segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Prof. Renato Dias Martino - Continente Tornando-se Desnecessário




A ação de maternagem suficientemente boa é aquela em que a mãe, gradativamente, vai se fazendo desnecessária conforme o desenvolvimento da criança.
O continente é necessário para que o contido se expanda.
confere?
Mas esse continente que é necessário para que o contido se expanda, precisa se tornar desnecessário, na medida em que o contido consiga se autoconter.

Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866
renatodiasmartino@hotmail.com
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sobre o Ego

Para a psicanálise o ego é a parte organizada na estrutura da personalidade. Junto com id, que é o representante das necessidades mais básicas e o superego, parte da mente que se coloca como juízo censor e crítico, o ego forma o esquema criado por Freud chamado Segunda Tópica da Mente. Enquanto e ego representa ‘o que se está sendo’, o superego, aliado às forças que brotam do id, cria ‘o que se deveria ser’. O ego é estruturado e se desenvolve conforme as experiências bem sucedidas nos vínculos afetivos. Experiências de relacionamentos afetivos que possam contar com a combinação de amor e verdade, compõem e dão manutenção ao ego.

A ideia de Freud para o ego (eu) é justamente como sendo uma parte do id, modificada pelo contato com a realidade. Surge como fator de ligação para os processos psíquicos. Parte do aparelho psíquico que abre mão do princípio do prazer em nome do princípio da realidade. Dessa maneira cada parte do id que se torna ego deve então abrir mão de certa cota de satisfação de prazer, logo deve haver ai certa tolerância ao desprazer. Martino, 2012.

O ego concorda com a autoestima. O que em psicanálise chamamos de ego coincide com o quanto o sujeito é capaz de amar a si mesmo e assim sendo, também o quanto será capaz de amar o outro. A experiência do vínculo afetivo com o outro traz a chance de criar um vínculo afetivo consigo mesmo. A criança aprende a amar-se a si mesma através do amor da mãe.
Sendo a parte mais arranjada da mente, é o que de bom podemos encontrar em nós mesmos. É do ego a funções do pensamento. Da capacidade do ego são definidos os sensos de direção, consciência, organização, assim como as capacidades afetivas mais nobres dos vínculos que se tem com o ‘eu’ e com o ‘outro’. 
É prejudicial viver na escassez de oportunidades de experiências afetivas que possam nutrir o ego. Isso pois o ego pode enfraquecer quando privado de vínculos afetivos nutridores.
A disposição para a consciência que leva à maturidade do ego, depende da capacidade de tolerar frustrações. O ego é a parte domada do eu. Quanto mais se é capaz de adiar as satisfações imediatas, tanto maior será a capacidade do ego.

Quando não existe a chance de se estruturar o ego através de experiências afetivas bem sucedidas o que acontece é que sujeito se encontra demasiadamente empobrecido (resultado a escassez de oportunidades reais de vinculação afetiva) e por conta disso cria defesas para esconder essa fragilidade. Se sentindo ameaçado cria um falso eu que parece superior, mas que na verdade não vai além das aparências.

Um ego quando bem estruturado, traz características de humildade, compaixão e capacita ao acolhimento, diferente de um ego inflado que sem substancia ou conteúdo, arma-se sempre de arrogâncias e exclusivismos.

FREUD, S. Obras Completas. Standad 14, Londres: Hogarth, 1980.
Martino, Renato Dias Primeiros passos rumo à - 1. ed. - São José do Rio Preto, SP : Vitrine Literária Editora, 2012.

Prof. Renato Dias Martino 
Psicoterapeuta e Escritor
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Prof. Renato Dias Martino - A Carta



A CARTA

Lembra como vivíamos grudados?
Chegamos a ser um nó.
Ainda sou eu quem está aqui,
Mesmo estando agora tão só.
Há algum tempo venho pensando
em minhas fantasias e em coisas reais.
E fiz isso percebendo que somos diferentes,
apesar tão iguais.
Acho que te amo mais agora, mas...
Você não imagina qual foi a dor.
Sinto-me mais completo então, mesmo porque...
Foi você quem me ensinou o que é o amor.

