sábado, 27 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Contribuição na matéria de Daniela Fenti para o Jornal Dário da Região do Prof. Renato Dias Martino
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| Lézio Jr. |
Amizade de menos
Diversos fatores contribuem para queda de amigos na vida
adulta
Contribuição na matéria de Daniela Fenti para o
Jornal Dário da Região
Vários fatores contribuem para a queda do número de amigos
na vida adulta, e isso é até normal. Ideal é não se isolar e manter relações
saudáveis com pessoas queridas
Você já passou dos 20 anos, concluiu os estudos, tem um
trabalho formal e um relacionamento sério. As redes sociais estão repletas de
conhecidos, mas as reais opções para convidar alguém da lista ou ser convidado
para um passeio são quase nulas.
Calma! É normal. Com a chegada da vida adulta e de suas
situações típicas, como o acúmulo de funções profissionais e, principalmente, o
namoro ou o casamento e a chegada dos filhos, especialistas afirmam que o
círculo de amigos tende a se estreitar.
É o caso da técnica cultural Joice Zorzi, 29 anos. Ela diz
que sua turma hoje não é tão grande como nos tempos da faculdade. “Eu sinto
saudade. Não é que faça falta, é só diferente.” Atualmente, ela namora à
distância e, por isso, aproveita as horas livres para viajar, o que dificulta a
convivência com os amigos.
“Tento manter contato com os mais próximos, pelo telefone ou
pela internet. Quando estou na cidade, também saio com algumas pessoas, mas
muitos se mudaram para longe”, explica ela.
Esse fenômeno da vida contemporânea, porém, não deve servir
como uma desculpa para o isolamento. De acordo com a antropóloga e
etno-historiadora Niminon Suzel Pinheiro, a mudança de prioridades é positiva,
pois quando se encontra um companheiro os pares costumam dedicar mais tempo ao
envolvimento amoroso.
Apesar disso, é importante que o casal não deixe de
estabelecer afinidades com outras pessoas. “A amizade é algo muito importante
para todos, porque precisamos de uma válvula de escape para os problemas do
cotidiano. Entretanto, a quantidade de amigos e o tipo de relação com eles
depende da personalidade de cada um”, justifica.
Sílvia Siqueira, 33 anos, fisioterapeuta, reclama da
ausência dos amigos comprometidos. “Todo mundo fala que a relação não vai
mudar, mas o estilo de vida acaba mudando. O parceiro está sempre por perto e a
gente perde um pouco a liberdade. Fico feliz porque meus amigos ficam felizes,
mas tenho medo de ficar sozinha. Ainda bem que meu filho de 8 anos é um
companheirão.”
Uma das razões para a dificuldade de se preservar antigos
amigos e conhecer novos é o ciúme do parceiro. Segundo Kática Ricardi de Abreu,
psicóloga clínica e organizacional especialista em análise transacional, é
possível fazer um paralelo entre as relações humanas e a alimentação.
Da mesma maneira que o organismo precisa de vitaminas,
carboidratos, proteínas e outros nutrientes, que não podem ser encontrados só
no feijão ou só no arroz, o aparelho psíquico requer muitas fontes e estímulos
para preencher suas necessidades de carinho e atenção, por exemplo.
“A pessoa pode amar muito seu companheiro ou sua
companheira, mas precisa ouvir histórias diferentes, contar a mesma história
para muitas outras pessoas. O casamento e o namoro não preenchem todos os
anseios. É um grande erro o casal se limitar ao ‘eu só vou se você for’ e ‘você
só vai se eu deixar’. Amizades saudáveis devem ser cultivadas independentemente
do estado civil”, ensina ela.
Outra barreira é o próprio ambiente de trabalho, pouco
propício para se estabelecer laços de afeto. Embora os funcionários passem a
maior parte do dia no local, o clima é mais de competitivade do que de
cumplicidade. “As simpatias e admirações pessoais acabam aparecendo, mas não
devem se misturar com as funções laborais”, pondera Kátia.
Valor à família
O psicoterapeuta Renato Dias Martino tem uma visão um pouco
diferente sobre o antídoto para a solidão. Ele acredita que o formato das
amizades tem como base a vivência familiar.
Desse modo, quem cresceu em um ambiente com vínculos
saudáveis conseguirá desenvolver e expandir essa capacidade, assim como
reconhecê-la nos outros. “É preciso criar vínculos formais, ou seja, cultivar
uma rotina com o outro. Mais do que criar oportunidades de diversão, é preciso
realizar algo juntos”, explica.
