Mostrando postagens com marcador Grupo de estudo psicanálise do acolhimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grupo de estudo psicanálise do acolhimento. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 29 de maio de 2024
ACOLHIMENTO E NEUTRALIDADE - Prof. Renato Dias Martino
Uma pessoa, nas redes sociais, fez um comentário assim, embaixo de uma postagem: “Ai que fofo, esse negócio de psicanálise do acolhimento, como é fofo isso!” Não é fofo. Não vamos romantizar o acolhimento. É uma outra questão. A questão da psicanálise do acolhimento vem do desenvolvimento da ideia de que é tão somente pelo acolhimento que pode haver algum desenvolvimento, alguma possibilidade de reparação no âmbito emocional ou afetivo. Não existe outra forma de ocorrer esse tipo de experiência reparadora que não seja pelo acolhimento. Qualquer outra tentativa de técnica que seja aplicada dentro da clínica, vai ser equivocada e malsucedida. Na melhor das hipóteses, vai ser inócua, vai ser inútil, não vai surtir qualquer efeito e na pior das hipóteses, vai criar uma defesa muito maior do que aquela que está sendo manifestada ali. Então, o acolhimento é uma questão fundamental dentro da clínica psicanalítica. A possibilidade de se abrir um espaço, de se propiciar um espaço emocional-afetivo livre de críticas, livre de bajulação, livre de tentativa de convencimento, livre de tentativa de sedução, de julgamento. Isso é fundamental. Não é romantizar a psicanálise. A questão não é que a psicanálise do acolhimento é uma psicanálise fofa, é que na realidade, é a única forma de se conseguir alguma expansão é pelo acolhimento. Todas as outras formas são muito belas dentro da perspectiva racional, ou intelectual, mas não funciona.
TEORIA OU TOLERÂNCIA
Acolher diz respeito a rebaixar o resgate dos dados da memória, diz respeito a rebaixar a expectativa, o desejo em relação ao paciente, diz respeito a tolerar a sua ignorância frente à experiência que está acontecendo ali, frente ao material que o paciente traz. Acolher diz respeito a prestar atenção, sinceramente. Então, isso tudo é muito mais difícil do que sentar na frente de um livro, ou sentar numa cadeira de uma faculdade, ou de um curso de formação de psicanálise e se entupir de teoria.
AMOR E SINCERIDADE
A questão é amor e sinceridade. O acolhimento tem esses dois elementos imperiosos na sua configuração. Se doar ao paciente, mas se doar dentro do possível, dentro da sinceridade daquilo que é possível se doar. Não para além daquilo que você consegue, mas se doar dentro do seu limite. Amor e limite, dentro da sua sinceridade e isso é extremamente difícil de praticar. Ou o sujeito retém a sua doação o seu amor e aí não é amor, ou então ele passa da conta e vai para além daquilo que é sincero, gerando depois um desdobramento nocivo.
AMOR E DOR
Amar é doloroso. A rima mais adequada para o amor é dor. O sujeito não é capaz de amar, se ele não aprendeu a tolerar a dor.
NEUTRALIDADE
Muito se fala da neutralidade do psicanalista. Neutralidade é uma conversa fiada. A neutralidade foi uma colocação teórica que o Freud colocou nas obras dele e que na verdade ele nunca praticou. O Freud era um cara muito afetivo. O Freud era um cara que tinha uma intimidade muito grande com os pacientes dele. A neutralidade, na verdade, é muito conveniente para o sujeito que não é capaz de amar sinceramente. A neutralidade é muito conveniente para o analista que não é capaz de ser carinhoso. E quando eu falo carinhoso, eu não estou falando meloso. O carinho tem limite para ser verdadeiro. É um carinho respeitoso, onde existe ali, uma fronteira muito clara do que transcende e vira desrespeito.
NEUTRALIDADE E O ANALISTA REAL
Um analista que está exercendo a neutralidade não está sendo ele mesmo. Ele não está sendo real e não sendo real ele não vai conseguir acessar a realidade do seu paciente. Rebaixar a memória, rebaixar a expectativa e ser capaz de tolerar a sua ignorância é justamente a possibilidade de estar sendo real. Porque a tua realidade está no aqui e agora, não está naquilo que você lembra não está naquilo que você gostaria que fosse e muito menos naquilo que você sabe, mas está naquilo que você está sendo. Então, a neutralidade é muito conveniente para o sujeito que não está conseguindo ser real e está dissimulando. Estando dissimulando, ele vai acessar a dissimulação do seu paciente e não a verdade. Quando você está sendo verdadeiro, você convida o outro a ser verdadeiro, quando você está sendo falso, você convida a falsidade do outro.