Prof. Renato Dias Martino
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domingo, 1 de dezembro de 2013

Dicas de Filmes - Diário de uma Paixão

Sr. Duke (James Garner), residente de uma clínica geriátrica faz a leitura diária de uma bela história para uma paciente que sofre do mal de Alzheimer (Gena Rowlands ). O belo romance entre dois jovens, Allie Hamilton (Rachel McAdams) e Noah Calhoun (Ryan Gosling , que se conheceram num parque de diversões e se enamoram, na década de 40. Por conta de divergências sócio econômicas eles são separados pelos pais dela. Para afastar a garota do jovem Noah, que era um trabalhador braçal, os pais de Alie a mandam para longe. Noah tenta manter correspondências com ela, escrevendo todos os dias, mas nunca teve respostas, isso pois a mãe (Joan Allen) dela interceptava a correspondência. Por acreditar que Allie não estava mais interessada, Noah escreveu uma carta de despedida. Alie que nunca mais tivera notícias de Noah, desiste de esperar e conhece, Lon Hammond Jr. (James Marsden), rico oficial na 2ª Grande Guerra. Entretanto o acaso a faria se reencontrar com seu antigo amor. Então, ela deve agora escolher. Um bela história de amor com um final surpreendente.
2004 (2h01min)


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Convergência Antissocial e a qualidade dos Vínculos

Uma leitura da obra de Donald W. Winnicott (1896 — 1971)

Para a psicanálise a fonte essencial da seleção de elementos fundamentais do funcionamento mental é sem dúvida o inconsciente. 
As manifestações inconscientes povoam nossa vida, dando seus sinais através dos sonhos, de ações que fogem de nossa vontade, assim como inúmeras outras maneiras de revelar a presença de uma área obscura da mente. 
Todos temos motivos inconscientes. Do assassino ao sacerdote, um por um de nós.
Não existe dúvida de que ser capaz de reconhecer esse lado existente no funcionamento mental é o que traz maior mobilidade e habilidade na capacidade de vinculação; do eu para o eu mesmo e assim, do eu para com o outro.
A manifestação transtornada do inconsciente,  força o sujeito a certa tomada de posição perante a isso que, sempre que se mostra dessa forma traz consigo consequência desastrosas. 
O sujeito tende ou adotar certa posição de indulgência ou então, é arremessado no polo oposto num impulso de vingança. Duas posições perigosas ante a manifestação transtornada do inconsciente.
Se tivermos ciência de que no desenvolvimento natural de uma criança, onde ela possa contar com a confiança do pai e da mãe, ela, naturalmente, deve viver experiências de se impor e coloca à prova todo seu poder de desintegrar, destruir, assustar, manobrar, consumir e apropriar-se, então, poderíamos afirmar com segurança que tudo o que conduz o sujeito aos tribunais tem algo análogo e perfeitamente compreensível na vida emocional da infância. Fica claro ai a fundamental importância de um ambiente seguro para se envolver e se desenvolver as experiência primitivas.
São experiências que devem ser vividas numa ambientalização abrigada das ameaças tanto internas quanto externas. Isso garantirá a ocorrência lúdica que só se dá podendo se contar com certo grau de proteção. Nessa fase da vida, a liberdade não garantirá o desenvolvimento, pois é carente de referências, das quais a criança tem tão pouco. 
Winnicott escreve que quando uma criança rouba açúcar, ela está procurando a boa mãe de quem ela tem o direito de tirar toda a doçura. Quando a criança rouba fora de casa, ainda está procurando a mãe, mas ao mesmo tempo, a autoridade paterna que pode pôr um limite ao seu comportamento impulsivo. 

O pensador inglês chama a atenção para o fato de que, na delinquência plenamente desenvolvida o que chama a atenção é a necessidade aguda que a criança tem de um pai rigoroso, severo, que proteja a mãe quando ela é encontrada.
Para Winnicott a tendência antissocial não se caracteriza de forma diagnóstica, isso por se encontrar desde o sujeito mais bem estruturado até o mais comprometido psiquicamente. 
Tem certa relação direta com a privação, termo usado para situação da falta de características essenciais da vida familiar. 
A tendência antissocial se caracteriza por um elemento que compele o meio ambiente a ser importante. O sujeito, através de pulsos inconscientes, compele alguém a encarregar-se de cuidar dele. 
A ausência de esperança é a característica básica da criança que sofreu privação. Assim, a relações entre a tendência antissocial e a privação, está tipicamente no período que vai até a idade em que a criança começa a dar os primeiros passos.
Na tendência antissocial, houve um verdadeiro desapossamento, não uma simples carência. Houve a perda de algo bom que foi positivo na experiência da criança até certa data e que foi retirado. 
Essa retirada deve ter se estendido por um período maior do que aquele em que a criança pode manter viva a lembrança da experiência.

Duas direções na tendência antissocial: 

1) Uma direção é representada pelo roubo - a criança procura alguma coisa, em algum lugar, e não a encontrando, busca-a em outro lugar, quando tem esperança.
Associado a mentira, a criança furta um objeto não por estar desejando o objeto roubado, mas a mãe, sobre quem ela tem direitos.

