quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Dicas de Filmes - SHINE



Dirigido por Scott Hicks
Com Geoffrey Rush, Armin Mueller-Stahl, John Gielgud.
 
 SINOPSE
Shine é um filme magnífico, protagonizado por Geoffrey Rush. Mesmo que declaradamente transtornado em seu emocional, ele é um fantástico pianista e com um carisma impressionante que faz despertar a atenção e a simpatia de todos. Tendo sua vida permeada pela autoridade opressiva do pai que tinha o objetivo de torná-lo num grande pianista apesar do sua excessiva dominação. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Pós Graduação - Educação, Humanização e Espiritualidade

Ministro a carga horária de 25 horas aulas - 5 sábados.
Perspectivas do funcionamento da estrutura familiar enquanto grupo emocional.
A espiritualidade dentro da dimensão do funcionamento psíquico.
A estruturação do grupo familiar em seus aspectos psíquicos a partir da teoria psicanalítica.
Percurso desde a teoria reunida por Freud, o misticismo de Jung até a espiritualidade retomada por Bion para a compreensão do aparelho psíquico.



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

AGRESSÃO À CRIANÇA


Hostilidade ao incapaz

Seja na tentativa do diagnóstico, ou mesmo em qualquer proposta que tenha o intuito de levantar possíveis consequências implicadas nas experiências emocionais, esse tipo de tarefa estará sempre enquadrada nas suposições e não passarão de hipóteses, já que essa dimensão das relações humanas guarda características muito particulares em cada caso.

Sendo assim, qualquer tentativa de exame de saúde da mente, deve, sem duvida, ser acompanhado de um olhar cuidadoso e dedicado do caso específico em suas particularidades. Tentativas de rotulação e generalização são especialmente prejudiciais e perigosas em se tratando da vida emocional. Dessa forma fica claro que, rotular as dores da alma é inútil sem o cuidado dedicado para com o sujeito que sofre e que a habilidade em diagnosticar uma patologia mental não garante a capacidade de acolhê-la.
Quando nos propomos a pensar nas consequências emocionais que possam acarretar para uma criança que tenha sido agredida por um adulto, inúmeras hipóteses podem ser levantadas e todas elas partem do pressuposto de que essa que foi agredida não possuía capacidade de se defender daquilo que a hostilizava.

Uma situação desse tipo caracteriza-se num trauma, um conjunto de perturbações causadas por um ferimento na mente e sendo assim tenderá buscar maneiras de “curar-se”. Buscará repetir-se até que encontre a chance de elaboração. Numa tentativa de levantar recursos defensivos para lidar com a agressão, a mente repete de alguma maneira a situação.

Poderíamos aqui levantar duas formas básicas de repetição da experiência traumática, pelo menos a priori. A situação pós-traumática pode seguir um curso onde a repetição aconteça de forma interna. Interna por se tratar de certa formação imaginativa sobre a experiência traumática. Uma imaginação persistente que encontrará grande dificuldade para dissolver-se no confronto com a realidade externa. A criança tenderá repetir essa imposição hostil da realidade fechando-se para as experiências da vida numa incapacidade de confiar no outro. Cada nova relação estará povoada de desconfianças nesse outro que sempre guardará uma suspeita (imaginária) de que cedo ou tarde, também o agredirá, de alguma forma.
 Essa tendência, dependendo do grau de evolução da maturidade emocional, pode manifestar-se desde uma timidez excessiva até modelos mais severos onde o sujeito se tornando uma “eterna vitima” das circunstâncias. Dessa maneira, segue construindo suas novas ligações afetivas sempre com a característica de ser realmente hostilizada pelo outro.
Por outro lado, a situação de agressão à criança pode seguir num segundo modelo de desfecho. A forma perversa ou externa de manifestação da repetição do trauma. O sujeito agredido pode desenvolver, de forma inversa ao primeiro modelo, características obsessivas de agressor. Da mesma forma que aquele que o agrediu fazia, já que muito provavelmente aquele que agride revelará em sua história de vida, experiências de ter sido agredido de alguma forma.
Prof. Renato Dias Martino 
Psicoterapeuta e Escritor
São José Do Rio Preto - SP
Fone: 17-30113866 
renatodiasmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