PSICANÁLISE DOS VÍNCULOS
Uma das maiores contribuições do Bion dentro da psicanálise foi justamente essa possibilidade de deslocar a psicanálise do sujeito para o vínculo. Dentro da psicanálise pós-bionana, por assim dizer a gente passou a olhar para o vínculo que se estabelece entre o analista e o paciente. Porque, muitas vezes aquilo que ele manifesta no vínculo com as outras pessoas, está contaminado do despreparo, ou da capacidade do outro de manter um vínculo saudável e dentro da análise ele consegue estabelecer um vínculo saudável. Onde passa a ser possível uma boa avaliação do funcionamento dele, onde ele não está sendo ameaçado por julgamento, onde ele não está sendo criticado, onde ele não está sendo bajulado, elogiado, onde não estão tentando convencê-lo de nada. E aí, ele pode ser real ali a psicanálise do vínculo. Traz essa possibilidade enorme de um avanço, numa real avaliação do funcionamento do sujeito. Então, muitas vezes o sujeito chega dizendo assim: “Ah! Eu sou uma pessoa muito autoritária, muito impulsiva.” Aí você diz assim: “Puxa vida! Você me perdoa, mas eu não consigo ver isso em você!” E aí, você começa a perceber que ela, até pode ser isso, nos vínculos que ela vive lá fora, mas ali dentro, onde ela está podendo ser real, ela não é. Ou seja, ela está se defendendo lá fora e muitas vezes ela nem tem essas características, mas o outro diz para ela que ela tem essas características como uma conveniência muito grande de controlá-la, de alguma forma, ou de obter um benefício dela.
quarta-feira, 1 de maio de 2024
PODCASTS GEPA – TEMAS DA PSICANÁLISE - Prof Renato Dias Martino
Então, quando a gente fala de psicologia, nós estamos falando do estudo da parte psíquica do sujeito. Logos quer dizer conhecimento, estudo, saber sobre o aparelho psíquico. Psicologia estudo da mente. Quando a gente fala de psicoterapia, a gente está falando do sujeito que cuida da mente. Terapia cuidado e psique parte psíquica, da mente. Um psicólogo não é necessariamente um psicoterapeuta e um psicoterapeuta não precisa necessariamente ser psicólogo. Eu posso ser um psicoterapeuta e me utilizar de inúmeros outros recursos que não seja aquele que a faculdade de psicologia se propõe a ensinar. E um psicólogo não é, necessariamente um psicoterapeuta. Ele é um estudioso da mente, não é um sujeito que se propõe a cuidar da mente. Psicanálise, nós estamos falando de um modelo de psicoterapia. Psicanálise é uma forma de aplicabilidade de uma terapêutica do psíquico. É uma forma de se cuidar do psíquico. A psicanálise não é uma psicologia. A psicanálise não se propõe saber sobre a mente, ela se propõe cuidar da mente e a partir deste cuidado, você vai adquirindo ali, um reconhecimento do funcionamento emocional e afetivo que é a parte psíquica. Então, um psicanalista, ele não se propõe a conhecer, mas ele se propõe a cuidar e nesse cuidado ele acaba conhecendo. Mas, ele não pode se convencer disso que ele está conhecendo.
NASCE UM PSICANALISTA
O psicanalista ele nasce a partir da percepção de uma dor psíquica. Sentiu, essa dor psíquica, buscou a psicoterapia. E aí então, existe a possibilidade de se nascer um psicanalista.
TENTAR CONVENCER
Essa propensão do psicólogo, do psicoterapeuta comum, de tentar convencer o outro de alguma coisa e na realidade, tentar convencer o outro é uma grande falta de respeito. Quando o outro está aberto, uma palavra é transformadora, mas se ele não tiver aberto milhões de tentativas vão ser em vão.
MATURIDADE E ESCOLHA
A partir do desenvolvimento dessa maturação emocional, que vai se desdobrar na maturação dos vínculos afetivos, o sujeito vai, cada vez menos tendo escolhas, porque ele vai entrando num acordo com a realidade. E aí, ele vai começar a ser guiado por um caminho que é um só. Ele vai perceber aquilo que é nocivo e por ser nocivo ele não vai se aproximar mais disso, que pode intoxicar, pode machucá-lo, e aí, não tem escolha, o caminho é um só. O caminho é o da saúde e o da construção, da expansão, do próprio aparelho psíquico. A psicoterapia, dentro da psicanálise do acolhimento, propõe justamente, propiciar um ambiente afetivo, livre de tentativa de convencimento, de bajulação, de crítica, de julgamento, para que possa haver uma reparação do aparelho emocional-afetivo e que ele possa estar de acordo com a realidade e perceber que o caminho é um só.
AMBIENTE SAUDÁVEL
Para que o ambiente seja emocionalmente saudável ele precisa contar com dois elementos básicos, que é o amor e a sinceridade. E quando a gente coloca esses dois elementos juntos a gente vai pensar assim, o amor dentro do limite que o sujeito é capaz de se doar. Lembrando que a gente, quando fala amor aqui, a gente está falando dentro da conotação da doação, da dedicação. Amor aqui, de maneira alguma, está vinculado a desejo, a se sentir atraído, mas na capacidade do sujeito se doar ao outro. Amor, dentro do limite, logo, vinculado a sinceridade. A psicoterapia precisa estar configurada nesse formato, nesse modelo.
PSICANÁLISE PARA TODOS
A psicanálise está aí para todo mundo, mas nem todo mundo está aí para psicanálise.