2) Outra é representada pela destrutividade -  a criança está procurando a estabilidade ambiental que suporte a tensão do comportamento impulsivo. 
É sobretudo por causa da segunda tendência que a criança provoca reações ambientais totais, como que buscando uma moldura cada vez mais ampla, um círculo que tem como primeiro exemplo os braços da mãe ou o corpo da mãe. É possível discernir uma série – o corpo da mãe, os braços da mãe, a relação parental, o lar, a família, (incluindo primos e parentes próximos) a escola, a localidade com suas delegacias policiais, os pais com suas leis. 

Na base da tendência antissocial está uma boa experiência inicial que se perdeu.

WINNICOTT, D. W. Privação e Delinquência. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2005.

Prof. Renato Dias Martino 
Psicoterapeuta e Escritor
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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Curso de Férias – A Experiência do Narcisismo Primário


Curso de Férias – 
A Experiência do Narcisismo Primário 
e seus desdobramentos no desenvolvimento mental

Três encontros: Dias 08, 15 e 22 de janeiro, sempre às 19:00 
no Anfiteatro do Hospital Ielar Rua Luiz Antônio da Silveira, 
n° 1728, Boa Vista, São José do Rio Preto, SP 

Inscrições pelos Fones – 
17 30113866 ou 33082502 
Investimento – 120, Certificação de horas
Coordenação
Prof. Renato Dias Martino
pensar-seasi-mesmo.blogspot.co

Ocasião de reflexão sobre as etapas do desenvolvimento da personalidade e a capacitação do aparato mental. Numa leitura de um dos principais textos de Freud, a oportunidade de reconhecer características das tenras camadas de experiências emocionais, desprovidas de recursos defensivos, até suas manifestações por entre as experiências dos estados mais amadurecidos da mente. Uma visão dos conceitos psicanalíticos dos processos mais primitivos do funcionamento psíquico, em suas tentativas de expansão e o fracasso no desenvolvimento saudável.

sábado, 16 de novembro de 2013

Dica de Filme - Face Oculta (2010)


Um simples bancário solitário, John Skillpa (Cillian Murphy), mantém escondido uma personalidade secreta da qual chama de Emma. Num certo dia um trem descarrilha invadindo seu quintal, em Peacock (nome original do filme), Nebraska. Quando os vizinhos tentam ajudar, encontram Emma, a qual acreditam ser a esposa de John. Ele mantém a mentira até as últimas consequências. Um belo suspense americano, dirigido por Michael Lander, que coloca em cogitação a questão psicanalítica da melancolia, na perspectiva da identificação com o objeto perdido.




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Prof Renato Dias Martino - Imaginação e Realidade



Prof. Renato Dias Martino 
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O Vício e Sua Relação com o Inconsciente

Numa perspectiva clínica, onde o que se busca é a construção de uma relação terapêutica, a interpretação da defesa é muito perigosa se não existir a capacidade de acolher aquilo que foi reprimido. Quando transpomos essa mesma ideia para o âmbito do vício, o mesmo quadro se repete. 
Também nessa situação forçar uma abstinência deve ter como base a capacidade de acolher a emersão daquilo que realmente movimenta e sustenta a compulsão. 
Refletir sobre o vicio então, estaria na ordem de uma simples etapa rumo à reflexão de algo bem maior e de forma alguma pensado até então.


Dentro dessa perspectiva, o objeto do uso da droga, por exemplo, passa a ser percebido como um sinal de certa desorganização anterior a própria adicção á droga e sendo assim, não se pode resolver-se em si mesmo.
Cada um de nós possui certas compulsões, certos vícios, mas por algum motivo alguns se interessam mais, outros menos. São mecanismos de defesa e os mecanismos de defesa são inerentes ao funcionamento mental. Como que uma tentativa de fuga da realidade. No caso das drogas, a busca por uma alteração na percepção dessa realidade. 
Isso pois, por algum motivo a percepção da realidade se torna intolerável. 
Sobre isso, Freud escreve em 1911:

“Com a introdução do princípio da realidade, uma espécie de atividade do pensamento foi expelida (split off); foi mantida livre do teste da realidade e permaneceu subordinada apenas ao princípio do prazer. Essa atividade é o fantasiar.”

Na filosofia grega, o phármakon é descrito como sendo, ao mesmo tempo, logos (razão, força) e “filtro de esquecimento” (cegueira, fraqueza da vontade); “remédio” e “droga”; “contra-veneno” e “veneno”. Para Platão nos seus diálogos, Fedro, phármakon é certa substancia que pode ser remédio, veneno ou cosmético, dependendo do modo como é empregada. 


