sábado, 18 de agosto de 2018

QUANTO AO RECONHECIMENTO DA REALIDADE

A forma como o ser humano se articula com aquilo que poderíamos chamar de realidade é tema fundamental da psicanálise, assim como o é em toda área do pensamento mais nobre, do âmbito místico - religioso ao científico - filosófico. São infindáveis as propostas de se situar frente à realidade, que se utilizam de inúmeros expedientes nessa tarefa, no entanto, estabelecer como realidade aquilo que se consegue somente através do conhecimento dirigido as características objetivas, limita a experiência a superficialidade das coisas. A partir de estudos como os de Immanuel Kant (1724 – 1804), em sua A Crítica da Razão Pura (primeira edição em 1781), todo e qualquer reconhecimento da realidade só terá sentido levando em conta o modo como o sujeito formou o aparato de instrumentos para esse reconhecimento, e não apenas as características disso que está externo a ele.
“Para nós é completamente desconhecida qual possa ser a natureza das coisas em si, independentes de toda receptividade da nossa sensibilidade. Não conhecemos delas senão a maneira que temos de percebê-las; maneira que nos é peculiar; mas que tão pouco deve ser necessariamente a de todo ser, ainda que seja a de todos os homens.” (Kant, 1781).
Por conseguinte, quando cogitamos sobre o nível de percepção e reconhecimento da realidade, tratamos de uma capacidade e essa capacidade está subordinada ao nível de maturação emocional. Dessa maneira, não existe escolha quanto a reconhecer ou não os elementos da realidade. Ou se está maduro o bastante para isso, ou essa capacidade ainda não se encontra desenvolvida o suficiente.
Portanto, exigir que alguém reconheça a realidade configura-se num absurdo, assim como não faz sentido criticar aquele que está iludido. 
Condenar incapacidades é incoerência. A saber, esse nível de maturidade não coincide com a idade cronológica.
Sendo que muitas vezes o sujeito passa grande parte, ou mesmo a vida toda sem ser capaz de desenvolver muita habilidade no reconhecimento da realidade. A imaturidade emocional normalmente persiste quando o sujeito consegue certa permanência no que chamaríamos de zona de conforto, onde apesar de limitadamente nociva, traz comodidade e uma suposta segurança.
Isso acontece quase sempre resguardado por outro que deve ter algum beneficio em garantir a constância dessa situação.
Numa configuração emocional onde a capacidade de reconhecimento da realidade ainda não se encontra desenvolvida num nível mínimo necessário, o que rege a forma como o sujeito percebe, se relaciona e se articula com o mundo está baseada nas ilusões e tão somente nelas.
Tentativas de desfazer ou destruir ilusões são sempre muito perigosas, já que muitas vezes o sujeito pode estar, pelo menos naquele momento da vida, se mantendo firme em sua caminhada por conta de suas ilusões, e destruí-las acarretaria num comprometimento na motivação para se viver.
Quando a vida estiver sendo apoiada nos pilares da ilusão é prudente que sejam substituídos gradativamente, caso contrário tudo pode desmoronar.
Ora, se o reconhecimento da realidade não depende da escolha, mas sim da capacidade do sujeito, muito menos dependerá da escolha do outro.
A tentativa de se intervir no intuito de expandir a capacidade do outro quanto ao reconhecimento da realidade não passa de mais uma ilusão.
Ninguém muda ninguém. A transformação parte de dentro. Isso se dará conforme experiências que combinem desconforto e acolhimento. Quando as ilusões em que o sujeito esteja mantendo sua vida começarem a ruir, gerando assim insegurança, aí então o acolhimento do outro passa a ser fundamental no processo de transformação.
O conceito de reconhecimento tratado aqui não quer dizer entendimento, ou compreensão. Não acredito que seja possível conhecer a verdade, não creio que seja possível compreender a realidade. Penso que na melhor das hipóteses seja possível estar de acordo com ela e então passa a ser provável se responsabilizar por isso e assim passar a ser real.
Quando proponho reconhecer estou tratando da experiência de “perceber que existe” e assim passar a respeitar, o que nada tem a ver com “ter conhecimento sobre”. O respeito não pode depender do entendimento. O entendimento está subordinado à vontade, onde a dificuldade em tolerar desconfortos obstrui a capacidade de entender. 
Arthur Schopenhauer (1788-1860) nos alertou sobre a onipotência da vontade (1819) que é soberana, faminta e insaciável, sendo que “a atuação cega da Vontade e a ação iluminada pelo conhecimento invadem uma o domínio da outra”. (SCHOPENHAUER, 1819). Se por ventura o entendimento choca-se com a vontade, a compreensão sede e a vontade prevalece. Sendo assim, a relação que é possível se estabelecer com a realidade não se encontra no domínio do saber, pois o suposto saber estará sempre contaminado do desejo na idealização da realidade, distante do que realmente é.
Logo, o “saber sobre” é sempre ilusão, pelo menos em alguma medida. O sujeito, normalmente compreende somente aquilo que lhe é conveniente.
“Não se trata de saber a respeito da realidade, nem da capacitação humana para sabê-lo. A convicção de se saber ou vir a saber, a respeito da realidade é falaz por não ser ela algo de que se possa saber.” (Bion, 1965).
Quando Wilfred Ruprecht Bion (1897 — 1979) faz essa afirmação ele expande o acordo que se possa ter com a própria realidade numa comunhão realmente possível com a verdade, onde “A realidade só pode ser "sida": requer-se um verbo "ser" transitivo, para usá-lo na relação com o termo "realidade".” (Bion, 1965).

