O filme traz a história Mariana (Fernanda Machado), uma talentosa cozinheira que desacreditada por sua mãe, quanto ao seu sucesso, tem grande dificuldade em acreditar em si mesma. Mari se apaixona por Caio (Mateus Solano), um rapaz sedutor que a incentiva a realizar seu grande sonho: abrir seu próprio restaurante. No entanto, com isso vive uma grade decepção em sua vida. Um filme intrigante que enfatiza a dificuldade da autoconfiança e suas consequências. Se não confia em si mesmo qualquer outra pessoa pode parecer mais confiável.
FICHA TÉCNICA
Roteiro: Fabio Danesi
Gênero: Suspense
Duração: 1h 25min
Ano de lançamento: 2014
Prof. Renato Dias Martino
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com.br/
domingo, 29 de janeiro de 2017
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
O AMOR ‘LÍQUIDO’ NA PÓS-MODERNIDADE
Reportágem de Harlen Félix, para o
jornal Diário da Região: Domingo, 08.01.17
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W. Orlandeli |
Um dos críticos
ferrenhos do capitalismo na pós-modernidade, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman
(1925 - 2017) é responsável pelas reflexões mais realistas sobre as relações
humanas na atualidade. Em sua obra, ele cunhou o termo ‘líquido’ para expressar
a fragilidade e insegurança que prevalecem sobre as relações em diferentes
níveis, dos vínculos amorosos aos familiares. Em livros como Amor Líquido
(2004), Vidas Desperdiçadas (2005) e Medo Líquido (2008), Bauman mostra como o
consumismo e as redes sociais têm contribuído para tornar os relacionamentos
descartáveis e gerar níveis de insegurança que aumentam a cada dia.
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Zygmunt Bauman (1925 - 2017) |
Para o sociólogo
polonês, os seres humanos estão dando mais importância a relacionamentos em
‘rede’, que podem ser desmanchados a qualquer momento. E, desta forma,
estabelecendo cada vez mais um contato apenas virtual, as pessoas desaprenderam
a manter relacionamentos a longo prazo.
Liquidação humana
Para o psicoterapeuta,
escritor e professor universitário Renato
Dias Martino, a sociedade vive um ciclo vicioso tão severo que é difícil
ter esperança em reverter essa situação no âmbito social. Os recursos
disponíveis hoje podem, no máximo, estabelecer uma mudança no campo individual.
Segundo o
psicoterapeuta, grande parte das crianças que nascem hoje não foram desejadas.
Assim, nascem sem ter espaço na vida dos pais. “Nos primeiros anos de vida, a
criança precisa viver junto da mãe. A falta dessa relação gera prejuízos
severos. Sem uma mãe dedicada e um pai presente, qualquer relação dessa pessoa
será prejudicada”, comenta.
Para Martino, as pessoas não nascem sabendo
amar. “O amor é algo construído. Só se aprende a dar atenção ao outro quando se
recebe atenção. E a maioria das pessoas só recebeu atenção quando havia uma recompensa. Um sociedade pautada pelo amor líquido é uma sociedade formada por
pessoas em liquidação. Está todo mundo barato e exposto”, diz.
Por outro lado, ele
ressalta que a internet não pode ser demonizada por conta dos problemas que
pautam as relações humanas. “Há uma piada que diz que um sujeito que foi
esfaqueado processou a Tramontina. Vivemos em um ciclo vicioso que é difícil
ser identificado pelas pessoas”, comenta.
Veja a matéria completa: http://www.diariodaregiao.com.br/vidaeestilo/o-amor-l%C3%ADquido-na-p%C3%B3s-modernidade-1.661532
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866
prof.renatodiasmartino@gmail.com
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