Na “Alegoria da Caverna” de Platão descreve a “paixão-sensível como cegueira, ignorância do real, em nome de uma vida ‘fantasmática’”, o que em psicanálise aparece como manifestação do imaginário, de modo mais ou menos deformado pelos processos defensivos, a realização de um desejo, um desejo inconsciente”.
Fica claro então, que o foco de nossa pesquisa se desloca da droga em si voltando-se para a fonte da necessidade de fugir da realidade.
Cada vício e cada viciado guardam uma história particular, é em si um sintoma de certa desorganização. 
O uso desmedido do phármakon numa severa incapacidade em tolerar frustrações.
A busca por certa completude. O sujeito tende a desaparecer no que seria o objeto. Tende a se tornar só um corpo que contém o objeto. 
Assim, fica inviável atingir processos mais elevados da mente que permitem o funcionamento do pensar, que necessariamente deve contar com a capacidade de abrir mão de certa cota de satisfação.
“O pensar foi dotado de características que tornaram possível para o aparelho mental tolerar uma tensão intensificada de estímulo, enquanto o processo de descarga era adiado.” ( Freud 1911)
Enquanto o sujeito se encontra sob efeito do phármakon não há o pensar. Só se pensa na falta e a falta não é percebida sob efeito. Quando o efeito passa a angustia volta. 
O phármakon coincide então, com o “Grande Outro”, que acolherá incondicionalmente. A figura poderosa que aplaca todo o desconforto. Na primeira infância é a mãe. Quem sabe mais de mim do que eu mesmo. Aquilo que me explica. 
A completude que conduz ao fim da pesquisa da vida. O objeto coincide com a coisa em si. O sujeito deixa de buscar por imaginar que já encontrou. Deixa-se de ser sujeito, não há o que se escolher. 

FREUD, S. Obras Completas. Standad 14, Londres: Hogarth, 1980.
Platão. (2003). Fédon (M. Ruas, trad.). São Paulo: Martin Claret.
Platão. (2004). A república (P. Nassetti, trad.). São Paulo: Martin Claret.





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Psicoterapeuta e Escritor 
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Curso de Extensão – A Experiência do Narcisismo Primário

Curso de Extensão – 
A Experiência do Narcisismo Primário 
e Seus Desdobramentos no Desenvolvimento Mental

Prof. Renato Dias Martino
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Prof. Renato Dias Martino - O Pensar Melhor e O Respeito



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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Mulheres que sofrem por aborto devem ter cuidados especiais


Foto: Fabio CARVALHO
Foto: Fabio CARVALHO
O aborto é um procedimento que envolve aspectos morais, éticos, legais e religiosos. Neste procedimento o corpo da mulher expele espontaneamente ou de forma induzida o feto.
Segundo o ginecologista, Luiz Fernando Gonçalves, o aborto espontâneo é uma expulsão involuntária de um embrião ou feto que ocorre até a 20ª semana de gestação.
“O aborto induzido pode acontecer pela ingestão de medicamentos ou por meio de métodos mecânicos. A prática realizada com medicamentos só é viável no primeiro trimestre de gravidez”, explica Gonçalves.
Muitas mulheres que passam por esse procedimento, principalmente aquelas que sofreram com abusos devem possuir acompanhamento psicológico.
O psicanalista Renato Dias Martino, explica que todos os casos são tratados de forma diferente, dependendo da situação vivida por cada pessoa. “No caso do aborto provocado por abuso, à psicanálise propõe ao indivíduo um ambiente acolhedor, que seja possível pensar na experiência que está sendo vivida, livre de críticas” explica Martino.
Já em casos de aborto provocado de forma espontânea Martino relata que existe a necessidade de acolher os sentimentos de fracasso. “A sensação da parte perdida, que não vingou. E a partir de então a pessoa passa a controlar essas experiências que dificultam o cultivo da esperança, que é fundamental para o bom desempenho da mente”. (Colaborou: Lindsay FINOTELLO)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Prof. Renato Dias Martino Medo o filho do Desejo


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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Workshop: Literatura e Psicanálise – Prof. Renato Dias Martino A comunicação e o eu desconhecido SEMANA DO LIVRO : 70 anos da Biblioteca Pública Municipal de Rio Preto

Workshop: Literatura e Psicanálise – 
Prof. Renato Dias Martino
A comunicação e o eu desconhecido
SEMANA DO LIVRO : 
70 anos da Biblioteca Pública Municipal de Rio Preto
Dia 21/10 (segunda feira) 20 hs 
No prédio da Biblioteca Municipal de Rio Preto
Prof. Renato Dias Martino
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Encontro Filosófico

Encontro Filosófico
Memória, Desejo e compreensão
Dificuldades na construção e manutenção dos vínculos
Uma oportunidade de reflexão sobre os fatores que dificultam o estabelecimento, assim como a sustentação dos vínculos afetivos. As defesas usadas nas experiências emocionais presentes na prática clínica da psicanálise, mas que frequentemente revelam-se nas relações cotidianas.