Aquilo que de maneira suposta se sabe é referente ao que está armazenado nos compartimentos da memória e se o “saber sobre”, que em forma de dados foi armazenado, já sofrera uma contaminação pelo desejo, o resgate desse suposto saber sofrerá outro comprometimento já que a memória é seletiva conforme o desconforto que possa provocar. 

Portanto, muito mais importante do que buscar saber é se preparar para tolerar a ignorância; justamente o que pode nos fazer eternos aprendizes.

W. R. Bion, TRANSFORMAÇÕES: mudança do aprendizado ao crescimento. (Transformations: change from learning to growth, 1965), Rio de Janeiro, Imago, 1991.

KANT, I. Crítica da razão pura - Os pensadores - Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1987.

SCHOPENHAUER, Arthur. O MUNDO COMO VONTADE E COMO REPRESENTAÇÃO. Tradução Heraldo Barbuy. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1819/2012.


Prof. Renato Dias Martino  
Psicoterapeuta e Escritor
Alameda Franca n° 80,
Jardim Rosena,
São José Do Rio Preto – SP
Fone: 17-30113866 ou 991910375 -
prof.renatodiasmartino@gmail.com
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sábado, 4 de agosto de 2018

A TRÍADE NA CONSTITUIÇÃO DO UNIVERSO

O numero três parece estar implicado nas mais nobres formulações das reflexões humanas, organizando a configuração básica das estruturas universais. A importância da tríade fica clara quando percebemos o simples fato de que para uma mesa manter-se de pé carece de no mínimo três pernas.
Não é intuito deste texto aprofundar-se em cada item descrito, no entanto, apesar deste ensaio ser uma simples tentativa de expor breve pesquisa sobre a formação da tríade dentro das configurações da natureza e do pensamento humano, com essas cogitações abrem-se possibilidades de expansão, tanto de aplicabilidade na vida, quanto de novas formulações reflexivas.
No âmbito místico-religioso, a maioria das tradições milenares como na filosofia da Índia, nas escrituras védicas e também no Budismo, o Samsara significa o fluxo incessante de renascimentos através dos mundos, num ciclo ternário de nascimento, permanência transitória e morte.
Para a cultura védica a realidade material segue esse fluxo, determinado pela trimûrti, configurada pelas divindades Brahma, que tem a função de criar, funcionando pelo modo da paixão (guna raja); Vishnu que é o mantenedor e funciona pelo modo da bondade (guna sattva ) e Shiva que tem a função de destruir, agindo pelo modo da ignorância (guna tama).
Também no trino Aum, que é a decomposição do som Om, que nos Vedas forma o corpo sonoro do Absoluto Brahman, é o som do universo no cerne profícuo, representado pela tríade: essência, atividade e inércia. Na medicina Ayurveda (Ayur = vida + veda = conhecimento), que faz parte da sabedoria dos Vedas, temos as forças energéticas fundamentais denominadas Doshas (no sânscrito quer dizer culpa ou transgressão) que num estado saudável devem estar em equilíbrio.
São três, os Doshas principais: Vata (corresponde aos elementos Ar e Éter, ou espaço), Pitta (relativo ao fogo e a água) e Kapha (referente à água e terra), de onde derivam Doshas secundários.

