terça-feira, 18 de dezembro de 2018

SOBRE AMIZADES VERDADEIRAS

Na rede social Facebook temos na área dos contatos o termo amigo, no entanto quantos contatos são realmente seus amigos? Essa indagação nos leva para outra questão que faz pensar sobre que tipo de experiência estamos chamando de amizade.
A amizade parece ser uma modalidade de vínculo que se estabelece e deve se manter através de fatores como a afinidade e deve se desenvolver por meio da confiança.
Não dependendo de condições referentes à etnia, sexo, ou qualquer que seja a condição circunstancial dessa espécie, a amizade quando verdadeira parece carecer muito mais de capacidades ligadas ao afeto e está diretamente subordinada ao nível de sinceridade para que se estabeleça e se sustente. Por se tratar de um vínculo, para que uma amizade seja verdadeira deve haver impreterivelmente capacidade de ambas as partes, num acolhimento recíproco.
Sendo a confiança a base da amizade, esse fio sustentador do vínculo requer manutenção cuidadosa do fiar constante daqueles que estejam ligados por esse vínculo. A com-fiança que significa fiança compartilhada, mantida pelas partes, nutrida pela fé e assim geradora da fidelidade. A amizade deve ser a base de qualquer que seja o vínculo, sendo que quando não acontece, a relação deve se empobrecer e desnutrida tende a se dissipar.
Relações que se mantém independente, ou ausente de um vínculo amistoso devem, então, estar tão somente ligadas por obrigação ou por alguma forma de dependência, gerando na melhor das hipóteses, produções materiais de valor superficial. A privação de vínculos de amizade verdadeira faz com que o mundo pareça vazio e desprovido de vida.
Por outro lado, quando é possível se estabelecer um vínculo de amizade numa relação que, a princípio seria estritamente formal, o convívio ganha mais vida, enriquecendo-se de afeto e sinceridade, se tornando prospero em realizações, onde os frutos dessa união transcendem a dimensão pobre da obrigação. Isso também deve ocorrer nos vínculos consanguíneos como os de pais e filhos, entre irmãos, relações entre esposo e esposa, ou ainda o vínculo entre analista e paciente que carece de amizade para que realmente possa ser profícuo.
A amizade não deve ser uma relação de se compartilhar somente momentos agradáveis de prazer, mas deve ser fundamentada na compaixão, onde seja possível compartilhar tristezas e aflições. A gratidão é uma característica marcante da amizade verdadeira, onde o reconhecimento da mão amiga acontece mesmo fora da adversidade.
Por ser mantida através de afinidades, muitas vezes amizades de criança não resistem as mudanças que ocorrem em cada sujeito, onde um pode evoluir amadurecendo mais que o outro e assim, promover um desencontro na sintonia da amizade quando adulto. Ainda assim, muitas vezes pessoas que muito pouco se esperava se aproximarem, podem então se tornarem grandes amigos.
Apesar disso, se a amizade se dissolveu parece ser sinal de que, na realidade nunca chegou a ser uma amizade verdadeira.
Entretanto só pode ser um bom amigo para o outro aquele que se tornou amigo de si mesmo. Portanto para se estabelecer e manter amizades verdadeiras com o outro é necessário desenvolver e manter um vínculo de reconhecimento, respeito e admiração consigo mesmo.

















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