Dias 26 de outubro às 14:00  no Anfiteatro do Hospital Ielar
Rua Luiz Antonio da Silveira, n° 1728, Boa Vista
Investimento 10,00 – Em Prol do Hospital Ielar
Inscrições pelo Fone – 40091200
Certificação de horas
Coordenação
Prof. Renato Dias Martino

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A capacidade de amar determina o bom funcionamento da mente

Matéria de Francine Moreno para o Jornal Diário da Região - São José do Rio Preto, 19 de Setembro, 2013

Você liga o rádio e está tocando uma canção romântica. Vai à livraria e se perde diante de tantos títulos com temática amorosa. Acessa as redes sociais e lê diversas declarações de amor. Nos cinemas, semanalmente, estreiam filmes com histórias açucaradas. O “bombardeio” reforçando a importância do amor vem de todos os lados. 

Renato Dias Martino, psicoterapeuta e escritor, de Rio Preto, acredita que o amor não pode ser um tema discutido e vivido apenas por romancistas, poetas e filósofos. Tanto que lança amanhã um livro sobre o tema e outras questões. “O amor e a expansão do pensar: Das perspectivas dos vínculos no desenvolvimento da capacidade reflexiva”, editado pela Vitrine Literária, será apresentado nesta sexta-feira, às 19h30, no saguão da Biblioteca Municipal. 

Autor também de “Para Além da Clínica” e “Primeiros Passos Rumo à Psicanálise”, lançados respectivamente em 2011 e 2012, Martino afirma com base no seu novo livro que o amor é visto como sendo da ordem das capacidades e não como um sentimento. “A proposta do livro na realidade é de um ponto de partida para uma reflexão e não uma tentativa de definição de uma experiência tão nobre.” 
Para Martino, a capacidade de amar é fundamental para várias questões, especialmente para o bom desempenho da aparelho psíquico. 

“O Eros (o Cupido, em Roma) é aquele que liga e foi esse mito grego que Freud se utilizou para ilustrar o amor na psicanálise. A vida se faz através das ligações que resultarão na expansão. Sem Eros não há ligação, logo não há expansão afetiva.” O psicoterapeuta e escritor diz que a capacidade de amar é desenvolvida na infância. 

“Não nascemos sabendo amar. Só aprendemos amar se formos bem orientados nessa tarefa. Na infância é quando estamos mais abertos a aprender tudo, inclusive amar. Depois de adulto, temos maior dificuldade em aprender”, diz. Martino afirma que o amor mostra-se importante e imprescindível também na expansão do exercício do pensar. “A capacidade de unir-se ao outro é uma necessidade biológica, pois satisfaz algo de instintual e altamente vinculado ao funcionamento biológico, assim como é dessa união que depende a proliferação da espécie. Existe uma extensão para além do corpo físico, e é disso que trata o livro.” 


Arte: Lezio Junior
Livro lança olhar psicanalítico 

O livro “O amor e a expansão do pensar: Das perspectivas dos vínculos no desenvolvimento da capacidade reflexiva”, segundo Renato Dias Martino, é uma extensão da realização psicanalítica que ele trabalha e possibilita uma série de recursos. “Isso busca de alguma forma se transformar em linguagem, escrita, falada e vivida. Para que minha verdade seja real, ela deve passar pelo olhar do outro e o livro busca essa confirmação.” 

A obra, de acordo com Martino, é uma continuação dos dois primeiros livros. “Para Além da Clínica”, pela Inteligência Editora 3, aborda, de forma acessível, questões relativas à psicoterapia, dos últimos avanços a temas como espiritualidade. Já “Primeiros Passos Rumo à Psicanálise” foi inspirado no conteúdo desenvolvido por ele em sala de aula e percorre um caminho introdutório, com breve biografia de Sigmund Freud, e também aspectos relacionados aos primórdios da criação de sua teoria. 

“O amor e a expansão do pensar” tem 90 páginas e prefácio assinado por Paulo Rezende, jornalista, escritor e editor do novo livro. A capa, vermelha, tem relação com o tema abordado. “Acredito ser um reflexo do conteúdo”, afirma. 

Serviço 

O amor e a expansão do pensar: das perspectivas dos vínculos no desenvolvimento da capacidade reflexiva (Vitrine Literária, 90 págs., R$ 30). Lançamento amanhã, às 19h30, na Biblioteca Municipal. Informações pelo (17) 3202-2316

http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Divirtase/Comportamento/152950,,A+capacidade+de+amar+determina+o+bom+funcionamento+da+mente.aspx 


Prof. Renato Dias Martino 
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Do Desmame Nosso de Cada Dia

A experiência da frustração, por não poder “ter” o seio é um dos pontos altos no processo que conduz o ser humano à dura tarefa de se libertar da exclusiva relação com o amor materno (ou daquele que ocupa o lugar de cuidador). Essa experiência dolorosa de desligamento, quando vivida de uma forma serena, pode servir como modelo útil pela vida toda. E também é o que definirá grande parte dos padrões de funcionamento mental que se pode adotar durante a vida, isso enquanto forma de relacionar-se com as pessoas e as coisas do mundo, sobretudo aquelas que nos são ligadas mais profundamente.