SUFICIENTEMENTE BOM
Imprescindível que a gente possa contar para desenvolver essa tolerância, um ambiente suficientemente bom, como recomendaria o nosso grande Winnicott. Quando a gente fala de suficientemente bom, tanto dentro da perspectiva da mãe suficientemente boa, ou do ambiente suficientemente bom, a gente está falando de uma proporção saudável.
VAI PASSAR
O suicídio acaba sendo uma atitude definitiva por uma situação que é temporária. É resolver de uma vez por todas alguma coisa que na realidade, tanto a situação ruim quanto a situação boa, vai passar.
CONCORDAR
Dentro da psicanálise do acolhimento, a gente tem uma mudança catastrófica dessa ideia de concordar. Concordar, para gente não é quem está certo, ou quem está errado, se você está certo e eu concordo com você, mas é estar junto de coração. “COM + CORDES” COM = conjunto e CORDES de coração e esta é uma questão extremamente difícil. É muito mais fácil se a gente tiver dentro da perspectiva do saber. De concordar, quem está com a razão, de quem está certo e é muito mais difícil você estar junto de coração, porque se você estiver junto de coração não importa quem tá com a razão.
REALIDADE E DESILUSÃO
Que você vai se afastando cada vez mais da realidade e cada vez vai ficando mais distante de aprender a lidar com esta mesma realidade. E o grande problema da realidade é que cada aspecto da realidade que você reconhece é uma desilusão.
O QUE É PSICANÁLISE
Hoje a psicanálise é bem diferente do que aquilo que foi quando o Freud começou a desenvolver. Quando o Freud desenvolveu, ele tinha, ele começou pela técnica da hipnose. Ele tinha propostas que na nossa prática clínica hoje não fazem muito sentido. A gente tem uma outra metodologia. Uma das questões fundamentais é que o Freud tinha uma característica muito mais paterna, da figura paterna, dos fatores da função paterna. A prática clínica dele acabava sendo formatada como o modelo do pai. A partir da introdução da Melanie Klein, a gente vai criando, vai introduzindo, a gente vai vendo ser introduzido, um modelo materno, um modelo que inclui os fatores da função materna. O Winnicott traz a questão do holding, do handling, da apresentação do objeto, que são características que também são presentes na prática clínica. E aí, com o Boin isso fica mais evidente ainda, quando ele coloca a ideia da continência, da função-alfa. Todos esses elementos que estão presentes também na função materna. Isso não quer dizer que os fatores da função paterna foram perdidos, mas que acrescentou-se as questões da função materna também na prática da psicoterapêutica psicanalítica.
AMBIENTE DE PASSAGEM
A gente tem a noção, dentro dessa prática psicanalítica contemporânea de que a psicanálise é um ambiente de passagem. Então, não é um ambiente de conhecimento. mas é um ambiente de reconhecimento. A cada encontro, se propor a conhecer novamente, como se nunca tivesse conhecido.
DEPRESSÃO PUERPERAL
Quando a gente fala dessa depressão puerperal, depressão pós-parto, quando o casal está integrado, o companheiro, o pai ele vai sofrer tanto quanto a mãe. E a gente não está falando aqui de uma depressão pós-parto patológica, a gente está falando deste luto da mãe que precisa abrir mão da sua própria vida pela vida do bebê que está nascendo e depois uma série de outros lutos, essa coisa do afastamento, do desmame do afastamento da a criança, que vai se desenvolvendo. Então, o companheiro, o pai também vai sofrendo tudo isso, se ele estiver integrado no casal. A mãe se afastando do bebê é um modelo de desintegração. Algo que estava junto que agora se separa fisicamente, mas emocionalmente, acontece o inverso, que é a integração. O físico desintegra, o emocional se integra. E a função paterna é justamente aquela que vai vir para dar esse formato, esse acolhimento, continência para essa integração.
MULHER E MÃE
A mulher deixa de ser mulher para ser mãe e depois que a criança começa a se desenvolver, ela precisa voltar a ser mulher. Claro, que isso tudo simbólico. Ninguém está falando aqui, que uma coisa anula outra, mas ela precisa colocar em standby, por assim dizer, a sexualizada feminina, no momento em que ela está ali na maternagem e depois ela precisa retornar com esse teor feminino. Assim que a criança começa a se desenvolver e isso é um grande problema. Muitas vezes, a mãe nunca se sentiu muito bem integrada sendo mulher. Ela sempre se sentiu muito insegura sendo mulher e ela acaba se implicando na função materna de uma maneira tão viciante, por assim dizer, que depois ela sente uma dificuldade muito grande em voltar a ser mulher, que é num formato onde ela tinha grande segurança.
DEIXAR DE SER
O fluxo da vida está muito mais em “deixar de ser”, do que “tornar-se”. Maturação é tolerar deixar de ser, não tornar-se alguma coisa. Desde pequeno, a gente aprende aquilo que a gente deveria ser. Existe uma expectativa, na verdade, existe uma expectativa antes mesmo da gente nascer, já existia uma expectativa. Um fluxo saudável da vida é justamente desobstruir todos esses “deveria ser” para conseguir um “deixar de ser”.
