quarta-feira, 22 de junho de 2011

Lançamento do livro “Para Além da Clínica”

Convite para o lançamento do livro “Para Além da Clínica”


Olá caros amigos leitores, é com enorme alegria que venho convidá-los para o lançamento do meu primeiro livro, “Para Além da Clínica”. O evento será realizado na biblioteca municipal de São José do Rio Preto no dia 20 de julho de 2011. A partir das19:00 estarei recebendo amigos leitores.
Aguardo sua presença.
Obrigado e um forte abraço!


Para Além da Clínica

Trabalhando com uma linguagem agradável e por vezes poética, faz um encontro entre a teoria e a prática das experiências emocionais nas paginas deste livro que transcende a aplicação clínica dos conceitos psíquicos.


Com o “Para Além da Clínica” o professor e psicoterapeuta Renato Dias Martino apresenta alguns conceitos fundamentais das “teorias do pensar” em forma de reflexão sobre o funcionamento mental e os vínculos afetivos.


O livro é o resultado de alguns anos de dedicação ao estudo teórico, aliados à prática clínica e também o exercício do ensino universitário. Essa experiência estrutura-se nas linhas desse livro como oportunidade de cogitação.


Um convite ao pensar.

Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor

Pedidos pelo fone: 17-30113866
ou pelo e-mail renatodmartino@ig.com.br 
 Para quem mora em Rio Preto é só me passar o endereço e melhores horários para entrega.
Para quem está fora da cidade me envie o endrereço completo que, ai vai pelo correio e no máximo em 8 dias úteis o livro será entregue.
O valor do livro é de 30,00 + 6,00 do correio.
Deposito na Conta poupança da Caixa Federal – Agencia: 0631, conta: 013 00018132-6. (o deposito pode ser feito em qualque casa loterica).
Muito obrigado pelo apoio, um abraço carinhoso! 


http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de junho de 2011

“Pensamento negativo” e a vida mental

Esse ensaio tem a intenção de cogitar sobre a formação e permanência de “pensamentos negativos” nas ideias constituídas nos processos mentais. Falo sobre as vezes que somos acometidos por períodos onde o pensamento se encontra povoado por sentimentos referentes a fracassos e perdas. Quando cada ideia que surge na mente é sempre referente a algo que se manifesta por expressões verbais como, “não tem jeito mesmo” ou mesmo “não adianta, pois não dará certo”. Desânimo ou incapacidade de cultivar esperanças.

De inicio, se pudermos analisar os dois termos formadores dessa ordem de ideias, veremos que, o pensar faz parte do processo de construção do espaço interno para conter os conteúdos da realidade, ou seja, o pensamento é a capacitação do eu (compreendendo o mundo interno) na ligação afetiva com o mundo (externo). Então, quando usamos a palavra negativo, nesse contexto, buscamos a conotação de algo prejudicial ou tóxico (o que não é sempre assim). Assim, falamos do “pensamento negativo” como a construção de um espaço interno repleto de ideias destrutivas.

Para a psicanálise só podemos aceitar no mundo real aquilo que já existe no mundo interno, ou seja, criamos espaço em nossa mente e só depois podemos conhecer na realidade.  Dessa forma, aquele em que na mente predominam “pensamentos negativos” (ou mais especificamente pensamento destrutivo), está fatalmente exposto a construir um mundo externo para viver, nesse mesmo molde.

Segundo as teorias do pensar, nós percebemos o mundo externo como reflexo de nossas mais profundas ideias. Quero dizer que, para aquele que nunca soube muito bem o que é ser amado, muito provavelmente terá grande dificuldade em perceber-se amando ou mesmo amar alguém. Aquele que nunca foi amado na realidade, não terá dentro de si a ideia do amor, assim, como irá encontrar amor no "mundo de fora"?

A atração de “coisas ruins”
A psicanálise nos ensinou que a criança liga-se às pessoas e coisas do mundo que conhece, por meio de um vínculo especial denominado identificação. A criança funciona dessa forma. Ela só se aproxima das coisas por identificar-se com elas, resistido fortemente, através de uma “choradeira compulsiva”, tudo aquilo que lhe é estranho ou dessemelhante. Já adultos, porém quando emocionalmente fragilizados, tendemos a recorrer a esse tipo infantil de funcionamento. Se a mente está povoada de pensamentos destrutivos, tenderemos a nos identificar com coisas destrutivas, logo, olha a “coisa ruim” aí!