“Quando vem a época do desmame, a mãe se entristece refletindo que ela e o filho terão de se separar; que o infante, no princípio sob o seu coração e depois embalado ao seio, nunca mais estará tão próximo dela. E juntos sofrerão esta curta pena. Venturoso aquele que manteve o filho tão próximo de seu coração e não teve outro
motivo de desventura!” Soren Aabye Kierkegaard (1813-1855), Temor e Tremor, 1843


Kierkegaard , filósofo dinamarquês, sob o pseudônimo de Johannes de Silento, descreve brilhantemente em sua obra, publicada em 1843, sobre essa dolorosa experiência que aqui proponho cogitação. Tentemos ser, também aqui, serenos nas tentativas de refletir. Podemos pensar em um curso natural onde a saúde mental e o desenvolvimento emocional são presentes, cada experiência dolorosa vivida desde o início da vida do bebê, nessa série de encontros com a frustração, o forçará a busca de experiências no mundo externo. Experiências num lugar que fica além do eu, numa esfera de relacionamento mais ampla do que aquela, antes vivida.
Agora o bebê, movido por Eros, é impulsionado em direção a relações com o mundo que existe além da relação íntima mãe-bebê, onde o eu e o outro têm limites tão tênues que já não servem de referências seguras no tocante à discriminação da realidade.
Tarefa difícil, já que falamos de uma separação daqueles, que um dia, estiveram fisicamente “grudados”. 
Para o bebê a perspectiva parte de quem realmente viveu “dentro” do outro e dali foi tirado. Ele dependeu do outro para respirar, se alimentar, na verdade dependeu “dela” para existir. E, ainda, se não foi “dela” (mãe) que dependeu, foi de alguém que ocupou esse lugar, falamos aqui muito mais da função, do que de quem a ocupa. Para a mãe é separar-se daquele que é, efetivamente, algo que saiu de seu interior, e agora se afasta buscando o mundo externo.
Em alguns momentos, tratar desse tema parece “chover no molhado” como diz o ditado popular, ou seja, falarmos dos óbvios da vida. Não obstante, isso talvez ganhe um sentido, se percebermos o quanto a civilização anda nos forçando a desvalorizar nossas experiências emocionais, quem sabe, a troco de uma vida mais prática e mecânica e supostamente sem sustos. Esquecemos a dolorosa e penosa tarefa que enfrentamos no caminho que percorremos rumo à maturidade emocional.
A elaboração de recursos para se desligar de modelos de vínculo onde o que rege a relação é a fantasia da exclusividade. Isso, de uma forma afetiva ou mais livre possível de ressentimentos. Da saúde mental depende a capacidade para esse tipo de experiência e, concomitantemente, é desse tipo de ensaio que se mantém a mente saudável. Certo tipo de relação, tão profundamente ligada como a que descrevo, é sempre tendente a confusões. Confusão entre aquilo que “é” o outro e aquilo que se “imagina ser” o outro. Conflitos não elaborados, que se originam dessa relação buscarão, naturalmente, uma nova chance de serem novamente vividos e, assim, abrindo uma nova oportunidade de apreensão e vinculação com real. Mas conflitos dessa ordem são especialmente delicados quando se foi arremessado de encontro à própria realidade, sem que se pudesse viver um desligamento “suave’ da relação primária. Cria-se um ambiente de desordem emocional inundado de ódio pela experiência do contato com o real, dificultando ou interrompendo o encontro afetivo com aquilo que vem de fora, ou seja, com aquilo que é do não / eu. A situação passa a ser de fundamental importância já que esse encontro é o que permite o desenvolvimento da função do pensamento. É o que nutre de recursos o aparelho mental e aprimora o funcionamento mental. É com o encontro com o não / eu que se tem a chance de “realizar o pensamento”, aquilo que vem depois da imaginação.
Sem esse encontro, a ideia ainda existe, contudo, simplesmente no imaginário, na fantasia e não conta com o outro para que se mantenha real. Isso, nos mundos, externo e interno. Algo caótico que procura se organizar e, com certeza, conta com o outro para isso. Certa dependência afetiva que, novamente se pronunciam para o mundo, com a ajuda de Eros.
O desmame é algo penoso não só para o bebê, mas, sem dúvidas para a mãe (na realidade bem mais difícil para ela). Porém, a única forma de criar espaço para si é libertando-se do (o) outro. Aos poucos a mãe perceberá que não se pode trabalhar enquanto se tem alguém no colo, e esse modelo que proponho aqui pretende transcender o nível concreto ou perceptível pelos sentidos, onde cada quilo que o bebê ganha é também um sinal de que se inicia o tempo de andar com suas próprias pernas.
Quero propor que a capacidade de pensamento é algo que se encontra numa esfera que guarda certa individualidade e que, quando alguém pensa pelo outro normalmente o faz em detrimento de si mesmo. Certo tipo de fantasia de onipotência que possa ter uma mãe referente a possuir um seio inesgotável, pode estar sacrificando uma parte importante de sua saúde e também impedindo que o outro (filho, marido) descubra sua função e desenvolva suas capacidades para exercê-la, sobretudo a capacidade de pensar em si mesmo, ou pensar por si mesmo. Capacidades que só podem surgir através do desmame. 
Aquela que nunca se sentiu realmente desejada pode encontrar na maternidade uma chance disso e talvez se perder aí. Quando olhar para os olhos do bebê durante
a mamada perceberá a experiência magnífica de receber alguém que realmente a deseja e necessita dela para viver. É como um ópio propondo o vício de ser mãe.
Assim, em alguns casos ocorre o risco de odiar e lutar contra tudo que aparecer e perceber no filho, que possa capacitá-lo para algo mais do que ser simplesmente filho. Ocorrendo até mesmo na articulação de sabotagens quanto ao processo de desmame. Movida por inseguranças, ela cria um movimento em prol de impedir que o outro aprenda a viver independente dela.
Atacando qualquer outro tipo de vínculo que não o de ser mãe, sob a imaginação (construída antes da maternidade) de que, de outra forma, nunca será valorizada. Ela, a mãe, faz de tudo para o outro e, se nutre da dependência desenvolvendo uma sensação de poder. 
Crescer sem um bom desenvolvimento desses vínculos, cria no outro, que se aproveita dessa situação prazerosa, uma impressão de um ser impotente e dependente em suas realizações. Entretanto, a “evitação do autoconhecimento”, é um processo doloroso, e pode, muitas vezes, ser recoberto pela tarefa de ser mãe. Pode se desenvolver uma forma perversa de vínculo com si próprio e, logo, com o outro.