Também o budismo propõe três qualidades básicas do universo. A impermanência é a primeira qualidade, na ideia de que tudo se transforma continuamente, propondo com isso a importância do desapego. A segunda qualidade é uma extensão da primeira: a dor, causada pelo apego as coisas materiais, que são impermanentes e a insubstancialidade ou o “não eu permanente”, que se refere ao nosso constante processo de transformação. 
Encontramos essa configuração também na Santíssima Trindade cristã: Pai, Filho e Espírito Santo, onde esse mistério é central na fé e na vida. Enquanto Deus Pai é o Criador, Deus Filho é o Salvador e Deus Espírito Santo, o Santificador. Quando tentamos refletir sobre as qualidades cósmicas, também chegamos a uma tríade onde materialidade, energia e essencialidade estão representadas.
Além disso, temos três configurações alegóricas de mundos representadas em terra, espaço e céu. Na composição humana, também poderíamos pensar em corpo físico, aparelho mental e dimensão da espiritualidade.
O Numero três parece ter uma relação intima com as formulações mais expansivas do pensamento humano. Nas experiências mais importantes do desenvolvimento da vida o numero três aparece em grande medida como determinante. Na noção de tempo, em passado, presente e futuro; na noção de espaço, em largura, altura, profundidade.
No âmbito da ciência está presente em várias áreas, como no estudo do corpo humano que se inicia a partir de três itens: cabeça, tronco e membros. Na biologia, aparece na organização dos reinos, que é a categoria superior da classificação científica dos organismos, dividida em animal, vegetal e mineral.
Foi introduzida por Carlos Lineu (1707 —1778), botânico, zoólogo e médico sueco, no século XVIII. 
Além disso na física clássica, a tríade está presente no espaço-tempo, matéria-campo e interação-movimento. No ano de 1829, o químico alemão Johann Wolfgang Döbereiner (1782 —1849), organizou a primeira Tabela Periódica da história, denominada de tríade porque os elementos foram organizados em grupos de três.
Nos estudos da base da matéria encontramos a configuração dos átomos em prótons, nêutrons e elétrons. O quarks são partículas elementares da matéria que nunca são detectados separadamente, mas em grupos de três.
Os prótons e nêutrons não se configuram como partículas elementares, mas são formados por três quarks. O elétron, por sua vez, não é formado por quarks, mas é um lépton, partícula que não se sujeita às forças nucleares. Os estados básicos da matéria também são representados em três: solido, liquido e gasoso. 
Na física Quântica temos a Tríade Quântica que é formada por consciência, radiação e matéria. Mesmo que a ciência tradicional tente afirmar que a consciência é consequência das interações entre radiação e matéria, o vértice monista da física quântica postula a existência de algo além de toda a manifestação do mundo fenomênico de onde tudo se origina e do qual cada um de nós é uma expressão.
Nisso a ciência quântica se aproxima das formulações religiosas. Também na ciência da nutrição, onde se desenvolvem estudo sobre os alimentos e de sua utilização em dietas e terapias encontramos a tríade que reúne estabilidade emocional, dieta saudável e atividade física, como fundamento para uma vida saudável.
Nas artes, a tríade também está implicada, como na música, onde temos a divisão em melodia, harmonia e ritmo. Além disso, um acorde é constituído por, no mínimo três notas (1º o 3º e o 5º notas da escala).
Nas cores primárias da luz, no que denominamos tríade aditiva, temos o vermelho, o verde e o azul, assim como nas cores secundárias da luz, na tríade subtrativa, temos a magenta, o amarelo e o ciano.
No estudo da psicanálise, Sigmund Freud (1856 – 1939) propõe a idéia do mapeamento mental, em primeiro momento, categorizando em três instancias divididas em: inconsciente, pré-consciente e consciente. Sendo que inconsciente é a parte mais primitiva, inacessível ao conhecimento, pré-consciente, é a parte intermediária e consciente, a parte mais superficial da mente, que está diretamente em contato com a realidade externa.
Nesse modelo, Freud se utiliza da visão topográfica, onde a perspectiva de profundidade e elevação é a base. A partir desse vértice o pai da psicanálise desenvolve mais tarde um modelo mais elaborado que transcende a visão passiva da topografia presente no primeiro modelo e abre então uma visão estrutural do psiquismo que também é dividido em três. Para esse modelo Id, ego e superego são as partes constituintes.
“Freud atribui ao superego o título de herdeiro do complexo de Édipo. Sob essa perspectiva, a força que reprimiu os sentimentos incestuosos nos processos edípicos hoje atuam na estrutura do eu como superego. Dessa forma, Freud oferece um modelo em 1923, onde aquilo que antes pertencia à escala mais baixa nos processos psíquicos é transformado, mediante a criação do ideal de ego, na mais alta virtude.” (Martino, 2012).