Essa forma de funcionamento mental encontra facilitadores com frequência no mundo. Isso por que, o mundo externo ou a realidade nos oferece muito mais “coisas ruins” (que se encontram em cada esquina). Também não é novidade alguma que as “coisas boas da vida”, são raras e só ocorrem através de um custoso garimpo no mundo externo, em concordância com a mesma proporção para as experiências internas.

Fazer as pazes com o mundo
Pois bem, se concordamos com as cogitações acima colocadas, então podemos dizer que, se livrar de certos pensamentos ruins, é antes de tudo um esforço para “fazer as pazes” com o mundo. Por mais que vivamos num mundo cheio de promessas de caminhos rápidos em direção à felicidade, fazer as pazes com o mundo é um processo lento e dispendioso, um caminho cheio de curvas que esta distante de reduzir-se a uma “receita para recomeçar”.

A proposta levanta a necessidade de buscar viver experiências que ensinem a combinar amor e verdade. Os componentes afetivos, aliados a informações claras da realidade, são a base do modelo de vínculo que é capaz de desintoxicar uma mente envenenada de desesperanças e entulhada de pensamentos destrutivos.

As psicoterapias são, sem dúvida, certa via razoavelmente segura para a proposta de mudança interna, porém, a oportunidade pode muito bem, iniciar-se na espiritualidade. A espiritualidade é um veiculo maravilhoso na busca da mudança do pensar. O conceito de esperança é o que move a espiritualidade, onde esse conceito é cultivada com muito cuidado. Logo, se estamos falando de expectativas negativas, então a fé é crucial para neutralizar essa tendência das ideias.

Porém, a dificuldade se encontra no fato de que, dependendo da severidade na fragilidade do funcionamento mental, sugerir a espiritualidade a alguém da qual se vê inundado de desesperanças, pode servir contra si mesmo e transformar algo belo em instrumento de autopunição. Aquele que se encontra ignorante dos seus processos mentais sem dúvida estará mais vulnerável quanto aos conflitos dessa ordem.

A busca pelo auto-reconhecimento
De qualquer forma, sou forçado a depositar meu descrédito em qualquer processo que não compreenda o outro, o encontro com o outro. Isso por que me parece claro que só se aprende a amar, amando alguém. A cogitação é sobre tentar uma vinculação segura entre o mundo de fora e o de dentro. Depois disso, todo pensamento negativo tem grande chance de converte-se em prudência nas relações. É o que servirá de referencia do limite entre o eu e o outro.

Não podemos esquecer que o “pensamento negativo” que também podemos chamar aqui de expectativa de destruição, é uma categoria de ideia originaria de certo desamparo num tempo (muito provavelmente da mais tenra infância) onde realmente houve risco, ou pelo menos um medo muito grande de destruição. Assim, para que se possa superar tal ideia, é necessário o exercício do conhecer e reconhecer esse momento da vida, que hoje é representado por uma “dor na alma”. Nesse plano está a magoa com tudo que vem da realidade. Certa realidade que por si só, pelo menos a priori, é sempre dura.

A partir da concepção de conexões saudáveis com a realidade externa (e consequentemente com a realidade interna) inicia-se o processo de desenvolvimento da capacidade de auto-reconhecimento.  Auto-reconhecer-se é olhar para o mundo interno e isso calha com o encontro e o reconhecimento de fantasias, medos, desejos apaixonados, ódios furiosos e tudo mais que habita nosso mundo interno. É só reconhecendo nosso interior que podemos distingui-lo do que esta fora. Logo, o estado emocional do eu (dentro) tem menor chance de se abalar com um clima de negativismo (fora).





Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

REFLEXÕES SOBRE DEPRESSÃO

Já tive outras oportunidades de escrever cogitações sobre esse tema, mas me parece útil retomar a questão na medida em que perguntas frequentes nas abordagens feitas aos profissionais da saúde mental sem duvidas são referentes à depressão. Então decidi nessa linha, trazer a baila novamente esse questionamento.
Quando alguém apresenta um quadro de depressão, sem duvida se mostra encapsulado num formato especial de comportamentos que desperta no outro, uma curiosidade enorme. Isso porque os processos mentais característicos dessa experiência emocional acontecem internamente, logo de forma ofuscada do olhar externo.
O pensamento comprometido pela depressão é mantido essencialmente por fantasias que muito pouco se adéquam a realidade. Normalmente povoadas de uma crença do regresso daquilo que foi perdido. O sujeito depressivo só vê motivos em continuar vivendo se vincular essa motivação ao retorno do que foi perdido.
De forma geral descrevemos como depressão, a definição de toda categoria de elementos que se encontre de maneira rebaixada ou colocada no nível inferior às outras. Na geografia topográfica, por exemplo, se utiliza do termo para descrever as regiões mais profundas do terreno. Desta mesma forma, a psicologia se utilizou desse conceito para descrever o recolhimento dos investimentos emocionais.
Certa introspecção no funcionamento emocional.  O interesse no mundo externo diminui e o funcionamento psíquico passa a compreender, em sua maior parte, apenas os aspectos do mundo interno.
Algumas condições devem existir para que se desenvolva a depressão que ocorrerá normalmente após alguma perda importante. “Entra-se” em depressão quando acontece à perda de alguém, ou mesmo de alguma coisa muito importante na vida do sujeito.  Se estivermos aqui falando de um desenvolvimento saudável do funcionamento mental, a depressão deve compreender certo período de afastamento das coisas do mundo externo. Um desinvestimento de interesse no mundo que resultará num afugentamento da vida social.
Essa experiência emocional ocorrerá em qualquer pessoa, em qualquer fase da vida onde incida uma grande perda. No entanto, existem pelo menos a priori, dois tipos de depressão.
Um primeiro modelo é a depressão comum que ocorre numa mente saudável. Esse tipo de depressão se pronuncia sempre que perdemos algo de muito valor. Nesse padrão depressivo, desvalorizamos o mundo externo, nos resguardando na segurança do mundo interno. Porém, isso até que nos recuperemos da perda e voltemos a nos interessar pelas coisas do mundo. Sigmund Freud (1856-1939) denominou esse processo de ‘luto’. O sujeito se coloca retirado do mundo externo (onde ocorreu a perda), em nome de acomodar internamente a realidade daquilo que se perdeu. 

Na forma natural chamada de luto, o sujeito deprimido sente uma tristeza que o conduzirá a desvalorizar as pessoas e as coisas do mundo externo, contudo ainda manterá sua autoestima num nível consideravelmente bom. Isso servirá para manter o funcionamento mental, mesmo que rebaixado, trabalhando de forma saudável.
Contudo, se o relacionamento que se mantinha com esse alguém (ou aquilo) que foi perdido, era mantido de uma forma perturbada, muito provavelmente após a perda, se desencadeará uma depressão patológica. Esse modelo de experiência,
Sigmund Freud (1856 - 1939)
Freud chamou de ‘melancolia’. Aquele (ou aquilo) que se foi, levou junto com ele inúmeras questões mal resolvidas. Muito provavelmente culpas e sentimentos tão desconfortáveis que sequer puderam ser nomeados, eram características do vínculo que tem seu desfecho no modelo patológico da depressão depois da perda.  O sujeito não é capaz de acreditar em si mesmo depois da perda ocorrida. Passa a depreciar-se desacreditado de seu valor próprio. O amor do objeto perdido era essencial para que continuasse contando com a sua autoestima.
Na depressão melancólica ou patológica, a perda no mundo externo leva ao rebaixamento da autoestima em certo nível que compromete o funcionamento saudável da mente. Isso por que o sujeito não pode continuar funcionando bem sem aquele (ou aquilo) que perdeu. Enquanto na depressão normal (processo de luto), a perda é do objeto amado, na depressão patológica (estado de melancolia) o que se perde é a capacidade de amar.
Outra forma de desfecho patológico da depressão é quando não se encontra espaço emocional para que se viva a depressão natural do processo do luto. Na impossibilidade de se viver o processo depressivo natural, compreendido no luto, existe um risco de se desenvolver a forma patológica dessa experiência psicológica. Quando por alguma razão, não se pode dar o real valor para a experiência da perda, talvez isso se mantenha de forma inconsciente. Dessa forma, a experiência que foi então proibida de ser vivida conscientemente, passa a atuar na vida do sujeito definindo escolhas que na realidade são incongruentes com o bom funcionamento mental.
O método psicanalítico propõe-se a criar um espaço emocional na dupla compreendida pelo analista e paciente, onde este ultimo poderá reconhecer não só ‘quem’ ele perdeu, mas ‘o que’ perdeu junto desse alguém. Na realidade é a criação de um espaço que o paciente possa levar toda tristeza que inunda sua alma por conta da perda ocorrida e na segurança do vínculo com o analista, possa criar um sentido para sua depressão. 




