seu objetivo. “Não somos obrigados a tomar decisões em momentos de indecisão, não se deixe pressionar pelos outros, o momento certo de tomar uma decisão só nós podemos determinar.” O psicoterapeuta e músico, Renato Dias Martino explica que é melhor errar do que não decidir. “O erro é a única certeza e escolhe melhor aquele que conhece bem de perto o erro. Não conheço outra forma de crescer na realidade que não seja pelo erro”. No mesmo cenário, é importante apostar todas as fichas na decisão.

Quando escolher é ideal ir fundo, virar a página e não pensar mais nas demais escolhas. “O momento certo de descartar as alternativas e investir todas as fichas em uma decisão é quando essa escolha coincide com nosso sonho. Assim vale a pena e com certeza estaremos no caminho certo.”
Na opinião de Marcelle Vecchi, podemos escolher qual o momento ideal para tomar uma decisão, mas assim que tomada, devem ser excluídas as outras opções, porque elas se tornam passado. “A partir do ponto em que eu escolhi uma opção, é nesta decisão que devo focar minhas energias e meus pensamentos, as outras não existem mais.”

Seja desde já o protagonista de sua vida

O escritor Aquiles Mosca afirma que a forma como as informações nos são apresentadas interfere na nossa atitude e tolerância frente ao risco. Para encontrar um equilíbrio neste caso, segundo a psicoterapeuta comportamental neurolinguista Marcelle Vecchi, a meditação pode ser uma ferramenta preciosa. “A meditação acalma a mente e o corpo, e é uma ferramenta muito útil, pois quando estamos com uma atividade mental e corporal mais equilibrada, os fatos são vistos com mais clareza, o que facilita. Quando estamos agitados, ansiosos, tensos ou nervosos não devemos tomar decisão alguma, pois nossa mente e nosso corpo estão trabalhando numa rotação alta, o que prejudica a análise dos fatos.” O psicoterapeuta e músico Renato Dias Martino confirma que escolha pensada é a real e mais indicada. “Quando não meditamos sobre aquilo que escolhemos, é sinal que não escolhemos, mas fomos escolhidos.”

E na lista de ensinamentos de como ir em frente da melhor forma, Marcelle explica que como nem todas as decisões precisam ser tomadas de uma hora para outra, em alguns casos é possível fazer umas experiências antes do passo definitivo. “Se respeitamos o nosso momento na hora de decidir, sempre podemos fazer experiências para antever os resultados. Lembre-se que não devemos decidir pressionados pelo outro, todos nós temos um tempo que é o ideal, devemos respeitar isso.” Na lista de ferramentas básicas para tomar decisões sábias, a especialista Marcelle afirma que é essencial desenvolver a habilidade de escolher e arcar com as responsabilidades disso. “Deve em primeiro lugar ter metas claras em sua mente, depois deve se desinibir para tomar as decisões que ajudarão nessas metas, acreditando que os erros são inevitáveis e úteis, e se perdoar com facilidade. Dessa forma essa pessoa viverá sendo a protagonista de sua vida”.