O Complexo de Édipo é elemento central, sobretudo na perspectiva freudiana. Nessa experiência emocional a formação se configura a partir da presença da tríade formada pelo sujeito, mãe e pai. Édipo é personagem da dramatização escrita pelo filosofo grego Sófocles (497 - 406). Em seu drama, Édipo mata o pai (rei Laio) e casa-se com a mãe (Jocasta).
Essa experiência é elemento fundamental na estruturação da personalidade trazendo orientação para o desejo humano, configurando-se no eixo de referência do funcionamento mental. Freud empresta o nome do mito em favor da explicação do complexo que povoa a mente da criança na formação do ideal de ego, ou superego (identificações originalmente derivadas das figuras de autoridade parentais), que surgiria como substituto dos desejos edípicos.
“A menina gosta de considerar-se como aquilo que seu pai ama acima de tudo o mais, porém chega a ocasião em que tem de sofrer parte dele uma dura punição e é atirada para fora de seu paraíso ingênuo. O menino encara a mãe como sua propriedade, mas um dia descobre que ela transferiu seu amor e sua solicitude para um recém-chegado.” (Freud, em A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO, 1924).
Ainda nas formulações da psicanálise, encontramos na prática clínica, três modelos de transferência, quando elementos internos do paciente são projetados no analista na tentativa de reeditar relações antigas.
São elas: transferência positiva, quando se projetam no analista características amistosas, gerando um clima de cooperação na dupla; transferência negativa, quando o paciente projeta ódio, hostilizando o analista; e transferência erotizada, quando são projetados desejos sexuais no analista.
Em sua primeira obra, EXPERIÊNCIAS COM GRUPOS, primeiramente lançada em 1948 e reeditada em 1961, Wilfred Ruprecht Bion (1897 — 1979) descreve três tipos de padrões de funcionamento na mente do grupo: dependência, acasalamento e luta-fuga. Na dependência há necessidade de um líder. "O grupo é bastante incapaz de enfrentar as emoções dentro dele, sem acreditar que possui alguma espécie de Deus que é inteiramente responsável por tudo o que acontece”. (Bion, 1961).
Enquanto funcionando pelo pressuposto do acasalamento o grupo mantém a esperança de que um casal integrante do grupo gerará um filho que será o líder salvador. No pressuposto básico de luta-fuga o objetivo do grupo e o fato de estar reunido é o de lutar ou fugir de alguma coisa. No entanto, não é somente na perspectiva grupal que Bion traz elementos em tríade, mas também quando propõe três modelos de elos de ligação expressados pelas siglas L, H, K. L representando o vínculo de amor (L, inicial de love), H sendo o vínculo de ódio (H, de hate), e K o de conhecimento (K, de knowledge). Os três vínculos também podem levar o sinal negativo (–), representando assim a dissimulação do sentimento.
Já em seu trabalho publicado em 1970, Bion propõe outra tríade referente às formas como o místico se relaciona com o grupo (relação continente/contido). Nessa proposta Bion nomeia de comensal o relacionamento onde apesar de conviverem juntos um existe bem independente do outro, não beneficiando nem ajudando. Bion denomina de simbiótico o vínculo onde um corresponde com o outro e modificam-se um ao outro através dessa correspondência, promovendo expansão de ambas as partes. Já o tipo parasítico de relacionamento é configurado de forma que um se aliena ao outro sendo essa união destruidora para ambas as partes. 
Estes são algumas das inúmeras formações trinas encontradas na pesquisa tanto da natureza material quanto daquela que transcende essa perspectiva. Além de toda essa explanação, a configuração nobre que se tem na dimensão do amor, onde Bion afirma que “A unidade biológica é o casal” (BION, 1977), é formada pela tríade do eu junto ao outro que faz gerar o vínculo profícuo numa relação fecunda.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABBAGNANO, Nicola. História de Filosofia. Trad. Antônio Ramos Rosa, Antônio Borges Coelho. Lisboa. Presença, 1984.
BION, Wilfred. R. Experiências com Grupos. Rio de janeiro, Imago, 1970 (1961).
______________.  O aprender com a experiência. Rio de janeiro, Imago, (1962).
__________(1992)CONVERSANDO COM BION. Quatro discussões com W. R. Bion (1978) Bion em Nova York e em São Paulo (1977)Rio de janeiro: Imago.
Freud. S. A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO. Rio de janeiro, Imago,  (1924)
MONDIN, Battista. Curso de Filosofia, vol.1. São Paulo. Paulus, 1982.
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia, vol.1. São Paulo: Paulus, 2007.
MARTINO, Renato Dias.  . Primeiros passos rumo à psicanálise, 1. ed. São José do Rio Preto, SP : Vitrine Literária Editora, 2012.




Prof. Renato Dias Martino 
Psicoterapeuta e Escritor
Alameda Franca n° 80, Jardim Rosena,
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