Prof. Renato Dias Martino
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dicas de Filmes - Quem somos nós?

Dicas de Filmes -
Quem somos nós?
Título original: (What the Bleep Do We Know?)

Lançamento: 2004 (EUA)
Direção: William Arntz, Betsy Chasse, Mark Vicente
Atores: Marlee Matlin, Elaine Hendrix, Barry Newman, Robert Bailey Jr..
Duração: 109 min

Sinopse
Amanda (Marlee Matlin) está numa fantástica experiência ao estilo "Alice no País das Maravilhas" enquanto seu monótono cotidiano começa a se desmanchar. Esta situação revela o incerto mundo escondido por trás daquilo que se costuma considerar realidade. Amanda mergulha num turbilhão de ocorrências caóticas que revelam um profundo e oculto conhecimento do real. Ela entra em crise e questiona o sentido da existência humana.



Prof. Renato Dias Martino
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

A importância da religiosidade na educação

A importância da religiosidade na educação
Francine Moreno


É na infância que a pessoas são mais receptivas às ideias sobre educação intelectual. É também esta fase o melhor momento para apresentar a elas, Jesus Cristo, que traz por meio de sua vida e das histórias que narrou alguns ou todos os instrumentos para a compreensão e percepção de valores universais e perenes. Ele próprio deixou uma mensagem bíblica sobre isso: “Deixai vir a mim às criancinhas”. Neste estágio e, independentemente de religião ou filosofia, Deus também deve ser mostrado e submetido ao conhecimento das crianças. Juntos eles reúnem os conhecimentos para o desenvolvimento espiritual. Vale ressaltar aqui que Eles podem ser tomados, segundo a concepção, e assumir diversos rostos e posturas. Então, é preciso cuidado com a apresentação. “Deus pode ser misericordioso e acolher, mas também pode ser duro e ameaçador”, explica o Frei Alexandre Carvalho, de São Paulo. Entretanto, a compreensão positiva de Jesus na vida de qualquer pessoa, independentemente de idade, credo ou sexo, confirma de uma forma particular, uma sabedoria espiritual prática e concreta.

Desenvolvimento psíquico
Vista pelo lado psicológico, a apresentação de Deus e Jesus na infância é muito importante como são as primeiras subjetividades que a criança conhece. “A saber, subjetividade é aquilo que depende de nossa fé, ou seja, é diferente de conhecer, é ter esperança”, afirma o psicoterapeuta Renato Dias Martino, professor de psicologia na Universidade dos Grandes Lagos (UNILAGO)de Rio Preto. Além disso, na educação Jesus é essencial no desenvolvimento da capacidade de simbolizar. Criar modelos para representar o mundo interno ou aquilo que é da alma. Prof. Martino diz que no início da formação do aparelho psíquico é de fundamental importância a divisão do mundo em bom e mau, de tal modo, a religião promove esse modelo primitivo, que na medida em que se dá a integração mental e o desenvolvimento do ego, funciona muito mais como um símbolo do que como reprodução fiel da realidade.
“Essa imposição talvez encontre importante lugar no início do desenvolvimento psíquico, podendo sofrer certos questionamentos e mudanças de ponto de vista, conforme se dá a maturidade do ego e o desenvolvimento da própria auto-estima”. Prof. Martino afirma que, na realidade, Deus está dentro de cada um e cada tentativa de se encontrar Deus fora só será útil ou saudável como modelo do Deus interno. O modelo só se faz realmente importante se não for a “coisa em si”, mas uma ponte para que se chegue até ele. “Deus habita o nível do incognoscível, não pode ser conhecido em sua plenitude, pois se o for não terá qualquer sentido a fé, que por sua vez só existe naquilo que não se tem garantias concretas e constatáveis”.




Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
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