NECESSIDADE DA FUNÇÃO PATERNA
O homem foi se afastando da família, essa família foi aprendendo “dar um jeito” de viver sem esse homem e acaba com que a sociedade hoje recusa o reconhecimento da necessidade da função paterna presente. E aí, a gente vai percebendo homens inseguros do que é ser homem quando ele precisa tomar uma atitude e mulheres que não são capazes de avaliar os homens dos quais ela vem se envolver. São dois desdobramentos dentre vários que são os prejuízos da ausência da função paterna.
AUSÊNCIA PATERNA
Dos maiores prejuízos na função paterna e não do pai, porque não é necessariamente o pai biológico, mas é um sujeito masculino que possa exercer a função paterna. A ausência dessa função paterna, me parece que traz dois grandes prejuízos. Um deles a dificuldade de reconhecimento de limites e o outro é a dificuldade de provisão, de ser capaz de prover. Um primeiro momento, prover-se a si mesmo, em segundo momento prover o lar. Então, nós vemos umas uma sociedade onde a falta de limites, a falta da capacidade de reconhecimento de limite, de respeitar o limite de si mesmo, seja se colocando em situações de risco e dificuldade de reconhecer o limite do outro, onde o sujeito abusa do outro e também a dificuldade de dar manutenção a sua auto-provisão, administração financeira. E quando o sujeito não consegue fazer isso consigo mesmo, muito menos ele vai conseguir com a família, ou qualquer outra instancia que ele precisar.
VÍCIO NO FRACASSO
Muito se fala hoje de relacionamentos tóxicos. Essa ideia se expande, não só para os relacionamentos, mas ela também se expande à substâncias tóxicas, ou qualquer coisa que possa fazer mal para o sujeito. O grande problema está por trás do uso da substância, ou por trás do relacionamento tóxico. Muitas vezes, existe algo por trás que faz com que o sujeito busque o relacionamento tóxico, busque o uso da substância. Um dos casos mais difíceis de tratar, esse tipo de situação, é quando o sujeito se sente merecedor daquilo. Quando, o sujeito não é viciado na substância, mas ele é viciado no fracasso de estar usando aquela substância. Ele não está implicado num relacionamento tóxico com o outro, mas ele está implicado num relacionamento tóxico com ele mesmo e não se sente merecedor de um relacionamento saudável e aí, isso é extremamente difícil de tratar.
DEVERIA SER
Na realidade, o sujeito acaba não confiando em si mesmo, não confiando na sua autoavaliação e ele acaba usando o critério do outro para estabelecer aquilo que ele deveria ser e é uma grande emboscada, porque esse deveria ser é insaciável. Ele não vai conseguir nunca exatamente suprir isso.
SENTIR DOR OU SOFRER
Parece que existe uma diferença muito grande de sentir a dor e sofrer a dor. O sujeito pode estar sentindo a dor, mas não ser capaz de se submeter ao processo de sofrer essa dor. Porque, quando ele sofre a dor acontece a transformação. Uma coisa é você padecer da dor e outra coisa é você sofrer a dor. Quando você padece da dor, você está num estado cristalizado que não tem transformação. Quando você passa a sofrer a dor, aquilo ali, vai te proporcionando a possibilidade de mudança e transformação.
RECONHECIMENTO
Transformação é um resquício daquilo que falhou lá atrás, na primeira infância. A criança não pode ser reconhecida pelos seus pais e ele acaba tendo um autoreconhecimento deficitário e ele passa a vida toda procurando a aprovação do outro, porque na realidade não foi reconhecido.
domingo, 17 de setembro de 2023
INCONSCIENTE, PRÉ-CONSCIENTE E CONSCIENTE - Prof. Renato Dias Martino
Quando a gente fala de inconsciente, pré-consciente e consciente, a gente precisa falar sempre de cotas. A única coisa que é genuinamente inconsciente é um instinto. Isso é genuinamente inconsciente. Todos os outros elementos do funcionamento psíquico têm uma cota inconsciente, pré-consciente e consciente. Existem elementos que são mais inconscientes e outros menos inconscientes. Tudo isso que você chama de consciência, na realidade, tem uma cota sempre por trás, que não é muito bem consciente, por trás disso tem algo que é completamente inconsciente. E aí, se a gente tiver falando então, de um elemento que sugere um “ideal de eu”, por exemplo, um ideal preestabelecido, isso nunca é totalmente inconsciente. Tem uma parte inconsciente, mas grande parte disso é pré-consciente, na realidade, porque precisou de um modelo externo para que você pudesse estabelecer este ideal. E aí, já não posso mais chamar de inconsciente, porque tem um contato com o mundo externo, tem um contato com o outro, tem um contato com o ideal preestabelecido de perfeição.
