sexta-feira, 27 de março de 2015

Saber e Ser em Psicanálise - Prof. Renato Dias Martino



Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
renatodmartino@ig.com.br
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terça-feira, 24 de março de 2015

Dos Desencontros do Sexo - Prof. Renato Dias Martino



Prof. Renato Dias Martino 
Psicoterapeuta e Escritor
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segunda-feira, 9 de março de 2015

Sobre as Técnicas Psicoterapêuticas - Prof. Renato Dias Martino



Prof. Renato Dias Martino 
Psicoterapeuta e Escritor
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terça-feira, 3 de março de 2015

Qualidade dos Vínculos

Todo ensaio que se preste a abordar o tema do relacionamento entre homem e mulher deve contar com uma boa cota de espaço aberto às possibilidades que poderão surgir nas configurações emocionais contidas nessa experiência. A padronização de experiências emocionais é sempre nociva, já que os processos envolvidos acontecem por meio de transformações. Não obstante, características como as de afeto e sinceridade são fundamentais e se mostram impreteríveis para que a relação possa se expandir de maneira saudável e então revele que vale a pena estar junto do outro.




Um casal pode manter-se ligado por inúmeros motivos. Duas pessoas podem manter-se unidas por várias razões que façam com que elas aguentem essa ligação por muito tempo e essas razões não precisam ser necessariamente saudáveis para que a união se sustente. Duas pessoas podem manter-se juntas por uma conveniência financeira, quando uma das partes não acredita em sua capacidade de se sustentar sem o outro, podem também continuar a união por conta de um suposto bem-estar dos filhos, por exemplo. Alguém pode decidir continuar  ligada a outra para manter um status de superioridade se beneficiando da fragilidade do outro, ou mesmo, duas pessoas podem manter-se juntas por medo da solidão, entretanto, nem um desses motivos podem garantir a saúde do vínculo.

São inúmeros os motivos para manter-se numa relação sem qualidades positivas. Na realidade, o sujeito que se mantém nesse tipo de relação o faz por estar tirando proveito da situação que abre precedentes, permitindo desonestidade, falta de ética e até mesmo desrespeito. Esse tipo de vínculo desobriga o sujeito de dar manutenção a essa ordem de ações que dão qualidade e saúde aos vínculos.

As condições de amor e sinceridade é que podem gerar o respeito e isso traz saúde aos vínculos. Essas condições não são de simples realização, mas demandam de cuidado devotado. Enquanto os vínculos insalubres são mantidos por culpa, incapacidade e dependência, que se mantém por si só e se alastrando, impregnando a relação, os vínculos saudáveis conservam um clima de verdade e afeto, que por sua vez necessita de manutenção constante. Por conta disso as relações sem qualidade são sedutoras e se mostram mais atraentes aos olhos daquele que se vê incapaz.

Quando falamos de um casal que se mantém num modelo de vínculo sem qualidades positivas, ou mesmo que esteja corrompido, estamos antes de tudo, tratando de pessoas que não confiam em si mesmas. Não podem ser capazes de sinceridade e afeto com elas mesmas, assim ficam impedidas de sustentar qualquer que sejam o vínculo saudável. Sendo assim, para que seja possível restabelecer a saúde do vínculo corrompido, reparando e restaurando a qualidade da concórdia, é necessário que antes de tudo as partes se tratem e sejam capazes de desenvolver aptidões fundamentais de sinceridade, afeto e respeito quanto a elas mesmas.




Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
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