“Quando vem a época do desmame, a mãe enegrece o seio, pois manter o seu atrativo será maléfico ao filho que o deve deixar. Desse modo ele crê que a mãe mudou, ainda que o coração dela continue firme e o olhar seja da mesma ternura e do mesmo amor. Venturoso aquele que não precise recorrer a meios ainda mais terríveis para o desmame de seu filho!” Kierkegaard, Temor e Tremor, 1843, pp.27, 32

A questão toma proporções importantes quando se percebe que escolhas afetivas de um adulto estarão o tempo todo permeadas destes impulsos conflituosos enraizados na origem da vida. O que nos faz escolher alguém para nos ligar está intimamente associado com fatos arcaicos na gênese do desenvolvimento emocional, e que hoje, nos aparece como paixão. Aquele modelo de relação do qual não se sabe muito bem por que se sente tão fascinado pelo outro. No entanto e, mesmo assim, sente-se extremamente atraído. São impulsos infantis que, hoje, mascarados pela moral e normas sociais, tentam ganhar lugar na personalidade de cada um de nós.
Lembro-me de um paciente em análise, frustrado por uma separação e tentando me dizer, muito bravo, sobre esses tipos de escolhas inconscientes, xinga seu cupido de cego.
A fase da amamentação, talvez seja o símbolo maior, do período onde se esteve totalmente dependente do outro. Se for isso um fato, a fase que se sucede e tem o desmame como divisor de águas sugere o medo, a insegurança e a incerteza que caminham lado a lado com a independência.

Enquanto adultos, tendemos a pensar que isso tudo, é algo muito simples e que a própria natureza da criança irá se encarregar de mostrar o melhor caminho. Entretanto, a dificuldade que se encontra no adulto em reconhecer a real dor presente nos entraves afetivos da criança está diretamente ligada à incapacidade de ter aprendido em sua vida, com a própria experiência infantil. Cada experiência malsucedida na vida emocional infantil está velada na história do adulto como um código de silencioso esquecimento. Isso, tanto dele para com ele mesmo, quanto daquele que esteve (está) com ele no momento da experiência.
O desmame, assim como cada percepção da realidade de que a mãe não é “sua”, ou que seu amor não é exclusivo, é uma encruzilhada no caminho deste pequenino ser que chegou há pouco tempo, nesse mundo. Ele irá experimenta sentimentos como raiva, inveja, ciúmes, que são gerados a partir da experiência da perda, daquilo que se vai. Uma sequência de perdas consecutivas que irão gradualmente forçando o eu a se responsabilizar-se e assumir o comando de suas próprias escolhas.
Podemos, então, a partir deste modelo, perceber que, na verdade, passamos nossa vida toda tentando (ou evitando) nos desmamar de substitutos do seio original.