CONSCIÊNCIA
O que que a gente chama de consciência? De uma maneira bem simples é assim: A ciência compartilhada = com + ciência. Eu sei de alguma coisa e eu consigo compartilhar isso que eu sei com o outro. Isso eu chamo de consciência. O que é diferente do acordo com a realidade. Porque o acordo que eu tenho com a realidade independe do saber. Mas a consciência está subordinada ao entendimento, ao conhecimento, já que é ciência. Consciência! Eu tenho algo que eu sei e eu consigo comunicar isso ao outro, compartilhar isso com o outro, logo tenho consciência disso. Agora, existe a pré-consciência. A pré-consciência é quando eu sei, mas eu não consigo compartilhar com o outro, então é pré-consciente. eu ainda não consigo compartilhar com o outro. Então, todos os elementos que estão ali, dentro da mente, tem uma parte consciente e pré-consciente, só aquilo que é da ordem dos instintos, daquilo que é muito profundo, daquilo que nunca teve contato com o mundo externo, que eu posso, genuinamente chamar de inconsciente.
RENÚNCIA
A renúncia vai acontecer quanto ao elemento do desejo, ao objeto de desejo. Se é objeto do desejo ele está pré-consciente, ou consciente, nunca inconsciente. Aquilo que está no inconsciente é vontade, é básico, é necessidade. E quanto a isso, eu não tenho como renunciar, eu posso adiar a satisfação, mas renunciar, não tem como. porque é necessidade básica. Agora, quanto ao desejo eu posso renunciar porque não é básico porque na realidade é um elemento substituto daquilo que era da vontade anteriormente.
PARADOXO DO INCONSCIENTE
Na realidade, não existe formas de acessar o inconsciente. O inconsciente pode vir a emergir e aí você tem acesso a ele, mas quando ele emergiu, ele já não é mais inconsciente. Quando ele emergiu ele já é pré-consciente, ou consciente. o inconsciente é fonte, é algo que brota. Para você ter acesso a algo que é inconsciente, ele já não pode ser o mais inconsciente, porque o seu acesso já retira dele o atributo de inconsciência, mas traz para ele, já é uma cota de consciência.
REPRIMIDO
Conforme o ambiente que o sujeito está configurado, está inserido, os elementos estão mais conscientes, ou menos consciente. Por conta da ameaça que o sujeito acaba reprimindo aquilo, ao ponto de ele perder a consciência disso. Mas aquilo não voltou a ser inconsciente, mas está ali numa esfera tão reprimida que o sujeito perde o acesso aquilo, mas que em um outro momento, num momento onde ele esteja inserido num ambiente um pouco menos ameaçador, aquilo ali vai emergir, mas com características conscientes, porque foi reprimido.
EMERGIR PELO ACOLHIMENTO
A psicanálise, sobretudo o modelo da psicanálise acolhedora, ou a psicanálise do acolhimento, propicia um ambiente saudável o suficiente para que os elementos que estejam mais profundos, inconscientes, ou pré-conscientes, possam emergir, por conta da ausência de ameaças, sejam elas de julgamento, de crítica, ou de bajulação e sedução. Ausência desses elementos nocivos, faz com que o aparelho emocional-afetivo se sinta liberado para que possa emergir elementos que estavam ali, ou reprimidos no pré-consciente, ou até elementos inconscientes, que possam começar a aparecer ali para ganhar um pouco mais de clareza.
CONSCIÊNCIA
O que que a gente chama de consciência? De uma maneira bem simples é assim: A ciência compartilhada = com + ciência. Eu sei de alguma coisa e eu consigo compartilhar isso que eu sei com o outro. Isso eu chamo de consciência. O que é diferente do acordo com a realidade. Porque o acordo que eu tenho com a realidade independe do saber. Mas a consciência está subordinada ao entendimento, ao conhecimento, já que é ciência. Consciência! Eu tenho algo que eu sei e eu consigo comunicar isso ao outro, compartilhar isso com o outro, logo tenho consciência disso. Agora, existe a pré-consciência. A pré-consciência é quando eu sei, mas eu não consigo compartilhar com o outro, então é pré-consciente. eu ainda não consigo compartilhar com o outro. Então, todos os elementos que estão ali, dentro da mente, tem uma parte consciente e pré-consciente, só aquilo que é da ordem dos instintos, daquilo que é muito profundo, daquilo que nunca teve contato com o mundo externo, que eu posso, genuinamente chamar de inconsciente.
RENÚNCIA
A renúncia vai acontecer quanto ao elemento do desejo, ao objeto de desejo. Se é objeto do desejo ele está pré-consciente, ou consciente, nunca inconsciente. Aquilo que está no inconsciente é vontade, é básico, é necessidade. E quanto a isso, eu não tenho como renunciar, eu posso adiar a satisfação, mas renunciar, não tem como. porque é necessidade básica. Agora, quanto ao desejo eu posso renunciar porque não é básico porque na realidade é um elemento substituto daquilo que era da vontade anteriormente.