PRESENTEAR


O ato de presentear pode revelar grande importância quando percebido na experiência dos vínculos. Numa mente tranquila e saudável, o presentear deve ser sempre certo símbolo da gratidão e pode ser um importante elemento para ajudar na construção e manutenção das relações. No entanto, a ação de presentear pode também representar uma gama de experiências e guardar uma serie de características das quais serão definidas em suas qualidades pela capacidade emocional dos sujeitos envolvidos.
Enquanto em mentes saudáveis, dar um presente deve significar a extensão de certo vínculo saudável, em uma mente imatura ou mesmo conturbada, por outro lado, o presente pode perfeitamente representar uma espécie de suborno, ou ainda, pode ter o intuito de tentar afastar algum sentimento de culpa. Quando se presenteia pretendendo uma recompensa é um sinal claro de que o presente não é só uma extensão carinhosa, mas tem outra intenção oculta. 

O Significado da Palavra

A palavra presente pode significar algo que se refere ao tempo atual, o aqui e agora, ou também pode significar uma oferta que se pode fazer a alguém. Ora, se pudermos reunir os dois significados então, teremos um bom resultado. De maneira benéfica, dar ou receber um presente só tem seu valor real no tempo presente. Assim, a configuração saudável de se dar ou receber um presente é como a extensão do “estar sendo”. Ou seja, estou sendo alguém para outro alguém e então, darei um presente como extensão disso que sou. Logo fica claro que é dependente da condição do “estar sendo”. Só se pode ser no hoje, amanhã eu posso apenas desejar que eu seja, e ontem eu tenho em minha memória o que eu fui. Mas o estar sendo, só se realiza no hoje. Então, não seria um equivoco afirmar que, dar um presente pensando no amanhã tem o prejuízo em perder o que poderíamos chamar de mais nobre sentido de se presentear.

Presentear e o Materialismo

A ênfase na dimensão da materialidade indica um intuito fora do tempo presente. Quando se dá um presente de muito valor, por exemplo, pode ser um sinal de que o vínculo afetivo, do ser para o outro, fica em segundo plano e o valor material (ter) do presente se evidencia. Onde as partes são incapazes de reconhecer o valor simbólico da relação, que corre o risco de se perder diante do valor material do presente. Assim, a supervalorização do presente diminui a capacidade de reconhecer o real valor do vínculo afetivo entre as pessoas.
Saudável ou tóxica a definição da atitude de presentear deve depender da real origem e motivação da ação. Ora, o sujeito pode propor-se ao voluntariado ou às caridades, tanto com um intuito de expansão para além do eu mesmo e assim crescer como estar sendo em relação ao outro, evoluindo em sua maturidade emocional, quanto pode estar nesse tipo de empreitada por razões extremamente egoístas num intuito de um objetivo de obter benefícios narcisistas.

De qualquer forma, o presente só pode ter real valor quando estiver sendo uma extensão de um vínculo afetivo real entre pessoas. O presente pode ser tanto extensão de boas ações, como pode ser um recurso de formas destrutivas de agir, depende sempre da capacidade de amar.




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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Contribuição na matéria de Daniela Fenti para o Jornal Dário da Região do Prof. Renato Dias Martino


Lézio Jr.
Amizade de menos
Diversos fatores contribuem para queda de amigos na vida adulta
Contribuição na matéria de Daniela Fenti para o Jornal Dário da Região

Vários fatores contribuem para a queda do número de amigos na vida adulta, e isso é até normal. Ideal é não se isolar e manter relações saudáveis com pessoas queridas

Você já passou dos 20 anos, concluiu os estudos, tem um trabalho formal e um relacionamento sério. As redes sociais estão repletas de conhecidos, mas as reais opções para convidar alguém da lista ou ser convidado para um passeio são quase nulas.

Calma! É normal. Com a chegada da vida adulta e de suas situações típicas, como o acúmulo de funções profissionais e, principalmente, o namoro ou o casamento e a chegada dos filhos, especialistas afirmam que o círculo de amigos tende a se estreitar.