Por outro lado, o profissional alerta que grande parte das
pessoas se preocupa com as relações externas, mas se esquece de preservar a
amizade com o marido e a mulher, os filhos, os pais e os irmãos, com quem
convivem sob o mesmo teto. “A sociedade não deu certo. O único grupo humano que
deu certo é a família, justamente a institução mais descuidada. Se todos a
valorizassem em primeiro lugar, o mundo seria bem melhor”, destaca.
Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
São José Do Rio Preto - SP
Fone: 17-30113866
renatodiasmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com
Psicoterapeuta e Escritor
São José Do Rio Preto - SP
Fone: 17-30113866
renatodiasmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
Dicas de Filmes – UM MÉTODO PERIGOSO
Dicas de Filmes – UM MÉTODO PERIGOSO
Baseado no livro homônimo
de John Kerr, tem a direção
de David Cronenberg.
O filme mostra uma densa
ficção que focaliza o encontro entre Carl Jung (Michael
Fassbender) e Sigmund Freud (Viggo Mortensen) na construção da psicanálise.
Aborda
a intensa e polêmica relação de Jung com a paciente Sabina Spielrein (Keira
Knightley).
Jung verá suas ideias conflitarem com as teorias de Freud, ao mesmo tempo em que se entrega a um romance
alucinante e perigoso com a bela Sabina.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Para Quem Tem Medo de Falar de Amor
Como
alguém que se propõe ás experiências da socialização e, além disso, ocupa-se em
perceber atentamente os movimentos das relações humanas, não me parece
incoerência dizer que os relacionamentos têm se tornado tão breves e
descompromissados, que então, desprovido de experiências boas o suficiente, o
sujeito fica impossibilitado de alcançar certa dimensão do que é amor.
Quero
propor com isso que, usamos mal certos conceitos fundamentais para que possa
haver experiência afetiva saudável. Ora, sabemos bem da importância da
adequação entre experiência e conceito. Muitas vezes chamamos certas
experiências de certo nome, e quando submetemos esse fato a um pensamento mais
cuidadoso, percebemos que na realidade estão distante de qualquer adequação.
O conceito de amor talvez seja o mais importante dos
conceitos dentro da ordem das reflexões. É só através do amor que poderá nascer
qualquer esperança. É só da união saudável entre dois, que existe a chance de
gerar o novo. Entretanto, a proposta de se abrir ao mundo em busca de novas
relações, pode ser também a oportunidade de se estabelecer certa relação
doentia.
A proposta de discutir ou sugerir uma leitura sobre o tema,
acaba por correr um grande risco de ser ridicularizada, ou mesmo ser confundida
com certa tendência romântica, distante dos interesses de qualquer que seja a
área do pensamento, já que só pode ser aplicável num plano ideal. Restrita aos
pequenos grupos e fica assim, distante da realidade do dia a dia. O despreparo
em se tratar desse tema é evidente e revela-se em cada nova
tentativa de reflexão sobre o assunto.
Quem se arriscaria na tarefa de
descrever o que é o amor?
Os gregos sugerem alguns tipos de amor como, Eros, o tipo de amor passional. Platão nos fornece um belo modelo no seu Banquete,
por volta de 380 a.C. onde cogita sobre certa “genealogia do amor”.
Philia é uma outra forma de amor, segundo os
gregos,o amor virtuoso e fraternal.
E também, Ágape,
o amor ideal e puro da alma. Como na Primeira Epístola aos Corintos, onde
fica evidente a importância de certo amor genuíno. No capítulo 13, pelas palavras do
Apostolo dos Gentios: Paulo de Tarso encontra-se em forma de poesia uma
definição belíssima do amor.
Freud tem uma coleção de ensaios que
esbarram na questão do amor, onde surgem reflexões geniais das vicissitudes dos
elementos brutos contidos na mente, no caminho rumo à expansão. Como numa escala evolutiva, a Psicanálise
parte das paixões desenfreadas como protótipo daquilo que pode ou não
transformar-se em modelos mais nobres do que poderia ser amor. Dentro do modelo
clássico da sua Teoria das Pulsões, Freud nos ensinou; quando falamos do Eros
(pulsão de vida), referente à projeção da pulsão do interior para aquilo que
está para além do eu, usamos Tânatos (pulsão de morte) que é o caminho inverso
na direção dessa pulsão. A mistura dessas duas tendências, que segundo a
Psicanálise, nunca se anulam uma a outra, é que se define a qualidade dos
vínculos e definiria então, a qualidade disso que tentamos chamar de amor.