PARADOXO DO INCONSCIENTE
Na realidade, não existe formas de acessar o inconsciente. O inconsciente pode vir a emergir e aí você tem acesso a ele, mas quando ele emergiu, ele já não é mais inconsciente. Quando ele emergiu ele já é pré-consciente, ou consciente. o inconsciente é fonte, é algo que brota. Para você ter acesso a algo que é inconsciente, ele já não pode ser o mais inconsciente, porque o seu acesso já retira dele o atributo de inconsciência, mas traz para ele, já é uma cota de consciência.
REPRIMIDO
Conforme o ambiente que o sujeito está configurado, está inserido, os elementos estão mais conscientes, ou menos consciente. Por conta da ameaça que o sujeito acaba reprimindo aquilo, ao ponto de ele perder a consciência disso. Mas aquilo não voltou a ser inconsciente, mas está ali numa esfera tão reprimida que o sujeito perde o acesso aquilo, mas que em um outro momento, num momento onde ele esteja inserido num ambiente um pouco menos ameaçador, aquilo ali vai emergir, mas com características conscientes, porque foi reprimido.
EMERGIR PELO ACOLHIMENTO
A psicanálise, sobretudo o modelo da psicanálise acolhedora, ou a psicanálise do acolhimento, propicia um ambiente saudável o suficiente para que os elementos que estejam mais profundos, inconscientes, ou pré-conscientes, possam emergir, por conta da ausência de ameaças, sejam elas de julgamento, de crítica, ou de bajulação e sedução. Ausência desses elementos nocivos, faz com que o aparelho emocional-afetivo se sinta liberado para que possa emergir elementos que estavam ali, ou reprimidos no pré-consciente, ou até elementos inconscientes, que possam começar a aparecer ali para ganhar um pouco mais de clareza.
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
SOBRE COLHER OU ACOLHER
Dentro da psicanálise do acolhimento, existem alguns pressupostos fundamentais. Um deles é que os elementos carecem estar realmente prontos para serem acolhidos. Precisam brotar espontaneamente. Dessa forma, pensamentos que sejam desconfortáveis ou que sejam evitados pelo paciente, em que ele diga: “Isso eu não gosto de trazer, eu não gosto de lembrar...”, não devem ser tocados. São como fruto que não está pronto para ser colhido. Tentar colher (acolher) o que não está pronto para tal é um ato de violência. Insistir em mexer no que não está no tempo de ser tocado é ato de desrespeito. Na verdade, só gerará mais defesas, tornando o conteúdo cada vez mais inacessível. Se o paciente não trouxer o material de maneira espontânea, esse material não está pronto para ser trabalhado. Se ele, por acaso, sonhou com alguma coisa e esse sonho não puder ser recordado espontaneamente é porque estes elementos que foram esquecidos foram submetidos a uma censura, foram submetidos a defesas e não chegaram a serem acessíveis e se não chegaram até aqui é porque não estão prontos para serem acolhidos ou colhidos. A prática da psicanálise do acolhimento deve ser análoga à um terreno (continente) fértil, onde por trazer confiança, os elementos amadurecem em seu tempo e podem ser acolhidos de forma adequada.
Alameda Franca n° 80, Jardim Rosena,
Fone: 17- 991910375
prof.renatodiasmartino@gmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com/
Inscreva-se no canal: https://www.youtube.com/user/viscondeverde/videos
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
MINICURSO ONLINE - A Intuição Como Recurso Fundamental Na Prática Clínica
MINICURSO ONLINE
A Intuição Como Recurso Fundamental Na Prática Clínica
Com Prof. Renato Dias Martino
Dias: 05,12,19, 26 de março de 2021, as 9h
Via SKYPE
Conteúdo:
- Desapego e Intuição
- Dedução e Intuição
- Intuição e Contenção
Com Certificado
Vagas limitadas
Investimento R$ 100,
Inscrições pelo link: https://gepa.com.br/Intuicao
#daspequenaspoesias #acolher #acolhimento #olivrododesapego #poesiapsicanalítica #renatodiasmartino #psicoterapia #psicanálise #amar #amor #gratidão #demagogia #consciência #desamparo #pensarseasimesmo #psicologia #sãojosédoriopreto #grupodeestudopsicanálisedoacolhimento #GEPA #grupodeestudopsicanalisedoacolhimento #poesiapsicanalitica
sábado, 1 de agosto de 2020
DA REAL IMPORTÂNCIA DO SER HUMANO
São inumeráveis os questionamentos sobre nossa real significância frente ao universo. Existe uma grande incerteza sobre o que realmente o ser humano representa perante o mundo. Porém, por conta de certo narcisismo peculiar de nossa espécie, em todo decorrer da história da humanidade, o ser humano parece atribuir a si mesmo uma importância maior do que possa ter as outras espécies de criaturas na natureza.
Isso persiste até nos tempos atuais e não me parece ter sinais de mudança considerável por parte da maioria das pessoas. Mesmo depois da revelação de Charles Robert Darwin (1809 – 1882).
Sigmund Freud (1856 — 1939) em sua obra UMA DIFICULDADE NO CAMINHO DA PSICANÁLISE, propôs o que foram as quebras do narcisismo universal dos homens, que havia sofrido até então, três bruscos golpes através das pesquisas científicas.