É o caso da técnica cultural Joice Zorzi, 29 anos. Ela diz que sua turma hoje não é tão grande como nos tempos da faculdade. “Eu sinto saudade. Não é que faça falta, é só diferente.” Atualmente, ela namora à distância e, por isso, aproveita as horas livres para viajar, o que dificulta a convivência com os amigos.

“Tento manter contato com os mais próximos, pelo telefone ou pela internet. Quando estou na cidade, também saio com algumas pessoas, mas muitos se mudaram para longe”, explica ela.

Esse fenômeno da vida contemporânea, porém, não deve servir como uma desculpa para o isolamento. De acordo com a antropóloga e etno-historiadora Niminon Suzel Pinheiro, a mudança de prioridades é positiva, pois quando se encontra um companheiro os pares costumam dedicar mais tempo ao envolvimento amoroso.

Apesar disso, é importante que o casal não deixe de estabelecer afinidades com outras pessoas. “A amizade é algo muito importante para todos, porque precisamos de uma válvula de escape para os problemas do cotidiano. Entretanto, a quantidade de amigos e o tipo de relação com eles depende da personalidade de cada um”, justifica.

Sílvia Siqueira, 33 anos, fisioterapeuta, reclama da ausência dos amigos comprometidos. “Todo mundo fala que a relação não vai mudar, mas o estilo de vida acaba mudando. O parceiro está sempre por perto e a gente perde um pouco a liberdade. Fico feliz porque meus amigos ficam felizes, mas tenho medo de ficar sozinha. Ainda bem que meu filho de 8 anos é um companheirão.”

Uma das razões para a dificuldade de se preservar antigos amigos e conhecer novos é o ciúme do parceiro. Segundo Kática Ricardi de Abreu, psicóloga clínica e organizacional especialista em análise transacional, é possível fazer um paralelo entre as relações humanas e a alimentação.

Da mesma maneira que o organismo precisa de vitaminas, carboidratos, proteínas e outros nutrientes, que não podem ser encontrados só no feijão ou só no arroz, o aparelho psíquico requer muitas fontes e estímulos para preencher suas necessidades de carinho e atenção, por exemplo.

“A pessoa pode amar muito seu companheiro ou sua companheira, mas precisa ouvir histórias diferentes, contar a mesma história para muitas outras pessoas. O casamento e o namoro não preenchem todos os anseios. É um grande erro o casal se limitar ao ‘eu só vou se você for’ e ‘você só vai se eu deixar’. Amizades saudáveis devem ser cultivadas independentemente do estado civil”, ensina ela.

Outra barreira é o próprio ambiente de trabalho, pouco propício para se estabelecer laços de afeto. Embora os funcionários passem a maior parte do dia no local, o clima é mais de competitivade do que de cumplicidade. “As simpatias e admirações pessoais acabam aparecendo, mas não devem se misturar com as funções laborais”, pondera Kátia.

Valor à família

O psicoterapeuta Renato Dias Martino tem uma visão um pouco diferente sobre o antídoto para a solidão. Ele acredita que o formato das amizades tem como base a vivência familiar.

Desse modo, quem cresceu em um ambiente com vínculos saudáveis conseguirá desenvolver e expandir essa capacidade, assim como reconhecê-la nos outros. “É preciso criar vínculos formais, ou seja, cultivar uma rotina com o outro. Mais do que criar oportunidades de diversão, é preciso realizar algo juntos”, explica.

Por outro lado, o profissional alerta que grande parte das pessoas se preocupa com as relações externas, mas se esquece de preservar a amizade com o marido e a mulher, os filhos, os pais e os irmãos, com quem convivem sob o mesmo teto. “A sociedade não deu certo. O único grupo humano que deu certo é a família, justamente a institução mais descuidada. Se todos a valorizassem em primeiro lugar, o mundo seria bem melhor”, destaca.

Prof. Renato Dias Martino 
Psicoterapeuta e Escritor
São José Do Rio Preto - SP
Fone: 17-30113866 
renatodiasmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com