Enquanto o primeiro propõe desligar-se de si para ligar-se ao outro, o segundo
propõe desligar-se do outro e retroceder em direção a si mesmo, num movimento
narcisista.
No entanto, não é necessária qualquer formação ou
graduação que possa trazer o título de sociólogo, psicólogo, ou psicanalista,
para que o sujeito possa perceber que interesses narcisistas estão de uma forma
geral, em primeiro plano na configuração de como o humano atual vem se
relacionando entre si. Isso é um sinal claro da limitada capacidade desse
humano, em articular sobre o amor. O ser humano está sempre se defendendo dessa
ordem de experiências, a não ser que se encontre extremamente carente e se veja
desprotegido o bastante para arriscar-se na abertura afetiva. O materialismo e
a o interesse em ter, sem duvida tem sobreposto a tentativa na capacitação para
o ser. Não existe duvida de que, aquilo que qualifica o sujeito para amar está
no ser. Aquele que está sendo pode amar, enquanto aquele que apenas tem, não
guarda essa capacidade.
Lembro-me de um amigo me presenteando com um ditado
popular de sua terra, diz meu amigo: O
sujeito era tão pobre que só tinha dinheiro.
Mesmo tendo em mãos um grande cabedal de
conceitos teóricos, mesmo com toda colaboração literária de alto valor e da
mais refinada origem, ainda assim, somos extremamente desqualificados para
falar de amor. Isso, pois ai repousa o conceito que só nos interessa mediante a
certa experiência boa o suficiente para preencher o vazio da
palavra, que por si só não tem conteúdo. Não sabemos o que é o amor, entretanto,
necessitamos do exercício do amar para nutrirmos nossa alma.
--
Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866
sábado, 8 de setembro de 2012
Dica de Filme - TÃO FORTE E TÃO PERTO
A jornada de um garoto de nove anos na procura por vestigios sobre seu pai que morrera no atentado terrorista de 11 de setembro. Uma busca por respostas após encontrar uma misteriosa chave deixada pelo pai que tanto ele admirava. Uma bela história de superação e expansão de vínculos.
Direção: Stephen
Daldy - Elenco: Tom Hanks, Sandra Bullock, John Goodman, Max von Sydow,
James Gandolfini, Jeffrey Wright, Viola Davis, Thomas Horn - Duração: 129
minutos - Ano: 2011 - País: EUA
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Novo Horizontinos Participam de Encontro Filosófico em Rio Preto
No último sábado quem esteve em Rio Preto foi o renomado professor Renato Dias Martino, ele esteve no anfiteatro da faculdade Unilago e apresentou o Encontro Filosófico: Beleza no Corpo & Beleza na Alma, onde ele apresentou para todos os psicólogos, estudantes de psicologia, pedagogos e estudantes de pedagogia de toda a nossa região, o conhecer das perspectivas psicológicas sobre o símbolo e o corpo com o auxilio do pensamento psicanalítico, criar espaço para cogitar a posição dessa ordem e experiências dentro dos processos psíquicos. Foi um encontro bastante divulgado pela mídia e que contou com a participação de vários novorizontinos, entre eles a psicóloga Ana Paula Mancini Valiani, que assim comentou sobre sua participação no encontro, “Para mim é uma honra poder participar de qualquer evento que o professor Renato organiza, os eventos são sempre recheados de muito conhecimento e amor na profissão. Assim posso evoluir como ser humano e como profissional da área também, e aproveitando a oportunidade é de suma importância reconhecermos que somos seres inacabados em constante evolução e acima de tudo aprendermos a lidar com o nosso “eu”, pois, tudo que é emocionalmente saudável há então um verdadeiro encontro”. O professor Renato Dias Martino tem se dedicado à pratica clínica da psicanálise desde 2003. No exercício desse trabalho clínico, conta com a abordagem teórica da psicanalítica na corrente de Freud, Klein, Winnicott e Bion, como principal instrumento. Conduzindo esse pensamento através de constante estudo teórico aliado a prática clínica. Do resultado desse processo deriva o material usado para ministrar aulas de teoria psicanalítica, desenvolvimento da personalidade e também psicologia aplicada à comunicação, pedagogia e organizacional e também coordena grupos de estudo na introdução à psicanálise. Em 2011 publicou o livro "Para Além da Clínica" onde, trabalha com uma linguagem agradável e por vezes poética, faz um encontro entre a teoria e a prática das experiências emocionais nas páginas deste livro que transcende a aplicação clínica dos conceitos psíquicos. E em julho deste ano lançou seu segundo livro “Primeiros Passos Rumo à Psicanálise”, onde ele propõe uma visão introdutória dos conceitos psicanalíticos, num formato acessível ao leigo interessado no assunto, assim como um importante instrumento para o estudante aspirante e psicoterapeuta. Termino essa matéria com uma frase de Albert Camus que Renato Martino citou no fim da sua palestra: “O Homem é a única criatura que se recusa a ser o que é”! Na foto vemos vemos da esquerda para a direita:Roberto Reis,Renato Dias,Desirré,AnaPaula e Lucia helena.