Segundo Freud a proposta de Darwin veio como um golpe no narcisismo do homem que se encontra entre o golpe no âmbito cosmológico de Nicolau Copérnico (1473 — 1543), na destruição da ilusão narcisista sobre a suposta posição central da Terra no universo e o golpe de natureza psicológica, onde com a introdução da psicanálise, que deixou evidente o fato sobre o sujeito não ser livre e dono da suas próprias escolhas, já que o domínio do inconsciente é o que comanda as decisões. “O homem não é um ser diferente dos animais, ou superior a eles; ele próprio tem ascendência animal, relacionando-se mais estreitamente com algumas espécies, e mais distanciadamente com outras.” (Freud, 1917)
Essas evidências se mantém vivas ainda hoje, tanto no âmbito físico quanto nas características mentais, na comparação do homem com os outros animais.
Sendo assim, mesmo com grande resistência para a tomada de consciência, fica nítida a configuração onde o ser humano não é mais do que parte da natureza. Dessa forma, não se deve, com efeito, atribuir-se maior valor a si do que a qualquer outra criatura.
Mesmo que tenha desenvolvido ampla racionalidade e grande inteligência, que muitas vezes parece muito mais nociva do que benéfica, tanto para si mesmo quanto para a própria natureza, como um todo. Na realidade, o ser humano vem se revelando uma espécie de criatura muito danosa para a natureza já que na medida em que ganha espaço coloca em risco inúmeras espécies, assim como destrói ecos sistemas, isso incluindo sua própria espécie. O ser humano não é capaz de reconhecer que depende da natureza e que o contrario não é verdade. A natureza padece do desejo humano. Em prol de realizar seus desejos o sujeito não hesita em destruir o fluxo natural da natureza. Com isso uma triste proposição se revela: a natureza agradece a ausência do humano.
Por mais que amiúde sejamos levados pelo nosso egoísmo a acreditar que somos especiais e que nosso desejo particular deva ser satisfeito, independente das conseqüências que isso possa causar no fluxo da natureza, muitas vezes em detrimento das outras criaturas, na verdade, não temos importância real de forma individual. Fazemos parte do todo e dessa forma, nossa real importância perante o universo só tem sentido quando integrados ao todo. “Não escolhemos com total liberdade a partir de nossa consciência local, ou ego individual, mas a partir de uma consciência cósmica não local e não comum.” (Amit Goswmy, 2010). Nascemos e morremos no fluxo da natureza, sendo que cada ser humano isolado não tem relevância na configuração do universo. A importância frente ao cosmos começa quando passamos a fazer parte integrante do todo.
“Bem, vemos o indivíduo nascer e morrer, mas o indivíduo é apenas um fenômeno; não existe senão pelo conhecimento submetido ao princípio de razão, que é o princípio de individuação: nesta ordem de ideias, certamente o indivíduo recebe a vida como um dom: oriundo do nada e despojado do seu dom pela morte, ao nada retorna.” (Schopenhauer, 1819)
O universo está em constante transformação, mudando de forma, se transfigurando. No mundo material, nada é permanente. Assim como nos ensina os Vedas, através da Trimurti (Brahma – que cria, Vishnu – que mantém e Shiva – que destrói), as coisas nascem crescem e desaparecem. Nós humanos somos uma ínfima parte de um fluxo do todo que se transmuta constantemente. Sendo assim, nascer e morrer são coisas que pertencem aos fenômenos, ou do campo da realidade material, que configura as criaturas individuais.
Somos seres de passagem na cesura do tempo. A partir duma única substancia nos configuramos, nos mantemos por algum tempo nessa configuração e então nos desconfiguramos. Isso para logo mais tarde nos reconfigurarmos numa nova forma. Esse é o fluxo natural da vida. Dentro da sabedoria budista no Dharma, uma das características da existência do universo é justamente a impermanência, onde tudo se manifesta num estado de eterno movimento de transmutação. No entanto, normalmente o ser humano está mais ligado aos que chamados fenômenos condicionados que são transitórios. Ora, é justamente quando nos apegamos ao que é impermanente que é gerada as patologias com todas suas moléstias. Assim como nos orienta Wilfred Ruprecht Bion (1897 — 1979) ...E, usualmente, nem aquele que começou a dizer uma frase será o mesmo que irá termina-la. (Bion, 1978)
Cada um de nós se dispõe como que uma célula no corpo material de Deus, ou da natureza, como propõe Spinoza. No livro I da ÉTICA E NO TRATADO SOBRE A RELIGIÃO E O ESTADO, o filósofo holandês Baruch Spinoza (1632 — 1677) propõe sua concepção onde Deus e Natureza são a mesma coisa — Deus sive Natura (Deus ou Natureza). Para Spinoza, espírito e matéria, são atributos da mesma substância. Nem um de nós é mais importante que o outro, assim como nenhuma célula ocupa papel mais importante do que a outra. Ainda que uma seja um neurônio componente do cérebro e a outra uma célula do tecido da sola do pé. Uma célula sozinha não tem a menor importância para o funcionamento do corpo como um todo. A importância de uma célula só se faz real quando integrada às outras células.
