sábado, 31 de março de 2012

Prof. Renato Dias Martino fala sobre o conhece-te a ti mesmo e a identidade para Bion



Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866
renatodiasmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com

quinta-feira, 29 de março de 2012

O esforço e a conquista

Não existe dúvida no fato de que o esforço é condição imprescindível para qualquer que seja a conquista. A própria origem semântica da palavra ‘conquista’, está no latim e é justamente referente a conseguir com esforço. De outra forma isso que se consegue não pode levar o nome de conquista e menos ainda, ser tratada como tal. Aquilo que se conquista tem a característica da valorização, pois é em si, uma extensão do eu. Como a realização, também aquilo que foi conquistado passa a ser parte do eu que se mistura com aquilo que é do mundo.

Entretanto, a capacidade da conquista é certa característica que carece da expansão do pensamento e conseguir perceber a necessidade, assim como ser capaz de valorizar a mesma, fica subordinada a maturidade emocional. Só uma mente madura pode perceber o valor dessa experiência. Se não, ter que se esforçar para conquistar, para assim obter algo desejado, acaba por se transformar num sentimento de menosprezo perante aquele que já conquistou.
Uma criança pequena tem muita dificuldade em ter de se esforçar para conseguir algo e pode ver nessa necessidade de esforço, um sinal de que ela não é amada. Da mesma forma, no adulto emocionalmente imaturo, essa particularidade estará presente, imaginando que deveria conseguir o que deseja pelo destino que generosamente e sem esforço, vem e o agracia.
O maior esforço na busca pela conquista está justamente nas experiências internas. Se esforçar para apaziguar atritos com parte menos amadurecidas de si mesmo sempre foi o maior desafio do ser humano. Logo, o maior obstáculo frente a conquistas é o próprio eu, que muitas vezes é bem capaz de promover certas auto-sabotagens em meio aos seus planos e dificultar seu próprio caminho.



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Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
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terça-feira, 27 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

“Esquecer mágoas faz bem ao corpo e à alma”, contribuição do Prof. Renato Dias Martino na matéria de Elen Valereto para o Jornal Diário da Região.

Lezio Junior
“Esquecer mágoas faz bem ao corpo e à alma”, contribuição do Prof. Renato Dias Martino na matéria de Elen Valereto para o Jornal Diário da Região.


Quem nunca se sentiu ferido por alguém que gosta? A ferida, de tão profunda, não conseguiu cicatrizar. Ficou ali, machucando ao longo de dias, meses e anos. Esse sentimento, conhecido como mágoa, afeta milhares de pessoas, causando dor e rancor. De acordo com a psicoterapeuta, master e trainer em Programação Neurolinguística, Dalva Almeida, a mágoa é uma doença, pois causa dor na alma e no corpo devido à tortura interior que tira a paz e até o sono. “A mágoa não nos deixa esquecer o passado e faz com que não consigamos viver bem o presente. Uma pesquisa feita com dezenas de vítimas de problemas cardíacos revelou que 80% dessas pessoas eram rancorosas”, afirma.

O professor e psicoterapeuta Renato Dias Martino concorda. Para ele, vários problemas de saúde são estimulados por dificuldades psicológicas.“Não é novidade que inúmeras enfermidades físicas se originam de um ressentimento. Aquilo que é ressentido constantemente na mente tende a criar um representante no corpo, para ser cultivado de forma inconsciente como símbolo dessa mágoa. ”Além de se manifestar fisicamente, a mágoa pode dificultar os relacionamentos, pois incapacita o amor, paralisa a sequência da vida e deixa cada vez mais forte o ressentimento.
O perdão pode tornar-se cada vez mais difícil, principalmente pela lembrança do mal sofrido, que sempre vem à tona provocando sensação de sufoco e mal-estar intermináveis. Reviver por meio de sentimentos o que já se passou - mas não foi resolvido - é o que mantém vivas e presas no coração todas as mágoas. “E com o ferimento sempre exposto, a pessoa se mantém presa ao passado. A raiz dos transtornos mentais, como as neuroses, está justamente no desejo que ficou no passado”, afirma Martino. Viver remoendo mágoas passadas é dar abertura também para a raiva e ao posto de vítima. É transformar-se em prisioneiro de si mesmo.
A busca pela conquista da paz interior e pela cura da mágoa que corrói a alma deve ser incessante. Após a decisão de mandar a mágoa para bem longe, os próximos passos a serem dados estão relacionamentos ao cultivo de bons sentimentos. “O cultivo de elementos afetivos e de conhecimentos claros da realidade é o fundamento do modelo de vínculo, capaz de desintoxicar uma mente envenenada de ideias destrutivas e emperrada nas mágoas. Daí por diante, consciente das limitações e fragilidades, é muito interessante se afastar de qualquer que seja a ligação que possa sugerir decepções drásticas”, destaca Professor Martino.