Capítulo do livro: MARTINO, Renato Dias. Para Além da Clínica - 1. ed. São José do RioPreto, São Paulo: Editora Inteligência 3, 2011.





Prof. Renato Dias Martino 
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866 

sábado, 14 de setembro de 2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Você no controle da vida dos outros

Daniela Fenti para o Diário da Região - São José do Rio Preto, 11 de Setembro, 2013


Certo dia, você volta para casa em um horário diferente e o vizinho logo espia pela janela para saber porque chegou tão tarde. Você vai trabalhar com uma blusa nova e um colega cochicha com o outro sobre suas “extravagâncias” financeiras. Você se permite comer um doce e a prima que malha todo dia olha torto para suas gordurinhas abdominais. 

Quem nunca passou por alguma situação parecida com essas que atire a primeira pedra. Se a própria presidente da República, Dilma Rousseff, tem traçado estratégias nacionais para combater o monitoramento de espiões norte-americanos... Mas, afinal, por que a vida dos outros provoca tanta curiosidade? Segundo Renato Dias Martino, psicoterapeuta, escritor e professor de Rio Preto, esse tipo de comportamento é definido pela psicanálise como um mecanismo de defesa chamado “projeção”. 

Ele explica que pensamentos, desejos, sentimentos e emoções inaceitáveis ou indesejados são atribuídos a outras pessoas, fazendo com que a mente não os reconheça.“Existe uma frase do Freud que diz o seguinte: ‘Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo’. Isso significa que quando olhamos muito para alguém, algo não vai bem conosco”, explica. 

Para Martino, quanto mais as experiências desagradáveis são elaboradas internamente, mais maduros os indivíduos se tornam e menor o risco de projetarem esse tipo de experiência no próximo. Embora a preocupação com a vida do outro não seja um fenômeno social recente, o assunto se tornou um dos “queridinhos” das redes sociais, como o Facebook e o Instagram - onde, naturalmente, existe uma superexposição pessoal. 

A tecnologia oferece ferramentas para que as informações circulem cada vez mais rapidamente e em lugares mais distantes. Mas a culpa não é dela. É comum que os perfis sejam vasculhados de um lado e algumas indiretas sejam publicadas do outro, a fim de reprimir as atitudes dos amigos virtuais muito xeretas. Martino explica, no entanto, que as indiretas só servem para que se criem ainda mais mecanismos de defesa. 

Outro erro comum é achar que “dizer umas verdades” de qualquer maneira vai resolver o conflito. Dependendo das palavras e da entonação escolhidas, é possível piorar - ainda mais - o relacionamento.“Kant dizia que a verdade sem amor é crueldade. Quando alguém projeta em nós suas incapacidades, devemos devolvê-las de forma carinhosa”, ensina Martino. 


Ainda vale citar que, mesmo que alguém esteja rodeado de pessoas que costumam observar e julgar seus passos, só haverá prejuízos se esse alguém permitir. “Precisamos estabelecer limites, senão um completo estranho pode começar a ditar regras em sua casa. Tem gente que se faz de boazinha por medo de ser rejeitada e permite tudo”, orienta Fonseca.’

Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866 
renatodiasmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Cerimônia de Lançamento do Livro - O Amar e o Pensar: Das Perspectivas dos Vínculos no Desenvolvimento da Capacidade Reflexiva

O amor, que durante séculos foi um tema reservado somente aos romancistas, poetas e filósofos, a partir de Sigmund Freud passou a ser um objeto de estudo das teorias do pensar.

Também na ciência, presentemente admite-se que a capacidade de amar - que se desenvolve, sobretudo, nas mais tenras fases da infância - é fundamental no bom desempenho do aparelho psíquico.

O tema dessa obra mostra-se, de forma essencial, não só na perspectiva da saúde biológica, mas é fator de base e organizador emocional, logo imprescindível na expansão do exercício do pensar.

Serviço:
Lançamento do livro - O amor e a Expansão do Pensar: 
Das perspectivas dos vínculos no desenvolvimento da capacidade reflexiva

Autor: Renato Dias Martino
Editora: Vitrine Literária
Nº de páginas: 90
Data: 20 de setembro de 2013
Horário: 19:30
Local: Biblioteca Municipal de São José do Rio Preto
Contato: 17 30113866