Matéria:- Alvani
http://www.portalk.com.br
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
O que nos leva a desejar sermos iguais
O que nos leva a desejar sermos iguais
Não seria exagero algum afirmar que dentre todos os animais, o ser humano tem o individuo que mais se diferencia dos outros indivíduos da mesma especie. É mais do que sabido que cada um de nós é único em suas caracteristicas. Enquanto humanos, temos certas particularidades em cada um de nós, que dificilmente será reconhecida nos outros animais.
Quero dizer com isso que, diferente das sardinhas ou das ovelhas, que naturalmente guardam certa semelhança muito fiel de um individuo para o outro, os seres humano são essencialmente diferente entre si. Por mais que sejam da mesma raça, mesmo que sejam da mesma família, mesmo que sejam gêmeos univitelinos, ainda assim, guardarão imensa gama de caracteristicas que diferenciarão aquele que se julga mais parecido.
Nos diferenciamos uns dos outros como nem uma outra especie animal o faz. Por outro lado tememos sobremaneira essa mesma individualidade.
É uma experiência que angustia muito a de nos perceber diferentes do outro e na realidade muito poucas vezes na vida nos damos chances de nos reconhecermos diferentes. Estamos sempre compreendidos e empreendidos nos interesses dos grupos, vivendo por identificação e isso nos traz a ilusão de sermos iguais. A questão da incapacidade de lidar com a diferenciação é motivo de conflitos afetivos, destruição de lares, discórdia social até chegar ao cumulo das guerras sangrentas.
Tudo isso gerado pelo motivo da dificuldade de reconhecer e acolher as diferenças. Somos impelidos a criar motivos e angariar recursos para fugir da realidade que nos diferencia, uns dos outros.
Já em 1914, Sigmund Freud
(1856-1939) propunha a importância de se perceber a tendencia de repetição como
processo defensivo da mente. Freud propõe que repetimos em forma e ação, tudo aquilo que por ser angustiante evitamos nos lembrar. Se no funcionamento mental a repetição é sinal de incapacidade, isso não é diferente no que diz respeito a como nos relacionamos com o mundo, ou seja, na forma como nos relacionamos socialmente.
Inseguros quanto a nos mesmos, criamos então as normas sociais e logo passamos a respeitá-las em nome de nos sentirmos protegidos pelo grupo. A esses modelos formatados conforme regras sociais damos o nome de esteriótipo. Que tem a origem do significado no Grego stereos, “sólido”, mais o Francês type, “tipo”. Esse termo serve para descrever o processo de impressão com uma peça sólida. A metáfora se refere à repetição automática de algo preparado de antemão. Definimos certos modelos e vamos repetindo; o que e como falar, comer , vestir e finalmente estabelecemos um modelo e como ser. Se não formos?
Teremos que enfrentar a terrível experiência de nos sentir exclusos do grupo.
No entanto sabemos muito bem que regras rígidas atrapalham o desempenho criativo. O esteriótipo pode realmente ser um instrumento importante para aquele que se sente extremamente inseguro em suas particularidades, mas aprender a conviver com a diferença é útil na medida em que um dia nunca é igual ao outro.
Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866
Psicoterapeuta e Escritor
Fone: 17-30113866
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Encontro filosófico: BELEZA NO CORPO, BELEZA NA ALMA
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Encontro filosófico:
BELEZA NO CORPO, BELEZA NA ALMA
Conhecer perspectivas psicológicas sobre o símbolo
na relação com o corpo. Com auxílio do pensamento psicanalítico, a tentativa é
de criar certo espaço para cogitar a posição dessa ordem de experiências dentro
dos processos psíquicos.
Coordenação: Prof. RENATO DIAS MARTINO;
25 de agosto de 2012, às 14h
Local: Anfiteatro da UNILAGO, Rua Dr. Eduardo Nielsen, 960 Jd.
N. Aeroporto
São Jose do Rio Preto.
São Jose do Rio Preto.
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