sábado, 9 de agosto de 2008

Parede fria


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Parede fria
Renato Dias Martino 2006


Não sou eu quem fala;
é a morte que mexe meus lábios.
Não são palavras o que ouves de mim
Oh! Guardião dos gênios e dos sábios
Porque me vejo sofrendo assim?

Prefiro sofrer aqui, bem calado
Não quero mais noticias de tu nem de mim
O meu reino de luz esta acabado.
Fostes embora e em minha paz pusestes fim

Assustado acordo mais cedo
Triste, com fome e com sede
Amargo, doido e com medo
Atado, tolhido no desejo
Choro sozinho em segredo
de cara com a fria parede

2 comentários:

Gauche disse...

Puta, Rê, você sabe como construir uma rima distante das retóricas que, muitas vezes, vejo por aí.
Adorei!

Carla Lopes disse...

Transporta-nos ao seu mundo, generoso convida a participar da ciranda que desenhas.
Lindo.