Em psicanálise, os elementos que permanecem cristalizados resistindo às transformações, são geradores de neurose. Essa ordem de elementos forma o que Freud, em seu trabalho A DINÂMICA DA TRANSFERÊNCIA, denominou de transferência. Elementos não elaborados, então, são projetados no outro, que a partir disso, passa a representar uma repetição reeditada de alguma relação vivida anteriormente pelo sujeito. Isso impede que se estabeleça um vínculo novo. Na prática clínica, o paciente atribui características de seu pai, mãe, irmãos, ao analista, como uma compulsão à repetição. “Assim, a transferência, no tratamento analítico, invariavelmente nos aparece, desde o início, como a arma mais forte da resistência, e podemos concluir que a intensidade e persistência da transferência constituem efeito e expressão da resistência.” (Freud, 1912) A transferência é a tendência de acreditar que a pessoa nova que se conhece, de alguma forma é aquela da qual já havia conhecido antes. Isso obstrui a possibilidade de se estabelecer um vínculo real com a pessoa do analista.
“Sendo a transferência um fenômeno presente nas relações humanas, assim como no tratamento psicanalítico, o sujeito/paciente faz uso como um recurso defensivo para que o material impensado continue inacessível, remontando o passado não pelo recurso do pensamento, mas pela atuação – ação não pensada.” (Martino, 2018)
É evidente o aspecto nocivo e patológico dos elementos que se mantém enrijecidos resistindo às transformações. Característica própria da dimensão material na concretude das coisas. Sendo assim, aquele que se mantém tão somente ligado a essa dimensão está em desacordo com o próprio universo, que está em expansão, eternamente se transmutando. Isso tem implicação direta no apego que o humano tem à realidade sensorial. Apegamos-nos às ilusórias certezas na materialidade das coisas para aplacar a sensação desconfortável de nos percebermos sendo insignificantes. A tentativa de evitar o desconforto gerado pela percepção e o reconhecimento de nossa insignificância perante o mundo é o que nos faz acreditarmos que somos superiores. Por vezes nos vemos apegados ao dinheiro, aos bens materiais, aos títulos, imaginando que isso possa nos tornar mais importantes. Ora, isso nos faz arrogantes e nos afasta cada vez mais da realidade. A nobreza do ser humano não está naquilo que ele possa possuir ou acumular, mas na capacidade de humildemente conseguir viver com o necessário. Um ser humano revela sua grandeza na medida em que reconhece sua pequenez diante do universo.
Bion, W. R. TRANSFORMAÇÕES - do aprendizado ao crescimento (P. C. Sandler, trad.). Rio de Janeiro: Imago. 2004/1965.
_________. CONVERSANDO COM BION, Rio de Janeiro, Imago, 1992/1978.
Freud. S. A DINÂMICA DA TRANSFERÊNCIA, Rio de Janeiro, Imago, 1912.
_________. UMA DIFICULDADE NO CAMINHO DA PSICANÁLISE, Rio de Janeiro, Imago, 1917.
Goswmy, A. O ATIVISTA QUANTICO: Princípios da física quântica para transformar o mundo e a nós mesmo - São Paulo. Editora Aleph, 2010.
Martino, D. M. ACOLHIDA EM PSICOTERAPIA – São José do Rio Preto. Vitrine Literária Editora, 2018.
Schopenhauer, A. O MUNDO COMO VONTADE E REPRESENTAÇÃO. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2001/1819. (Tradução de M. F. Sá Correia).
_______________ O LIVRE ARBÍTRIO. São Paulo: Edições e publicações Brasil, 1950/1836. (Tradução de Lohengrin de Oliveira).
Spinoza. COLEÇÃO OS PENSADORES. São Paulo: Nova Cultural, 1997.
Venerável Mestre Hsing Yün, BUDISMO SIGNIFICADOS PROFUNDOS, Escrituras Editora, 2ª edição revisada e ampliada, São Paulo, dezembro de 2011.
Fone: 17- 991910375
Increva-se no canal: https://www.youtube.com/channel/UCevsq70moy83v_-MQiyOPew?view_as=subscriber
Participe do Grupo de Estudos online!
Participe do Grupo de Estudos online!
#daspequenaspoesias #acolher #acolhimento #olivrododesapego #poesiapsicanalítica #renatodiasmartino #psicoterapia #psicanálise #amar #amor #gratidão #demagogia #consciência #desamparo #pensarseasimesmo #psicologia #sãojosédoriopreto #grupodeestudopsicanálisedoacolhimento #GEPA #grupodeestudopsicanalisedoacolhimento #poesiapsicanalitica
Marcadores:
Acolhida em Psicoterapia,
Amor,
Arthur Schopenhauer,
Desejo,
Espiritualidade,
GEPA,
Grupo de estudo psicanálise do acolhimento,
Humildade,
Quântica,
Sigmund Freud,
Textos,
Vedas,
Verdade
Assinar:
Postagens (Atom)
