Para o profissional, a mágoa é uma forma de funcionamento mental que encontra com frequência seus “colaboradores”. Por isso, para estar liberada das mágoas, é importante estar atento a quem provocou feridas. “Manter-se ligado a alguém assim é manter-se exposto a novas mágoas”, diz.

Matéria na integra: http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Divirtase/Comportamento/88688,,Esquecer+magoas+faz+bem+ao+corpo+e+a+alma+.aspx

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quinta-feira, 15 de março de 2012

A Lenda da Lula Tigre de Komodo

A Lenda da Lula Tigre de Komodo
Renato Dias Martino

Diz a lenda que certa vez, em Komodo, uma ilha localizada na Indonésia, existiu um pesquisador apaixonado por uma espécie incomum de molusco marinho denominado Lula Tigre. O animal recebera esse nome em decorrência da coloração do corpo desse invertebrado marinho, que seguia em delgadas rajadas de negro numa superfície de amarelo ouro fluorescente. Um belo animal da espécie dos cefalópodes, da qual o cientista apaixonara-se ao encontrar um exemplar num passeio que fizera certo dia, pela praia.


Desse dia por diante, passou a recolher todos os espécimes que conseguia pela praia e então pesquisar com afinco tudo sobre essa fascinante lula. Hábitos particulares, ciclos e período de vida, forma de reprodução e qualquer que fosse a informação relevante que enriquecesse o estudo do dedicado cientista apaixonado pela Lula Tigre de Komodo.

No entanto em meio aos seus dedicados estudos sobre esse magnifico animal marinho, foi surgindo uma triste constatação. Comparando os dados que recolhera na pesquisa sobre a lula, contatara que essa espécie marinha estaria em vias de extinção. O dedicado cientista percebeu e o fez com grande desgosto, que a severa vulnerabilidade, aliada a enorme dificuldade em se reproduzir, apontaria para um fim muito próximo dessa espécie tão bela de animal marinho. Assim como propunha a teoria da evolução de Darwin, o cientista constatava a triste verdade de que essa espécie de lula não havia conseguido adaptar-se às mudanças do ambiente em que vivia e sucumbiria em muito pouco tempo, numa total extinção.

Muito entristecido pelo possível fim do belo animal marinho do qual lhe despertara tanto encantamento e fizera desenvolver tanto apreço, o cientista foi diminuindo então, a pesquisa sobre a lula, até por completo desinteressar-se pelo projeto cientifico.


Todo o estudo do cientista havia sido muito bem elaborado e com grande precisão cientifica, no entanto, um fato foi preponderante para que a constatação da iminente extinção da Lula Tigre de Komodo ocorresse num mero engano. A disposição para recolher exemplares de estudo era extremamente limitada. O cientista limitava-se em recolher as lulas que chegavam até a praia. Com isso, capturava somente aquelas que já estavam enfraquecidas e exaustas chegavam à praia. Isso, quando o ambiente de sua plena saúde seria nas profundezas do mar, onde gozava de um desempenho formidável, de uma agilidade extraordinária e uma adaptabilidade sem igual no ambiente em que vivia. Nas profundezas, a Lula Tigre ainda apresentava uma eficiência reprodutiva excelente, o que fazia dessa espécie de molusco, uma criatura vitoriosa na natureza em constante transformação. A lula que chegava a praia, por sua vez, já se encontrava fraca e com a sua capacidade reprodutiva muito debilitada. O estudo do cientista, então estava sendo baseado em referencias extremamente limitadas da realidade, para chegar a qualquer que fosse a verdade.

Somos todos cientistas do mundo. Dedicados na pesquisa das verdades da vida. Insistindo em conhecer, ou prontos a desistir, tomando como verdade, certos dados limitados, que pudemos recolher da realidade.





Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
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sábado, 10 de março de 2012

Encontro Filosófico - SOMOS TÃO EDUCADOS QUE PERDEMOS O RESPEITO

Encontro Filosófico -
SOMOS TÃO EDUCADOS QUE PERDEMOS O RESPEITO
Coordenação Prof. RENATO DIAS MARTINO
Dia 28 DE Abril DE 2012, às 14:00
Na UNILAGO – São José do Rio Preto
Inscrições gratuitas: http://www.unilago.com.br/extensao/info/?Curso=534
Vagas limitadas.